Sobre o ritual de exorcismo e quem pode exorcizar


COMO OS PEDIDOS por exorcistas têm aumentado constantemente na última década – o que não nos surpreende, mediante as notícias que nos têm chegado do mundo inteiro – a Igreja se vê diante da necessidade de formar mais sacerdotes para esse ministério especializado. De fato, de acordo com relatórios, o número de exorcistas nos EUA, por exemplo, aumentou de 12 para 50 nos últimos anos[1].


A Igreja Católica não permite que qualquer batizado se torne exorcista: há um conjunto específico de qualificações que devem ser cumpridas antes de se admitir alguém neste ministério desafiador.


O primeiro requisito é o sacerdócio. Mas, mesmo assim, de acordo com o Rituale Romanum, somente sacerdotes – e somente certos sacerdotes podem se tornar exorcistas.


Um sacerdote – aquele que é expressa e particularmente autorizado pelo Ordinário – quando pretende realizar um exorcismo sobre pessoas atormentadas pelo diabo, deve ser devidamente distinguido por sua piedade, prudência e integridade de vida. Ele deve cumprir este empreendimento devoto em toda constância e humildade, mantendo-se absolutamente imune a qualquer tentação de engrandecimento humano, e confiando não em si próprio, mas no Poder do Alto. Além disso, ele deve ser de idade madura e reverenciado não só por seu cargo, mas por suas qualidades morais comprovadas.


Além disso, “para exercer o seu ministério com razão, ele deve recorrer a muito estudo sobre o assunto, examinando autores aprovados e casos da experiência”. Esse estudo deve incluir uma compreensão completa da psicologia, além da capacidade de discernir a diferença entre questões médicas e ataques espirituais. O exorcista não deve crer prontamente que uma pessoa está possuída por um espírito maligno; deve averiguar os sinais pelos quais uma pessoa possuída pode ser distinguida de alguém que está sofrendo de alguma doença, especialmente de natureza psicológica.


Em outras palavras, os padres que se tornam exorcistas são homens santos que não buscam esse ministério para obter poder ou prestígio, mas são chamados por Deus para essa tarefa. Demora muitos anos de estudo cuidadoso antes que um sacerdote esteja devidamente preparado para uma tal missão de vida, e que seu ministério não seja negligenciado.


Em nenhuma circunstância é permitido a um leigo tornar-se um exorcista, embora os leigos possam “ajudar” um exorcista em ocasiões especiais. Regras semelhantes aplicam-se a esses assistentes – eles devem ter uma vida de oração devota unida aos sacramentos. Eles precisam estar adequadamente preparados para tal experiência, já que uma pessoa apegada ao pecado poderia prejudicar seriamente o processo de exorcismo.


O diabo vai tentar com todas as suas forças para promover sua influência durante um exorcismo, e assim qualquer um envolvido com a expulsão de um demônio deve confiar inteiramente no poder de Deus para protegê-los.


É uma vocação espiritualmente perigosa, que exige muita santidade, humildade e confiança total em Deus.


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[1] KOSLOSKI, Philip. Quem pode se tornar um exorcista?, Aleteia, disp. em:
https://pt.aleteia.org/2019/03/25/quem-pode-se-tornar-um-exorcista/
Acesso 15/9/2020
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Ref.:
Aleteia, disp. em:
https://pt.aleteia.org/2019/03/25/quem-pode-se-tornar-um-exorcista/
Acesso 15/9/2020




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