Outro padre declara Francisco herege e excomungado: 'Não posso mais ficar calado'


OUTRO PADRE (tem havido muitos, nestes últimos tempos) tomou coragem para assumir uma postura realmente muito difícil, dizendo: “Já não posso mais ficar calado”, e declarando que Francisco/Bergoglio  é um herege que está excomungado. Estamos falando do Pe. Francesco D'Erasmo (Diocese de Civitavecchia-Tarquinia) que recentemente tornou pública uma carta via “Stilum Curiae”, webpágina bastante popular de Marco Tosatti (jornal 'La Stampa').


    D'Erasmo pode (e provavelmente vai) acabar como os padres Alessandro Minutella e Enrico Bernasconi, excomungados sem processo canônico por dizerem a mesma coisa: a célebre "misericórdia" de Francisco, nesses casos, costuma ser implacável. Da diocese local, o único pronunciamento a respeito foi o de que "a diocese está dissociada do que foi dito pelo sacerdote", mas não deram ainda nenhum esclarecimento sobre quais sanções podem estar prontas para o sacerdote: "Preferimos não entrar nos méritos sobre a relação entre o Ordinário Diocesano (Mons. Gianrico Ruzza ed) e o Pe. Francesco D'Erasmo”.


    A situação é mais complicada do que parece. O Papa é lembrado por católicos tradicionais, a todo momento, que os cem padres da Alemanha que abençoaram pares "LGBTQI+" em plena igreja, diante do Altar e do Sacrário como se fossem casais unidos sacramentalmente, não sofreram nenhuma sanção. Por que apenas aqueles que, por fidelidade à Tradição, ao Magistério perene, à liturgia tradicional e à santa Missa de sempre, entre outras coisas, sofrem perseguições e são inapelavelmente erradicados? 

    A própria Diocese de Civitavecchia mantém uma pastoral que se ocupa do "acompanhamento de famílias em situações LGBT" (do que se trata, exatamente?). Assim, um castigo para o fidelíssimo padre D'Erasmo, que cita o Evangelho com grande propriedade como fundamento para suas afirmações, ganharia ainda maior destaque e seria mais difícil de justificar aos olhos de muitos fiéis. Por que tanta brandura e misericórdia para com pecadores, hereges, cismáticos e adoradores de ídolos, e nenhuma para com aqueles que só querem ser católicos assim como os católicos sempre foram?


    O fato é que hoje na Igreja se pode dizer o que quiser sem sofrer nenhuma represália, seja sobre a Doutrina, os Santos e/ou até sobre a Santíssima Trindade: o famoso padre Alberto Maggi, por exemplo, declara suas dúvidas sobre a virgindade perpétua de Nossa Senhora, e sua obra é considerada no Vaticano como uma "joia da coroa da Mariologia"... Pode-se criticar absolutamente qualquer coisa, pode-se até blasfemar e dizer as piores heresias sem sofrer nenhuma reprimenda. Todas essas coisas são admitidas e tratadas em nome da caridade. Mas se a legitimidade de Bergoglio como Pontífice for tocada – ainda que com respeito e com todo cuidado – então, com a velocidade de um raio, a mesma "caridade" se torna em severidade e castigo implacável.


    Pois bem, em sua “Carta aberta a todos os verdadeiros católicos e a todos os homens de boa vontade”, padre D'Erasmo denuncia a atual crise da Igreja e também da sociedade secular. Reproduzimos abaixo alguns trechos do texto, conforme postado no "Libero Quotidiano", do jornalista e escritor italiano Andrea Cionci. Segue:


No mesmo campo em que o Senhor semeou os filhos do Reino, o diabo semeou os filhos do Maligno. O próprio Jesus explicou-nos a parábola do trigo e do joio que havia anunciado pouco antes (Mt 13). (...) A referência direta é aos ministros que usam da autoridade que lhes foi conferida em nome da Santa Igreja, em nome de Jesus Cristo, de forma contrária à Vontade de Deus. Portanto, é necessário aprender a reconhecer o trigo do joio, sem pretender arrancá-lo antes do tempo, indo contra o plano de Deus.


Nessa parábola, Jesus diz aos trabalhadores impacientes, que pedem permissão para intervir imediatamente e remover o joio, que a separação entre o trigo e o joio acontecerá no fim do mundo. Não podemos nos iludir de que antes do fim seja possível uma separação por meio da qual os filhos do Diabo sejam expulsos pelos trabalhadores. Devemos nos lembrar dessa verdade se não quisermos cair em uma armadilha. 


Nem podemos também cair no erro oposto: ignorar que nem tudo neste campo é trigo bom. É o próprio Jesus Quem nos alerta para ter cuidado com os falsos profetas. E nos dá os critérios para distingui-los. O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 675, nos diz claramente que a "apostasia da verdade" abalará a fé de muitos crentes.


Por isso, relembrar a Verdade é obviamente uma ajuda que podemos dar a nós próprios na provação, para sustentar a nossa Fé e apoiar aqueles que correm o risco de cair na mentira. Esta é uma das obras de misericórdia. “Jesus disse então aos judeus que n'Ele haviam crido: 'Se permanecerdes fiéis à minha Palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos; conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará'" (Jo 8,31-32).


Deus permite que existam "falsos profetas dentro da Santa Igreja Católica, mas isso não é uma contradição da Promessa de Jesus: "As portas do inferno não prevalecerão "(Mt 16,18). É, portanto, evidente que o engano reside em quem identifica que a Promessa de Jesus, "non praevalebunt – não prevalecerão", com uma promessa de ausência de traições. [Não prevalecer é diferente de não existir.]


O perigo real não é que os verdadeiros cristãos sejam entregues nas mãos dos inimigos de Deus. O maior perigo é que eles não possam distinguir o Bem do mal, a Verdade da mentira, a Luz das trevas. Se eles caírem no caminho da falsidade, porque estão erroneamente convencidos de que estão seguindo os verdadeiros ministros de Deus, correm o risco de se prejudicarem. “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (Mt 26,41).


Portanto, é dever de qualquer verdadeiro pastor da Igreja alertar os fiéis sobre os falsos pastores.



A abolição da Missa de sempre por Francisco


A recente Carta Apostólica “Traditionis Custodes”, emitida pelo Vaticano em 16 de julho de 2021, afirma: 'Art. 1. Os livros litúrgicos promulgados pelos Santos Pontífices Paulo VI e João Paulo II, em conformidade com os decretos do Concílio Vaticano II, são a única expressão do lex orandi do rito romano.


A referência é a um dos pilares da doutrina cristã, desde a época patrística. A expressão utilizada é "lex orandi" [cunhada por São Próspero de Aquitânia]. Esta fórmula indica a "regra da oração". Mas o uso deste termo, na Santa Doutrina, o identifica com o "lex credendi", "a regra da Fé". Em termos simples: a Igreja afirma que oramos de maneira consistente com aquilo que cremos. Esta identidade profunda foi também o caminho para o reconhecimento dos primeiros dogmas cristológicos da Santa Igreja. Se, portanto, este documento recente identifica o "lex orandi" exclusivamente com o novo rito de 1970, uma distância e uma diferença se interpõem entre este "lex orandi" e o do rito anterior.

    Significa que se insinuam uma distância e uma diferença entre a Fé expressa pelo Rito que se afirma como única, e o que se deseja relegar ao escopo das concessões. Portanto, através da legislação, afirma-se que a única Fé verdadeira da Igreja seria a de quem pode eventualmente conceder uma expressão própria que se conforme com a de sempre em alguns casos muito limitados, mas acredita que se exprime apenas "na forma do Novo Missal de Paulo VI". Porém, se o "lex credendi" do primeiro é diferente, porque o atual é o "um", assim como o "lex orandi" é único, então aquele que emitiu este documento não tem mais uma fé una com a Fé apostólica (Ef 4,5); mas ele acredita apenas no que é expresso na forma do Novo Missal.

    Porém, se o "lex credendi" do primeiro é diferente, porque o atual é o "um", assim como o "lex orandi" é úno, então aquele que emitiu este documento não tem mais a Fé una com a Fé apostólica (Ef 4, 5). 


    Resumindo: a fé de todos os tempos não está mais em casa na igreja governada por aqueles que emitiram este documento!


    Sr. Jorge Mario Bergoglio, assim o chamo porque, mesmo que ninguém tenha o poder de julgá-lo, o Sr. não esconde suas renovadas heresias e apostasias da Fé católica, quase que diariamente, perdendo seu ofício (munus) pela própria Lei; todos os senhores que colaboram com o seu governo na Santa Igreja: lembrem-se de que estão a assinar a sua própria condenação. É o Sr, quem declara, de forma cada vez menos velada, que a sua fé não é a mesma de Pedro, sobre quem Jesus fundou sua Igreja. “Todos são cuidadosos com a maneira como constroem. De fato, ninguém pode lançar outro alicerce além d'Aquele já encontrado, que é Jesus Cristo "(1 Cor 3, 10-11)".

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Fontes:

Libero Quotidiano

Religion Voz Libre



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3 comentários:

  1. Glória a Deus pela coragem e fé deste padre!

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  2. Glória a Deus pela coragem e fé deste padre! Que Deus o proteja!

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  3. Temos que fazer nossa parte e divulgar o que está acontecendo caso contrário somos cúmplices. Eu não estou mais assistindo à missas em comunhão com o inimigo. O Cardial Bergoglio não é o Papa. Assisto as missas do Enrico Bernasconi on line.

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