ESTE POST é o trecho do desdobramento de um diálogo meu, Henrique Sebastião, com a leitora "evangélica" Ana Paula, que argumentou, ao conteúdo do post "Razões porque retornei à única Igreja de Jesus Cristo", dizendo que algumas igrejas "evangélicas" realmente estão no erro, mas outras são fiéis. Quando lhe perguntei, entre outras coisas, ao que ou a quem poderiam ser fiéis estas igrejas, ela respondeu dizendo o seguinte:
“Henrique,você perguntou em quê as igrejas são fiéis. Elas são fiéis a bíblia e tudo o que está nela e não no pastor, o pastor apenas prega a palavra conforme está escrito nela.”
Caríssima Ana Paula,
Em primeiro lugar agradecemos pela confiança em nosso apostolado e pelo seu interesse em participar de um debate honesto. Você diz que realmente acredita que as igrejas "evangélicas" são fiéis à Bíblia, que o "evangélico" observa fielmente o que está escrito na Bíblia, e não à interpretação de um "pastor". Muito bem. Você não deve saber disso, mas um dia eu também acreditei nisso, porque também já fui o que chamam de "evangélico". Eu achava que as Escrituras eram, sozinhas, a Palavra de Deus, e que não poderia haver nenhum erro numa igreja que simplesmente observasse a Bíblia.
Foi assim até o dia em que o SENHOR me despertou desse sono, removeu as escamas da soberba dos meus olhos e eu acordei. E retornei à Casa do Pai, à Casa do Deus Vivo, – a Igreja Católica Apostólica Romana. – Agora, eu vou lhe provar porque é impossível que as igrejas "evangélicas" sigam a Bíblia, e vou fazê-lo de forma bem simples. Vejamos:
Em primeiro lugar agradecemos pela confiança em nosso apostolado e pelo seu interesse em participar de um debate honesto. Você diz que realmente acredita que as igrejas "evangélicas" são fiéis à Bíblia, que o "evangélico" observa fielmente o que está escrito na Bíblia, e não à interpretação de um "pastor". Muito bem. Você não deve saber disso, mas um dia eu também acreditei nisso, porque também já fui o que chamam de "evangélico". Eu achava que as Escrituras eram, sozinhas, a Palavra de Deus, e que não poderia haver nenhum erro numa igreja que simplesmente observasse a Bíblia.
Foi assim até o dia em que o SENHOR me despertou desse sono, removeu as escamas da soberba dos meus olhos e eu acordei. E retornei à Casa do Pai, à Casa do Deus Vivo, – a Igreja Católica Apostólica Romana. – Agora, eu vou lhe provar porque é impossível que as igrejas "evangélicas" sigam a Bíblia, e vou fazê-lo de forma bem simples. Vejamos:
Se as igrejas “evangélicas” são fiéis à Bíblia (logo, a Igreja Católica é infiel), então me diga por que algumas pregam, por exemplo, a “teologia” da prosperidade, enquanto outras a consideram uma heresia? Ora, ou uma doutrina é bíblica, ou não é. Ponto. Muito simples, e não há como se fugir deste simples fato.
A “teologia” da prosperidade, você deve saber (não sei se a sua igreja é a favor ou contra, porque o meio ‘evangélico’ é completamente dividido sobre este assunto), é aquela doutrina que diz que a pessoa que vai à igreja, paga o dízimo e contribui com ofertas generosas, sendo fiel e cumprindo os Mandamentos de Deus, terá uma vida só de bênçãos, tanto materiais quanto espirituais (embora a ênfase da pregação esteja sempre na questão financeira). Você paga o dízimo e Deus devolve em dobro, ou dez vezes mais, ou mil vezes mais. Você é fiel na igreja "evangélica" e Deus lhe dá saúde, prosperidade, um casamento feliz, uma carreira profissional de sucesso, filhos dóceis... Enfim, uma vida feliz e repleta de vitórias.
A “teologia” da prosperidade, você deve saber (não sei se a sua igreja é a favor ou contra, porque o meio ‘evangélico’ é completamente dividido sobre este assunto), é aquela doutrina que diz que a pessoa que vai à igreja, paga o dízimo e contribui com ofertas generosas, sendo fiel e cumprindo os Mandamentos de Deus, terá uma vida só de bênçãos, tanto materiais quanto espirituais (embora a ênfase da pregação esteja sempre na questão financeira). Você paga o dízimo e Deus devolve em dobro, ou dez vezes mais, ou mil vezes mais. Você é fiel na igreja "evangélica" e Deus lhe dá saúde, prosperidade, um casamento feliz, uma carreira profissional de sucesso, filhos dóceis... Enfim, uma vida feliz e repleta de vitórias.
Muitíssimas igrejas “evangélicas” pregam esta doutrina, como a do empresário Silas Malafaia, por exemplo. Os “pastores” selecionam uma coletânea de passagens do Antigo Testamento que falam das bênçãos que Deus reserva àqueles que lhe são fiéis e as usam, de maneira completamente distorcida, para iludir e extorquir gente ingênua.
Por outro lado, existem muitas outras igrejas “evangélicas” que não compartilham da “teologia” da prosperidade, e algumas até a condenam abertamente. Muitos “pastores” criticam outros “pastores” que pregam essa famigerada doutrina.
Certo. É bem neste momento que você, Ana Paula, me diz: "Isso acontece porque algumas igrejas estão no erro, e outras são fiéis à Bíblia". – Mas é exatamente aí que está o problema! Sabe por quê? Porque tanto as que defendem a "teologia" da prosperidade quanto as que a condenam, ambas estão se baseando na Bíblia, cada uma ao seu modo. Vou listar abaixo algumas das passagens que certos “pastores” usam para defender a “teologia” da prosperidade:
“Porque sou Eu quem conheço os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de fazer-vos prosperar e não de causar dano, planos de vos dar esperança e um futuro.” (Jeremias 29,11)
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de Mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.” (Malaquias 3,10)
“O Deus dos Céus fará que sejamos bem-sucedidos.” (Neemias, 2,20)
“O ganancioso provoca brigas, mas quem confia no Senhor prosperará.” (Provérbios 28,25)
“E o Senhor te dará grande prosperidade, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar." (Deuteronômio 28,11)
“Comerás do fruto do teu trabalho e serás feliz e próspero.” (Salmo 127/128,2)
As passagens listadas acima servem apenas como exemplos. Poderíamos citar muitas outras parecidas, que poderiam ser igualmente distorcidas para se legitimar a "teologia" da prosperidade. Saliento que fiz questão de usar novas traduções usadas pelas igrejas "evangélicas", que não raro deturpam determinadas passagens para favorecer à sua doutrina. A tradução citada acima do salmo 128, por exemplo, é da Nova Versão Internacional (NVI). A tradução bem mais fiel da Bíblia de Jerusalém diz, simplesmente: “Do trabalho de tuas mão comerás, tranquilo e feliz”. Veja que há uma tremenda diferença de sentido nas duas versões.
Então, se alguém diz que algumas igrejas são fiéis à Bíblia e outras não, vai ter que concordar comigo e reconhecer que sim, é possível a deturpação da Bíblia, mesmo por uma comunidade que diga e afirme que a observa fielmente. A ressalva seria no sentido de que as igrejas "fiéis" não compactuam com estas deturpações.
O problema fundamental deste argumento, porém, é a verdade evidente de que no exemplo citado (como em muitos outros) ambos os grupos de igrejas – tanto o das que pregam quanto o das que condenam a "teologia" da prosperidade – podem se afirmar fiéis à Bíblia. E, neste sentido, estão certas! Afinal, por um lado, a Bíblia realmente promete prosperidade para os justos. Por outro lado, as passagens que falam em prosperidade, assim como todo o conteúdo das Sagradas Escrituras, obviamente precisam ser lidas dentro do seu contexto, e para cada passagem que possa ser usada para favorecer a “teologia” da prosperidade, existem outras tantas que podem ser usadas para negá-la.
O problema fundamental deste argumento, porém, é a verdade evidente de que no exemplo citado (como em muitos outros) ambos os grupos de igrejas – tanto o das que pregam quanto o das que condenam a "teologia" da prosperidade – podem se afirmar fiéis à Bíblia. E, neste sentido, estão certas! Afinal, por um lado, a Bíblia realmente promete prosperidade para os justos. Por outro lado, as passagens que falam em prosperidade, assim como todo o conteúdo das Sagradas Escrituras, obviamente precisam ser lidas dentro do seu contexto, e para cada passagem que possa ser usada para favorecer a “teologia” da prosperidade, existem outras tantas que podem ser usadas para negá-la.
Por isso mesmo, os “pastores” contrários à “'teologia' da prosperidade” dizem que se trata de uma doutrina herética, e que usa basicamente a mesma tática que Satanás usou no deserto para tentar nosso Senhor Jesus Cristo, oferecendo riquezas, poder, glória e posses materiais em troca de adoração e fidelidade (Mt 4,8-9). E de que modo argumentam? Claro, da mesmíssima maneira, usando passagens da Bíblia... Vejamos:
“Outros ainda recebem a semente entre os espinhos; ouvem a Palavra, mas as preocupações mundanas, a ilusão das riquezas e as múltiplas cobiças a sufocam e a tornam infrutífera” (Marcos 4,18-19)
"Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições." (1Timóteo 6,10)
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15,19)
“Feliz serás tu, porque estes não têm como retribuir. A tua recompensa virá na ressurreição dos justos.” (Lucas 14,14)
“Vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que sobre vós virão. Vossas riquezas apodreceram e vossas roupas foram comidas pela traça. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e devorará vossas carnes como fogo. Entesourastes nos últimos dias!” (Tiago 5,1-3)
“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. A nossa cidadania, porém, está nos Céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu Corpo Glorioso” (Filipenses 3, 18-21)
"Tu dizes: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconheces, porém, que és miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que estás nu." (Apocalipse 3,17)
"Disse-lhe Jesus: 'Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no Céu; e vem, e segue-me." (Mateus 19,21)
"Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus." (Mateus 19,23)
"E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus." (Mateus 19,24)
“Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam?” (Tiago 2,5)
“Então lhes disse: 'Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens'” (Lucas 11,5)
“Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos Céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” (Lucas 12,33,34)
"Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (...) Aquilo que tem muito valor entre os homens é abominável aos Olhos de Deus." (Lucas 16,13-15)
“E, levantando Ele os olhos para os seus discípulos, dizia: 'Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus'." (Lucas 6,20-21)
"Mas ai de vós, os ricos, pois já recebestes a vossa consolação. Ai de vós, que agora têm fartura, porque passarão fome. Ai de vós, que agora riem, pois haverão de lamentar e chorar!" (Lucas 6,24-25)
Novamente, as passagens acima servem apenas como exemplos; poderíamos continuar e citar muitas outras que são categoricamente contrárias à doutrina que diz que quem seguir Jesus vai alcançar riquezas, glória e abundância neste mundo. E observe que as passagens contrárias a “teologia” da prosperidade são muito mais abundantes do que as que parecem confirmá-la. Além disso, encontram-se quase que em sua totalidade no Novo Testamento, inserindo-se no contexto da Nova e Eterna Aliança em Cristo, enquanto que aquelas que parecem dizer o contrário pertencem ao contexto do Antigo Testamento.
Mas este estudo, afinal, não é para falar da “teologia” da prosperidade. Nós já fizemos isso (veja aqui). Eu apenas levantei um tópico, entre muitos outros, para demonstrar que não se pode dizer que há "fidelidade à Bíblia" nas igrejas "evangélicas", e nem pode haver, simplesmente porque elas não falam a mesma língua e não seguem a mesma doutrina, e o Espírito de Deus não se divide contra Si mesmo. Mais importante, a Bíblia pode ser interpretada de inúmeras maneiras, e é por isso que existem dezenas de milhares de denominações ditas "evangélicas" no mundo, e cada uma delas observando doutrinas baseadas exclusivamente na Bíblia.
* * *
Diante dessa realidade inquestionável, alguns "evangélicos" argumentam dizendo que as diferenças estão apenas nos detalhes, e que os fundamentos da fé realmente importantes são iguais em todas as igrejas "evangélicas". Mas é muito fácil constatar que isso não é verdade. O caso da “'teologia' da prosperidade”, que acabamos de analisar, é um ótimo exemplo: se é verdade que Deus abençoa com prosperidade àqueles que lhe são fiéis, então o meu modo de vida será de um determinado modo; isso vai definir o meu comportamento e a minha maneira de me relacionar com Deus. Além disso, o meu estado de vida material servirá como parâmetro para que eu saiba se estou sendo realmente fiel a Deus, se sou um bom cristão ou não. Se eu continuo pobre, se eu não alcanço as tão faladas "vitórias" que Deus concede aos justos, é porque eu não estou fazendo o que deveria fazer.
Posso chegar ao ponto de crer que não devo ajudar os pobres, porque isso seria desvio de recursos, como ensina o "pastor" R. R. Soares (veja aqui). Claro, se Deus dá abundância material e vitória financeira a quem lhe é fiel, eu não tenho mesmo que ajudar ninguém, porque quem não tem dinheiro é porque não é fiel a Deus e não merece ajuda. Veja o quanto estamos indo num caminho diretamente contrário aquele que Jesus propõe nos Evangelhos.
Por outro lado, se eu não aceito essa doutrina, o meu comportamento será totalmente diverso. Passo a entender a fé e a enxergar a vida de um modo completamente outro; meus modos, posturas e ações serão de outra natureza. Posso chegar ao ponto de um S. Francisco de Assis, que dava graças a Deus pela "irmã pobreza", confiando plenamente no que Jesus diz no Evangelho ('Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.' – Lc 6,20-21). Veja que adotar ou rejeitar uma crença como esta não é um mero "detalhe", ao contrário: é algo que vai definir integralmente o meu modo de vida.
Insisto, porém, que para esclarecer o meu ponto de vista usei apenas um exemplo, entre muitíssimos outros. Do mesmo modo, eu poderia falar da questão do divórcio, que algumas igrejas “evangélicas” não admitem, baseadas em Malaquias 2,16, Gênesis 2,24 e Mateus 19,6. Outras igrejas admitem o divórcio em alguns casos, como quando há imoralidade sexual envolvida, e para isso citam Mateus 19,9. Existem também algumas outras bem mais liberais, que simplesmente usam (nas palavras da introdução da Bíblia NVI) de “interpretações menos rígidas”...
Eu poderia também falar da questão do batismo infantil, que algumas igrejas praticam, buscando como sempre legitimar a sua opção na interpretação de uma série de passagens do Antigo e do Novo Testamento (veja aqui) e outras não admitem em hipótese alguma. Encontrei até um fórum de discussão com um debate infinito entre “evangélicos” a respeito deste assunto, alguns defendendo o batismo infantil e outros o condenando com veemência, e – por que será que não fiquei surpreso? – todos acreditavam piamente que estavam 100% fundamentados na Bíblia.
Eu poderia ainda falar das igrejas “evangélicas” que guardam o sábado, enquanto outras guardam o domingo, e outras que não guardam dia nenhum; poderia falar das igrejas que praticam a chamada “santa ceia”, porque Jesus assim ordenou (Lucas 22,19) e das que simplesmente não praticam, porque interpretam a ordem divina de algum outro modo; poderia falar das igrejas que não aceitam mulheres como “pastoras”, baseadas na Bíblia (I Timóteo 2,11-12), e das outras que não só aceitam como até têm mulheres como “bispas” e “apóstolas”; poderia falar das “igrejas” que pregam que o Batismo é uma condição necessária para a salvação, baseadas em Marcos 16,16, e das que dizem que não é, baseadas em Lucas 23,43...
Etc, etc, etc...
Veja bem, mais uma vez, que eu não estou falando de detalhes, de costumes secundários, que não fazem diferença na prática cristã. Estou falando de questões fundamentais, de temas que incorrem na própria salvação ou perdição da alma! E, também sobre estas, as igrejas “evangélicas” discordam entre si! Cada uma delas crê e prega sua própria verdade, baseada em quê? Na Bíblia, é o que dizem, mas é claro e evidente que isso não é verdade, porque a Palavra de Deus não se contradiz. O problema acontece porque cada uma destas "igrejas" se baseia na sua própria interpretação particular da Bíblia. Apenas isso e mais nada. Consegue compreender isto, Ana Paula? Posso ter esperança de que tudo esteja ficando um pouco mais claro para você?
Etc, etc, etc...
Veja bem, mais uma vez, que eu não estou falando de detalhes, de costumes secundários, que não fazem diferença na prática cristã. Estou falando de questões fundamentais, de temas que incorrem na própria salvação ou perdição da alma! E, também sobre estas, as igrejas “evangélicas” discordam entre si! Cada uma delas crê e prega sua própria verdade, baseada em quê? Na Bíblia, é o que dizem, mas é claro e evidente que isso não é verdade, porque a Palavra de Deus não se contradiz. O problema acontece porque cada uma destas "igrejas" se baseia na sua própria interpretação particular da Bíblia. Apenas isso e mais nada. Consegue compreender isto, Ana Paula? Posso ter esperança de que tudo esteja ficando um pouco mais claro para você?
Como citei acima, segundo dados oficiais existem dezenas de milhares(!) de seitas ditas "igrejas evangélicas” diferentes no mundo, sendo que cada uma delas prega algo diferente, algumas chegando a extremos como aceitar e praticar o "casamento gay" (veja aqui) e promover o aborto (caso da Universal do empresário Edir Macedo – veja aqui), e de alguns pastores que incentivam seus fiéis a destruírem imagens católicas.
Finalizando, para demonstrar insofismavelmente que não existe essa história de igreja “evangélica” fiel à Bíblia, preciso me lançar à árdua tarefa de tentar lhe fazer compreender que a única Igreja que pode ser fiel à Bíblia é aquela que a produziu, na pessoa dos Apóstolos, inspirados pelo Espírito Santo, que também foi a mesma que definiu a sua forma, usando de sua autoridade, dada por Jesus Cristo, para dizer quais dos muitos livros que eram lidos e reverenciados na Igreja primitiva eram divinamente inspirados e quais eram apócrifos. Estou falando da canonização dos livros da Sagrada Escritura que fazem com que a Bíblia seja cristã, isto é, os livros do Novo Testamento, – que são os mesmíssimos livros que as igrejas “evangélicas” adotam, acatando a autoridade da Igreja Católica, que a definiu. – Como você deve saber, as diferenças entre a Bíblia católica e a protestante estão apenas no Antigo Testamento.
Nas próprias Escrituras, Jesus diz aos fariseus hipócritas: “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.” (João 5,39-40). – O Senhor está dizendo, textualmente, que não basta o exame da Escritura para se chegar a Ele. E a este respeito, mais uma vez a própria Bíblia é categórica: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular.” (2 Pedro 1,20). – Esta passagem enfatiza dois pontos fundamentais: tanto que a Escritura não foi produzida com base na inteligência do homem, mas sim pela inspiração do Espírito de Deus, quanto que a sua interpretação não pode ser pessoal, particular, como de alguém que simplesmente resolve examinar as Escrituras por conta própria e a julgar que compreende perfeitamente bem tudo o que Deus diz ali.
Trata-se de um fato muito, muito simples: se fosse para cada um ler a Bíblia, interpretar ao seu modo e sair por aí fundando "igrejas" e mais "igrejas", o Cristo não teria dado a autoridade sobre a Sã Doutrina aos Apóstolos. O Senhor teria dito claramente: "Observem as Escrituras!"... Mas em nenhum, absolutamente nenhum momento, a Bíblia diz algo assim. Ao contrário, há uma clara ênfase na autoridade da Igreja, desde o início.
Logo depois de fundar a Igreja (e não 'as igrejas') sobre o Apóstolo Pedro, no mesmo ato, Jesus diz a este mesmo Pedro que tudo o que ele ligasse na Terra seria ligado no Céu, e o que ele desligasse na Terra seria desligado no Céu (Mateus 16,18). E diz aos Apóstolos, em outra ocasião, que os pecados que eles perdoassem seriam perdoados, e os que eles não perdoassem seriam retidos (João 20,23). Esta é a autoridade que a Igreja possui na Terra, dada diretamente por Deus! Como pode haver alguma dúvida sobre algo tão evidente, para alguém que diz que observa a Bíblia?
Mais ainda do que tudo isso, em sua primeira epístola a Timóteo, S. Paulo Apóstolo é explícito: “Escrevo (eu, o Apóstolo, escrevendo a própria Bíblia, inspirado pelo Espírito Santo) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o sustentáculo da Verdade” (1Timóteo 3,15).
A coluna e o sustentáculo da Verdade é a Igreja, e não a interpretação particular e isolada das Escrituras, e as Escrituras mesmo dão testemunho disto! – Algumas traduções trazem "a coluna e o fundamento da Verdade". – Que mais é preciso dizer? Que mais a própria Bíblia poderia dizer? Ela diz que, antes de tudo, devemos saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular. A Bíblia Sagrada foi escrita para que soubéssemos como ser membros da Igreja, que é o sustentáculo da Verdade. À Igreja foi dada a autoridade para perdoar ou reter os nossos pecados. O que mais, o que mais é preciso para que alguém de boa vontade compreenda que a interpretação particular das igrejas "evangélicas", por ser literal e isolada do seu devido contexto, é completamente contrária a toda essência do cristianismo?
Resumindo, tudo o que eu tentei demonstrar, até aqui, é que não existe "interpretação particular correta" da Bíblia, porque todas elas já estão condenadas nas próprias Escrituras, e já nascem necessariamente equivocadas. São desvios da fé verdadeira. A única interpretação das Sagradas Escrituras que pode ser considerada correta é a da pessoa que a produziu, inspirada pelo Espírito Santo: a Igreja Católica. E a Igreja não está obrigada a se pautar pelo conteúdo das Escrituras, e sim a correta interpretação das Escrituras é que precisa se pautar pela orientação da Igreja, pois a Bíblia é filha da Igreja. – A Igreja é a mãe da Bíblia, e não o contrário.
Para encerrar o tema, deixo abaixo um vídeo-aula do Profº Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., incansável defensor da verdade e da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo; creio que você não o conheça, e eu gostaria de indicar estas suas vídeo-aulas, que são extremamente didáticas e podem ajudar muitíssimo (veja mais acessando este link). Por enquanto, é isto. Deus a abençoe, ilumine e salve.
ofielcatolico.com.br
Nas próprias Escrituras, Jesus diz aos fariseus hipócritas: “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.” (João 5,39-40). – O Senhor está dizendo, textualmente, que não basta o exame da Escritura para se chegar a Ele. E a este respeito, mais uma vez a própria Bíblia é categórica: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular.” (2 Pedro 1,20). – Esta passagem enfatiza dois pontos fundamentais: tanto que a Escritura não foi produzida com base na inteligência do homem, mas sim pela inspiração do Espírito de Deus, quanto que a sua interpretação não pode ser pessoal, particular, como de alguém que simplesmente resolve examinar as Escrituras por conta própria e a julgar que compreende perfeitamente bem tudo o que Deus diz ali.
Trata-se de um fato muito, muito simples: se fosse para cada um ler a Bíblia, interpretar ao seu modo e sair por aí fundando "igrejas" e mais "igrejas", o Cristo não teria dado a autoridade sobre a Sã Doutrina aos Apóstolos. O Senhor teria dito claramente: "Observem as Escrituras!"... Mas em nenhum, absolutamente nenhum momento, a Bíblia diz algo assim. Ao contrário, há uma clara ênfase na autoridade da Igreja, desde o início.
Logo depois de fundar a Igreja (e não 'as igrejas') sobre o Apóstolo Pedro, no mesmo ato, Jesus diz a este mesmo Pedro que tudo o que ele ligasse na Terra seria ligado no Céu, e o que ele desligasse na Terra seria desligado no Céu (Mateus 16,18). E diz aos Apóstolos, em outra ocasião, que os pecados que eles perdoassem seriam perdoados, e os que eles não perdoassem seriam retidos (João 20,23). Esta é a autoridade que a Igreja possui na Terra, dada diretamente por Deus! Como pode haver alguma dúvida sobre algo tão evidente, para alguém que diz que observa a Bíblia?
Mais ainda do que tudo isso, em sua primeira epístola a Timóteo, S. Paulo Apóstolo é explícito: “Escrevo (eu, o Apóstolo, escrevendo a própria Bíblia, inspirado pelo Espírito Santo) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o sustentáculo da Verdade” (1Timóteo 3,15).
A coluna e o sustentáculo da Verdade é a Igreja, e não a interpretação particular e isolada das Escrituras, e as Escrituras mesmo dão testemunho disto! – Algumas traduções trazem "a coluna e o fundamento da Verdade". – Que mais é preciso dizer? Que mais a própria Bíblia poderia dizer? Ela diz que, antes de tudo, devemos saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular. A Bíblia Sagrada foi escrita para que soubéssemos como ser membros da Igreja, que é o sustentáculo da Verdade. À Igreja foi dada a autoridade para perdoar ou reter os nossos pecados. O que mais, o que mais é preciso para que alguém de boa vontade compreenda que a interpretação particular das igrejas "evangélicas", por ser literal e isolada do seu devido contexto, é completamente contrária a toda essência do cristianismo?
Resumindo, tudo o que eu tentei demonstrar, até aqui, é que não existe "interpretação particular correta" da Bíblia, porque todas elas já estão condenadas nas próprias Escrituras, e já nascem necessariamente equivocadas. São desvios da fé verdadeira. A única interpretação das Sagradas Escrituras que pode ser considerada correta é a da pessoa que a produziu, inspirada pelo Espírito Santo: a Igreja Católica. E a Igreja não está obrigada a se pautar pelo conteúdo das Escrituras, e sim a correta interpretação das Escrituras é que precisa se pautar pela orientação da Igreja, pois a Bíblia é filha da Igreja. – A Igreja é a mãe da Bíblia, e não o contrário.
Para encerrar o tema, deixo abaixo um vídeo-aula do Profº Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., incansável defensor da verdade e da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo; creio que você não o conheça, e eu gostaria de indicar estas suas vídeo-aulas, que são extremamente didáticas e podem ajudar muitíssimo (veja mais acessando este link). Por enquanto, é isto. Deus a abençoe, ilumine e salve.
A Igreja alguma vez já proibiu
a leitura da Bíblia?
a leitura da Bíblia?










