Imigrantes islâmicos atacam fiel católico, profanam capela e vandalizam imagem de Nossa Senhora na Itália – Islâmicos radicais ou simplesmente islâmicos?

A imagem foi profanada em sua própria capela, na Itália

ENCONTRAVA-SE UM HOMEM pacificamente prostrado em oração, diante de uma imagem da Virgem Maria e com a fotografia de um ente querido nas mãos, na pequena capela de São Barnabé, em Perúgia (Itália), quando foi impiedosamente atacado por um grupo de cinco islâmicos. A primeira coisa que fizeram foi rasgar a foto que ele tinha em mãos. Logo em seguida, atacaram a estátua da Virgem a chutes, destruindo-a.

O incidente causou rebuliço entre a população local, sendo que alguns criticavam o Papa Francisco, acusando-o de incentivar uma falsa noção de "ecumenismo" que acaba por confundir os cristãos diante de atos extremistas como aquele. As famílias de fiéis da comunidade de São Barnabé fizeram uma coleta para a restauração da imagem sacra, que fica num local de oração tradicional, de onde devotos elevam suas preces há muito tempo.

Don Scarda, bispo de São Barnabé, confirma que o ataque foi conduzido por cinco estrangeiros e que a polícia foi acionada mas, ao chegar à capela, já não encontrou mais os agressores, já foragidos. Não há pistas sobre suas identidades.

“Para o Islã, a figura de Maria é muito importante: ela é vista como mãe do profeta Jesus, concebido milagrosamente da Virgem, a mais santa das mulheres”, disse o bispo auxiliar da cidade de Perúgia, Monsenhor Paolo Giulietti. Numa tentativa de apaziguar a situação, o prelado disse ainda que alguns "muçulmanos até rezam nos santuários marianos do Oriente Médio. Não podemos atribuir esse ato de vandalismo, que está errado em todos os sentidos, a um episódio de ódio religioso. É importante não alimentar suspeita mútua, especialmente neste momento"...

O fato é que grupos extremistas islâmicos estão espalhados e crescem a ritmo assustadoramente acelerado por toda a Europa, profundamente engajados numa guerra ideológica na qual o ocidental já é julgado culpado antes mesmo de poder argumentar.

Ainda mais grave é o fato de que enquanto estes grupos islâmicos estão bem unidos e organizados em prol de um objetivo comum, as nações ocidentais, embora maiores, mais fortes e bem preparadas para reagir e cortar o mal pela raiz, encontram-se divididas contra si mesmas, e a ideologia "politicamente correta" confunde a noção do certo e do errado nas consciências. Na Alemanha, por exemplo, o necessário grupo PEGIDA (Europeus Patrióticos contra a Islamização do Ocidente), apesar de contar com um número crescente de simpatizantes, encontra nos seus próprios concidadãos o seu maior obstáculo (Veja aqui), sendo tachados como "nazistas" e preconceituosos.





Enquanto os governos ocidentais preocupam-se em agir sempre dentro dos padrões do "politicamente correto", os extremistas(?) islâmicos já invadiram a Europa. O cartazes dizem, entre outras coisas: "O Islã dominará o mundo" e "Shária (lei islâmica cuja desobediência deve ser punida com a morte) para o Reino Unido".

Por muitíssimo menos, pessoas são assassinadas nos Estados islâmicos, apenas por não se alinharem à crença oficial: centenas de milhares de cristãos e adeptos de outras religiões são assassinados em diversos países (veja aqui); homossexuais são enforcados no Irã; “infiéis” (isto é, todo aquele que não confessa o islamismo ou se converte a outra religião) são condenados à morte na Arábia Saudita. Enquanto isso, os ocidentais conscientes são acusados por seus próprios governos de "islamofóbicos" (veja aqui), na mesma linha politicamente correta da chamada "homofobia", apenas por não terem cedido completamente aos interesses dos invasores.

Agrava ainda mais a situação a covardia e/ou inépcia dos líderes cristãos frente a clara ameaça de uma hegemonia islâmica no Ocidente num futuro muito próximo, que nada faz além de relativizar essa grave expansão do islamismo, confundindo-o com "multiculturalismo" e tratando o problema a partir de princípios e valores totalmente desprezados e alheios a esses grupos extremistas, que apenas desejam destruir a cultura tradicional ocidental. – Cristianismo incluso.

Por fim, resta dizer que toda a mídia, juntamente com os nossos governantes, fazem sempre muita questão de diferenciar o terrorismo daquilo que seria o suposto "verdadeiro islamismo", pacífico e tolerante. A verdade é que o islamismo é uma religião que sempre produziu a violência, porque a violência é intrínseca à própria base de sua fé; a violência é pregada no seu livro sagrado e confundida com fidelidade à religião. O único islâmico pacifista e tolerante é o islâmico relativista. Verdade seja dita, o verdadeiro fiel islâmico é aquele que caça os "infiéis". O verdadeiro fiel islâmico é, em última análise, o terrorista. É uma afirmação forte? Sem dúvida, mas é a verdade. Senão, vejamos estas passagens do Alcorão:

Sabei que aqueles que contrariam Alá e seu mensageiro serão exterminados, como o foram os seus antepassados; por isso nós lhes enviamos lúcidos versículos e, aqueles que os negarem, sofrerão um afrontoso castigo." (Surata 58,5)

"Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Alá está com os tementes." (Surata 9,123)

"Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Alá é indulgente, misericordiosíssimo." (Surata 9,5)

"Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por amigos, certamente será um deles; e Alá não encaminha os iníquos." (Surata 5,51)

"Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos." (Surata 2,191)

"E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Alá. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos." (Surata 2,193)

"Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Alá. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor." (Surata 9,89)

"Combatei aqueles que não creem em Alá e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Alá e seu mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya." (Surata 9,29)

"O castigo, para aqueles que lutam contra Alá e contra o seu mensageiro e semeiam a corrupção na Terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento neste mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo." (Surata 5,33)

Observemos muito bem que as palavras acima não são da autoria de algum terrorista ou "radical" islâmico. Não! Tudo isto é o que diz o próprio livro sagrado de todos os islâmicos; aquilo em que todos eles devem crer e a que precisam obedecer. A verdade é que nunca, jamais serão nossos amigos, enquanto forem, simplesmente... islâmicos. Nunca aderirão ao novo (e deturpado) ecumenismo tão querido pelos filhos da Igreja em nossos tempos. Nunca serão confiáveis. Triste e lamentável, sem dúvida, porém é fato.


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Via PerugiaToday, Tuttoggi, TheGatewayPunditt e AlertaDigital
Fonte: Rádiovox, artigo disponível em:
http://radiovox.org/2015/01/18/cinco-terroristas-imigrantes-islamicos-destroem-e-vandalizam-imagem-de-nossa-senhora-na-italia/#sthash.Zzrcg9hP.dpuf
Acesso 21/1/015
Com Fides Press
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Enquanto intelectuais combatem uma "islamofobia" imaginária, a cristofobia real, que mata 100 mil cristãos por ano, ataca igrejas e escolas brasileiras no Níger

Por Reinaldo Azevedo


NO DIA 16 DE AGOSTO de 2013, escrevi no meu blog um post cujo primeiro parágrafo dizia o seguinte: 

"No ano passado (portanto, em 2012), pelo menos 105 mil pessoas foram assassinadas no mundo por um único motivo: eram cristãs. O número foi anunciado pelo sociólogo Maximo Introvigne, coordenador do Observatório de Liberdade Religiosa, da Itália. E, como é sabido, isso não gerou indignação nem protestos, nada. Segundo a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), 75% dos ataques motivados por intolerância religiosa têm como alvos os cristãos. Mundo afora, no entanto, o tema "quente", o tema da hora, – e não é diferente na imprensa brasileira, – é a chamada ‘islamofobia’(!)."

Pois é… Logo depois dos ataques facinorosos ocorridos em Paris, teve início o debate sobre a, – quem diria?, – “islamofobia”. E é evidente, não foi diferente nas terras brasileiras. Que coisa! Leandro Colon informa na Folha que duas igrejas protestantes brasileiras (presbiterianas) foram atacadas no Níger, Norte da África, em manifestações de protesto contra a publicação da charge de Maomé pelo “Charlie Hebdo”. Outras duas igrejas protestantes e uma escola, também comandadas por brasileiros, foram atacadas. As agressões aconteceram em Niamey, capital do país.

Dez cristãos já foram assassinados no Níger desde sexta-feira, e 20 templos foram depredados. “Estou em estado de choque. Moro aqui desde 2009; na África, há 14 anos, e nunca vi algo parecido. A relação com os muçulmanos sempre foi tranquila. Só pode ser coisa de satanás”, afirmou o pastor Roberto Gomes, da "igreja presbiteriana 'Viva'", com sede em Volta Redonda, Rio de Janeiro.

Satanás não tem nada a ver com isso. A ação é fruto de milícias islâmicas, que se espalham mundo afora e que respondem, reitero, pelo assassinato, a cada ano, de 100 mil cristãos. Critiquei aqui na semana passada a fala ambígua do papa Francisco sobre os ataques terroristas em Paris. Tanto eu estava certo que o próprio Vaticano veio a público para, mais uma vez, botar os devidos pingos nos is e esclarecer o que, afinal de contas, o Sumo Pontífice "quis dizer(...)".

A imprensa ocidental e (os homens à frente d)a própria Igreja Católica, como instituição, são omissas a respeito da perseguição a que são submetidos os cristãos mundo afora. Ora, o que presbiterianos, católicos e outras denominações cristãs têm a ver com as charges do “Charlie Hebdo”? Resposta: nada! Pelo contrário, também eles são alvos das críticas da publicação. A verdade é que as democracias ocidentais combatem uma “islamofobia” que não existe e são omissas a respeito de uma “cristofobia” que é real (e explicitamente observável).

Imaginem se 100 mil muçulmanos morressem todo ano, vítimas de milícias cristãs. O mundo talvez já estivesse em chamas! Como são apenas cristãos morrendo, ninguém dá bola.

A impostura já foi denunciada mundo afora pela ativista somali Ayaan Hirsi Ali, que hoje mora na Holanda. Em Darfur, Sudão. naquele país, estimam-se em 400 mil os mortos por milícias islâmicas desde 2003. Depois de aterrorizar a Nigéria, o grupo terrorista Boko Haram agora ataca o norte de Camarões. Dezenas de pessoas foram assassinadas, e há pelo menos 80 sequestradas — 50 destas são crianças.

Mas, como já apontou Ayaan Hirsi Ali, os intelectuais europeus não se interessam pela morte de cristãos nem buscam combater a cristofobia (real). Estão ocupados demais com a tal “islamofobia” (imaginária).

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Reinaldo Azevedo – Revista Veja digital, disp. em:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cristofobia-que-mata-100-mil-cristaos-por-ano-ataca-quatro-igrejas-e-uma-escola-brasileiras-no-niger-e-o-que-dizem-os-tais-intelectuais-ora-nada/
Acesso 19/1/015
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A conversão de Urbano Medeiros

URBANO MEDEIROS partilha, em belas e inspiradoras palavras, algo do seu marcante processo de conversão à Igreja Católica:

"Cheguei até o Senhor Jesus com a ajuda de um livro que contava a vida de vários santos da Igreja Católica: Dom Bosco, São Domingo Sávio, São Francisco de Assis, que me marcou tanto, e quando terminei de o ler eu falei assim: 'Eu quero seguir esse caminho [santidade], porque esses homens eram de carne e sangue como eu sou e é possível trilhar esse caminho'. Então eu cheguei até o Senhor Jesus guiado pelo testemunho e pelo exemplo desses homens, que são setas indicando esse caminho maior, que é Jesus.

E a partir do momento em que eu fui tendo esse encontro com Jesus aos pés do sacrário, minha conversão foi diante da Eucaristia, eu tive muita dificuldade na questão da fé. Eu chegava aos pés do sacrário e dizia assim: 'Senhor, se Você existe, faça-me acreditar no Senhor'.

Eu derramei muitas lágrimas porque ali no Sacrário é a Presença viva de Jesus e ali Ele está vivíssimo. Minha adesão ao Cristianismo aconteceu aos pés do Sacrário, conversando com Jesus ali presente e sempre acompanhado pela doçura de Maria. Eu sinto uma presença muito grande de Maria em toda minha caminhada e, ao mesmo tempo em que eu fui crescendo na fé, foi brotando dentro de mim uma vontade muito grande de colocar esse dom, pelo qual eu não paguei nada a Deus para tê-lo, que é o dom musical a serviço das pessoas.

Que eu nunca use a música para explorar ninguém, que eu use a música em minha vida para ser o canal do bem, do belo, da alegria. E que, com minha música, eu possa direcionar vidas neste caminho de luz, que é o caminho de Deus."

Os escritos acima representam apenas um trecho transcrito do áudio que disponibilizamos abaixo; confira na íntegra como foi este processo de conversão e o despertar de Medeiros para a música:


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O Poder de Deus não está em liquidação


PARA NÓS, CRENTES em Jesus Cristo, Nosso Senhor, o milagre é uma realidade objetiva. Deus intervém, sim, de modos extraordinários neste mundo temporal, inclusive fisicamente. Mas não o faz quando determinado por nós, seres humanos. Absolutamente nenhum de nós tem o poder ou a capacidade de garantir o dia, hora e lugar em que Deus vai se manifestar miraculosamente. Pretender fazê-lo é brincar com Deus.

Como vemos nas imagens abaixo, todavia, hoje há "pastores" marcando dia e hora para os "milagres" de Deus – e milagres de todo tipo, até mesmo contra queda de cabelo(!):







Nosso Senhor fez muitos milagres, mas se negou a realizá-los quando gente maldosa quis usá-los para seus próprios interesses. E o mesmo fizeram os seus Apóstolos, que foram severos contra os aproveitadores da fé. Todo autêntico milagre pertence a Deus e não pode ser concedido por meio de quem pensa que pode se aproveitar da fé das pessoas ingênuas. Os milagres são para quem realmente precisa deles e busca a Verdade com pureza de coração e alma. Não é para falsos pregadores se exibirem em shows anunciados.

Agora muitos pregadores se exibem por meio do que chamam de "milagres" –, que geralmente se revelam falsos. Cristo nos preveniu contra o tipo de gente que brinca com profecias, visões, revelações e poderes especiais, exibindo seus supostos dotes de taumaturgos, videntes e/ou exorcistas. Hoje, com a liberalidade na concessão de canais e horários de TV, feita indiscriminadamente, a enganação cresceu muitíssimo. Em, determinados horários, mais que metade dos canais abertos transmitem programas ditos "evangélicos" nos quais a exibição de milagres e curas flagrantemente armadas alternam-se com "pregações" cujo foco é apelar à sensibilidade do público para que doe cada vez mais e maiores quantidades de dinheiro. Nessas sessões de "milagres" com hora marcada, já se viram falsos profetas expulsando demônio até de unha encravada(!)...

O fato é que temos agora muitos "pastores", "profetas", "missionários" e até "apóstolos" dizendo que viram o que não viram, que realizaram prodígios para os quais não existe nenhuma testemunha confiável... Milagres que nunca foram milagres, enfim. Muitos são rápidos como relâmpagos para anunciar esses supostos "dons" e aparecem muito facilmente nesse tipo de mídia como homens e mulheres "de poder". Ainda pior, há multidões de gente influenciável crendo nessas mentiras, dizendo que sentiu o que não sentiu, que viu o que não viu, anunciando curas imaginárias (de sintomas de doenças que, uma vez passada a euforia inicial, logo retornam). Algum tempo depois, revela-se o engano e o embuste. Mas, nos casos de fraude comprovados, os envolvidos nunca vêm a público pedir desculpas; ao contrário, via de regra prosseguem enganando. Infelizmente, gente simples e desprevenida, que parece pedir para ser enganada (seja por desespero, cobiça pela riqueza, mera curiosidade ou outro motivo), é material que nunca faltou neste mundo.

Milagres, profecias e revelações são coisas muito sérias. Tenhamos o máximo cuidado com quem diz que Deus lhe revelou alguma coisa, ou que lhe curou, que lhe mandou fazer alguma coisa. Fiquemos bem atentos. Caríssimo leitor, os tempos são difíceis. Mantenha-se em oração e fiel à Igreja de Cristo; procure orientação confiável, suplique o Auxílio sempre infalível da santíssima Virgem, de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por meio d'Ele, do Espírito Santo. Não seja mais um ingênuo, fuja à tentação de receber favores divinos especiais para a sua vida, mantenha a humildade. São numerosas matilhas de lobos vorazes a rondar o rebanho do Senhor; e não cessam de se multiplicar.
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O Êxodo segundo Hollywood


O HOMEM MODERNO já não aceita mais sequer a possibilidade da existência de um verdadeiro milagre. Esta clara impressão é confirmada na vida contemporânea a todo momento, como é, por exemplo, por quem assiste ao filme "Êxodo": deuses e reis" (Ridley Scott).

    Cristãos e judeus conhecem bem a história de Moisés e da libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, contada no segundo Livro do Antigo Testamento, o Êxodo. Alegadamente, é ou deveria ser esta a história do filme, mas o que se têm aí é coisa completamente diferente – algo que fica ainda mais evidente se comparamos a obra cinematográfica recente ao clássico “Os Dez Mandamentos” (1956), de Cecil B. DeMille.

    Nas Sagradas Escrituras, Deus atrai a atenção de Moisés usando uma sarça ardente: “O Senhor apareceu-lhe numa chama de fogo do meio de uma sarça, e Moisés via que a sarça ardia, sem se consumir” (Ex 3,2). Assim é que Moisés decide ir ver de perto esse fenômeno insólito; e Deus o chama, então, do meio da sarça em chamas e fala com ele, identificando-se como “o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó” (Ex 3,6).

    Para começar, o Moisés apresentado pelo filme é muito mais um guerreiro (e extremamente arrogante, que desafia até o próprio Deus) do que um profeta: note-se que, até o fim da história, ele usa uma espada egípcia em lugar do tradicional cajado (símbolo de proteção e pastoreio), ao contrário do que dizem as narrativas bíblicas.

    O Moisés do filme também não é atraído por uma sarça ardente, que na película aparece apenas como figuração, um elemento secundário na cena em questão. Ele está buscando algumas cabras perdidas na montanha e é surpreendido por uma tempestade e um deslizamento de terra, que fazem com que bata a cabeça com força numa rocha e desmaie. Só então Moisés ouve a suposta "voz de Deus" (que lhe aparece na forma de um menino birrento), – ou o que seria Deus, embora a sequência claramente dê a entender que tudo não passou de alucinação, já que ele batera a cabeça. – Tanto assim que o próprio ator Christian Bale, que interpretou Moisés, declarou abertamente que, para ele, “Moisés era provavelmente um esquizofrênico”...

    Na Bíblia, a primeira praga que cai sobre o Egito é a transformação da água do Nilo em sangue, anunciada antes por Moisés ao faraó: “Ferirei com a vara (...) a água do rio e ela se transformará em sangue (Ex 7,17). No filme, é uma multidão de crocodilos que de repente começam a se atacar e devorar-se uns aos outros(?), derramando sangue na água até que ficasse avermelhada (todo aquele imenso rio!). Uma patética tentativa de atribuir uma explicação natural a um fenômeno supranatural.

    De igual modo, todas as outras pragas divinas aparecem como nada mais que consequências também naturais daquele fenômeno natural inicial – contrariando diretamente o texto das Sagradas Escrituras, que dizem que cada praga foi previamente anunciada e apareceu como intervenção divina na História.

    Mas Deus – perguntarão alguns –, em sua Providência não poderia ter feito uso de um fenômeno puramente natural para libertar o seu povo? Poderia, sim, mas não é isso que diz a Sagrada Escritura, nem a Tradição da Igreja. E, se assim fosse, qual a importância do milagre, da ação sobrenatural na história do Êxodo? Nenhuma?

    A ação sobrenatural de Deus é sempre essencial, e o foi especialmente nos eventos descritos no Livro do Êxodo. Segundo a Bíblia, foi Deus mesmo Quem endureceu o coração do faraó, para que não deixasse partir os hebreus, – para que assim o SENHOR multiplicasse seus “sinais e prodígios na terra do Egito” (Ex 7,3) e todos soubessem que Ele, e somente Ele, é Deus. Ninguém além de Deus poderia ter libertado o povo do jeito que a Bíblia conta. E era exatamente essa a intenção divina.

    Deus quis dar-se a conhecer por meio de seus feitos prodigiosos e gloriosos. O Êxodo não é apenas a libertação do cativeiro do Egito, mas a libertação do cativeiro do Egito por meio do conhecimento de Deus. É isso, entre (muitas) outras coisas, que o filme falha fragorosamente em transmitir.

Comportamento na Santa Missa

Sim, igreja é lugar para nos sentirmos bem e em profunda paz. Mas isto não significa perder de vista a reverência pelo Sagrado.



HOJE EM DIA, infelizmente, muitos não se importam com as maneiras de se vestir e de agir no Santo Sacrifício da Missa. Alguns afirmam que “tanto faz, o que importa é o coração”. Mas o que realmente diz a santa Igreja de Cristo, em seus documentos, a este respeito?

O Catecismo diz que, no momento da Sagrada Comunhão, a atitude corporal, – gestos, roupa, – há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede"(§1387). Por que o Catecismo mencionaria algo aparentemente tão secundário quanto o modo de vestir? Por que a Santa Missa é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus, que nos resgatou dos nossos pecados e da morte na Cruz; tal Sacrifício se torna verdadeiramente presente na Santa Missa, no momento em que pão e vinho se tornam, verdadeiramente, Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor (CIC §1373 - §1381).

Sendo assim, a orientação é para que as pessoas não usem, nesse momento tão sagrado, roupas exageradamente informais, ou que mostrem demais o corpo, que marquem os seus contornos de forma provocativa, como decotes profundos, shorts, miniblusas, etc. Afinal, vamos à igreja para encontrar Deus ou para seduzir as pessoas do sexo oposto? Por acaso é a Missa uma ocasião para desfilar sensualidade, para atrair olhares cobiçosos? Evidente que não. – Ocorre que, às vezes, até sem perceber uma mulher é capaz de desviar a atenção de um homem (ou de diversos homens), que compareceram àquele lugar com intenções de santidade. Convém evitar tudo o que contrarie a alegria pura, a solenidade e o respeito da Celebração.

Outro ponto muito interessante a se observar é que o mais elementar bom senso, partindo do princípio de solenidade que o Catecismo menciona, avisa que é muito melhor usar calça do que bermuda ou shorts. Não se vai a uma entrevista de emprego, por exemplo, usando bermuda. Não se entra num tribunal usando shorts. Então, por que tantos acham muito "normal" ir à Casa de Deus vestidos assim? – Partindo do princípio do respeito pelo Sagrado e da não banalização da celebração sagrada, é muito simples entender porque é melhor que uma mulher use uma saia abaixo do joelho ou vestido sóbrio, – ou pelo menos uma calça discreta, – do que uma calça colante, apertadíssima. E porque é melhor que um homem use camisa ou camiseta tipo polo do que uma camiseta modelo regata.

Obviamente, essas orientações devem ser levadas ainda mais a sério por aqueles que exercem funções litúrgicas, como leitores, músicos e, especialmente, os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística. Estes acabam servindo como modelo de comportamento para toda a assembleia.



Até há pouco tempo era comum a expressão popular “roupa de Missa”. Em algumas cidades do interior ainda se chama assim à melhor roupa que uma pessoa tem. Como seria bom se todos os católicos recuperassem essa consciência, de que é preciso se apresentar da melhor maneira diante da Casa de Deus!

Vale lembrar, ainda, que o modo de se vestir e de se comportar na igreja deve ser integrado às normas e símbolos litúrgicos, como os paramentos, as velas, o incenso, o gestual... Tudo é parte da necessidade de manifestar, com sinais externos, à fé no que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como de manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental e mais importante, isto é indiscutível, mas desprezar as atitudes externas é um erro. Essa atenção e esse carinho também são necessários ao entrar na Igreja.

Neste ponto faz-se necessário um esclarecimento: aqui não se está afirmando, absolutamente, que é preciso estar soberbamente trajado para adentrar um templo católico: é evidente que não. A Celebração Eucarística, se não é ocasião para seduções sensuais e para a descontração inadequada, também não é desfile de moda. Existe uma diferença imensa entre usar roupas caras e chiques, com as grifes do momento, e se vestir com a dignidade que é possível a cada um.

Algumas outras admoestações importantes, que de tão óbvias parecem ridículas, de detalhes que se andam esquecendo por aí: se você estiver comendo algo ao entrar na igreja, guarde para comer depois, por uma simples questão de respeito. Temos ouvido o testemunho de padres sobre pessoas que entram na fila da Eucaristia e se aproximam para comungar, – a hora mais sagrada de toda a Celebração, – mascando chicletes! Nunca, jamais faça isso! A Eucaristia não é apenas um símbolo, é Deus (verdadeiramente) Conosco; a igreja não é playground; a Missa é infinitamente mais do que uma reunião festiva entre bons amigos: é a maior ocasião de adoração e de comunhão com o Sagrado que nos foi concedida, e exige reverência.

O telefone celular daria um capítulo à parte. Em nome de todos os que querem rezar, suplicamos: desligue-o ao entrar na igreja! – A humanidade sobreviveu milhares de anos sem este abençoado aparelhinho, e você não vai morrer se ficar sem ele uma por hora, aos domingos. – Mas, se desligar for um sacrifício assim tão insuportável para você, pelo menos mude a chamada para o modo vibracall. Faça-o, por favor, logo ao entrar na igreja, este é o melhor jeito de não esquecer depois, para que não toque durante a Celebração; sacerdote nenhum merece ter a Homilia interrompida por uma chamada.

Também devemos prestar atenção ao levar crianças muito pequenas à igreja. Os pequeninos são sempre muito bem vindos ao encontro com Nosso Senhor, mas se o bebê chora ou grita demais, talvez não seja conveniente ir sentar nos primeiros bancos, à frente de todos, de onde o barulho vai incomodar muito mais do que se você estivesse mais atrás. É muito importante levar nossos filhos o mais cedo para a igreja, mas também é fundamental explicar, o quanto antes, o que é a Missa. Assim, daqui há alguns anos, ele estará pronto para desfrutar as maravilhas que Cristo nos preparou.

Devemos lembrar sempre que a Missa é sagrada. Temos momentos de alegria nas celebrações, mas alegria não é sinônimo de bagunça. Celebrar o Sacrifício da nossa salvação é coisa muito séria, e ultimamente têm-se perdido o senso crítico ao entrar na Casa do Senhor, e talvez a consciência de que a Missa é importante em todas as suas partes. Lembremos que é Nosso Senhor Jesus Cristo sendo oferecido pela nossa salvação, – que nós vemos, tocamos e provamos.



"Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor. (...) Quando na terra se recebem autoridades, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Jesus Cristo em nossa alma, de que maneira não devemos nos preparar?” (São José Maria Escrivá – “Homilias sobre a Eucaristia”, Ed. Quadrante)
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Terroristas islâmicos assassinam 12 em Paris – despertará a Europa?

O ATAQUE OCORREU hoje (7/1), em plena região metropolitana da capital francesa, – uma das mais belas e civilizadas cidades da Europa. – O alvo foi a redação do jornal satírico "Charlie Hebdo", que vinha recebendo ameaças após publicar algumas caricaturas representando Maomé. Milhares de pessoas saíram às ruas por toda a Europa, em manifestações de protesto pacíficas e silenciosas, especialmente em França, Bélgica e Reino Unido.

O atentado foi efetivado às 11h30 do horário local (8h30 em Brasília) por um grupo de homens fortemente armados e aparentemente bem treinados, que invadiram com facilidade a redação do jornal e fugiram logo após o crime.

A publicação em questão é conhecida por suas charges irônicas sobre figuras políticas e religiosas, e se tornou alvo de terroristas muçulmanos assim que publicou charges com a figura de Maomé, o profeta do islã, sendo que vinha recebendo uma série de ameaças ao longo dos últimos anos.


Multidão reunida em Paris contra a ameaça terrorista: despertará a Europa, enfim, para o perigo iminente ?

Na capital francesa, cerca de 35 mil pessoas se reuniram na tradicional Praça da República, na região central. Manifestantes também deixaram suas casas e se uniram para protestar em diversos outros pontos do continente europeu. Em Bruxelas, Bélgica, uma multidão foi para a frente do Parlamento Europeu. Em Londres, no Reino Unido, milhares foram parar no Trafalgar Square, no centro. – Os manifestantes atenderam à convocações nas redes sociais, que também recomendava o uso de um cartaz escrito "Je suis Charlie", isto é, "Eu sou Charlie" (Hebdo, em alusão ao personagem-título da revista).


Vídeo amador mostra policial (que nada tinha a ver com as charges que motivaram o ataque), ferido e já fora de combate, no solo e implorando clemência, sendo executado a sangue-frio por um dos terroristas

O ataque

Segundo fontes policiais, os autores do ataque gritavam: "Vingamos o Profeta!", em referência a Maomé. Ao abandonar o prédio, os agressores atiraram contra um policial, atacaram um motorista e atropelaram um pedestre com o carro roubado. Vídeos amadores mostram ao menos dois homens, mascarados, vestidos de preto e portando armas automáticas, trocando tiros com policiais nas ruas da capital francesa. Em um dos vídeos, é possível ouvir os homens gritando "Allahu akbar", termo árabe que significa "Deus é grande", e um deles executa um policial ferido, caído no chão, com um tiro à queima roupa na cabeça.

"Ouvi disparos, vi pessoas encapuzadas que fugiram em um carro. Eram pelo menos cinco", declarou à AFP (Agence Frande-Presse) Michel Goldenberg, que tem escritório na rua Nicolas Apert, onde fica a sede do jornal. Entre os mortos estão o diretor de redação Stéphane Charbonnier ('Charb'), e três famosos chargistas: Jean Cabut, o "Cabu", Georges Wolinski e Bernard Verlhac, conhecido como "Tignous".

De acordo com informações da polícia francesa, após a invasão à redação da revista, localizada no oeste de Paris, três homens entraram em um carro em que um motorista os aguardava para a fuga. Eles seguiram para a Porte de Pantin, no noroeste da cidade, onde abandonaram o primeiro carro e roubaram um segundo. A polícia iniciou uma busca pelos agressores pelas ruas de Paris e as autoridades pediram à população que evitasse circular e utilizar transportes públicos. Após o ataque, todas as redações de jornais baseadas em Paris foram colocadas sob proteção policial, assim como templos religiosos e escritórios do governo.

O presidente da França, François Hollande, dirigiu-se até o local do atentado e confirmou tratar-se de um ataque terrorista, – o mais violento registrado na França em 40 anos. "É um atentado terrorista, não há dúvida", disse Hollande, definindo o atentado como "um ato de uma barbárie excepcional".

Segundo fontes policiais, os homens envolvidos no ataque contra a revista demonstraram calma, determinação e eficiência, sinais de que passaram por treinamento militar intenso. "Vemos claramente pela maneira que portam suas armas que agem discretamente, bem ao estilo militar, com frieza. Eles receberam treinamento. Eles não agiram por impulso", afirmou uma fonte policial.

"O mais impressionante é a sua atitude. Eles foram treinados na Síria, no Iraque ou em outro lugar, talvez até mesmo na França, mas o certo é que eles foram treinados", enfatizou, destacando ainda o sangue-frio dos terroristas.

Em novembro de 2011, após publicar uma caricatura de Maomé em sua capa, com a manchete "Charia Hebdo", referência à shária (lei islâmica), a redação do "Charlie Hebdo" foi atacada com uma bomba incendiária. O Maomé caricaturado pela Charlie Hebdo em 2011 prometia "100 chicotadas se você não morrer de rir". A edição, dizia a revista, era "editada" por Maomé.

Em setembro de 2012, o "Charlie Hebdo" publicou novas caricaturas de Maomé. Na capa, o profeta muçulmano aparecia em uma cadeira de rodas, empurrada por um judeu ortodoxo, sob o título "Intocáveis 2". Era uma referência ao filme francês "Untouchables", estrelado por François Cluzet e Omar Sy, que contava a história da amizade entre um homem rico e doente e seu cuidador, um imigrante. 

Retratar Maomé é um ato problemático, pois as imagens do profeta são consideradas proibidas por correntes islâmicas. Para muitos líderes religiosos sunitas, as representações visuais de Maomé poderiam provocar “idolatria” e, por isso, são proibidas.

Coincidência ou não, o "Charlie Hebdo" fez a divulgação, nesta quarta-feira mesmo, dia do atentado, do novo romance do controvertido escritor Michel Houellebecq, um dos mais famosos autores franceses no exterior. A obra de ficção política fala de uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano. "As previsões do mago Houellebecq: em 2015, perco meus dentes... Em 2022, faço o Ramadã!", ironiza a publicação junto a uma charge de Houellebecq.

Resta saber se, a partir deste novo fato, a Europa despertará para os perigos claríssimos e iminentes da verdadeira invasão islâmica que ocorre agora na Europa e ameça o mundo. – Saiba mais a respeito aqui .

• Com informações da AFP
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Da oração

Do Catecismo de S. Pio X


Sobre a Oração – JESUS CONTOU a seguinte parábola para alguns que confiavam em si mesmos, tendo-se por justos, e desprezavam os outros:

"Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, o outro, um cobrador de impostos; o fariseu rezava, de pé, desta maneira: 'Ó meu Deus, eu agradeço por não ser como os outros homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo que possuo'. Mas o cobrador de impostos, parado à distância, nem se atrevia a levantar os olhos para o céu. Batia no peito, dizendo: 'Ó meu Deus, tende piedade de mim, pecador!'. Eu vos digo: este voltou justificado para casa e não aquele. Porque todo aquele que se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado." (Lc 18, 9-14)
"E quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e nas esquinas das praças para serem vistos pelos outros. Eu vos garanto: eles já receberam a recompensa. Mas quando rezares entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está no oculto. E o Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa. E nas orações não faleis muitas palavras, como os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa das muitas palavras. Não os imiteis, pois o Pai já sabe de vossas necessidades antes mesmo de pedirdes." (Mt 6, 2-9)

O que é a oração? – A oração é uma elevação da alma a Deus, para adorá-Lo, para Lhe dar graças e para Lhe pedir aquilo de que precisamos.

Como se divide a oração? – A oração divide-se em mental e vocal. Oração mental é a que se faz só com a alma; oração vocal a que se faz com as palavras acompanhadas da atenção do espírito e da devoção do coração.

Pode dividir-se de outra maneira a oração? – A oração pode também dividir-se em particular e pública.

Que é a oração particular? – A oração particular é a que faz cada um em particular, por si ou pelos outros.

Que é a oração pública? – A oração pública é a que fazem os ministros sagrados, em nome da Igreja, e pela salvação do povo fiel. Pode-se chamar pública também a oração feita em comum e publicamente pelos fiéis, como nas procissões, nas peregrinações e na Igreja.

Temos nós esperança fundamentada de obter por meio da oração os auxílios e graças de que necessitamos? – A esperança de obter de Deus as graças de que necessitamos, é fundamentada nas Promessas de Deus onipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo, e nos Merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo.

Em nome de quem devemos pedir a Deus as graças de que necessitamos? – Devemos pedir a Deus as graças de que necessitamos em Nome de Jesus Cristo, como Ele mesmo nos ensinou e como pratica a Igreja, a qual sempre finalizou as suas orações formais com estas palavras: "Per Dominum nostrum Jesum Christum", isto é: "Por Nosso Senhor Jesus Cristo".

Por que devemos pedir a Deus as graças em nome de Jesus Cristo? – Devemos pedir as graças em nome de Jesus Cristo porque, sendo Ele o nosso Mediador, só por meio DELE podemos aproximar-nos do Trono de Deus.

Se a oração tem tanta eficácia, como é que tantas vezes não são atendidas? – Muitas vezes as nossas orações não são atendidas, ou porque pedimos coisas que não convêm à nossa eterna salvação, ou porque não pedimos como deveríamos.

Quais são as coisas que principalmente devemos pedir a Deus? – Devemos principalmente pedir a Deus a sua glória, a nossa salvação e os meios para consegui-la.

Não é também lícito pedir bens temporais? – Sim, é também lícito pedir a Deus os bens temporais, sempre com a condição de que sejam conformes à Sua Santíssima Vontade, e não sejam obstáculo à nossa eterna salvação.

Se Deus sabe tudo aquilo de que necessitamos, por que devemos rezar? – Embora Deus saiba tudo aquilo de que necessitamos , quer todavia que nós Lho peçamos, para reconhecermos que é Ele que dá todos os bens, para Lhe testemunharmos a nossa humilde submissão, e para merecermos os seus favores.

Qual é a primeira e a melhor disposição para tornar eficazes as nossas orações? – A primeira e a melhor disposição, para tornar eficazes as nossas orações, é estar em estado de graça, ou, não o estando, ao menos desejar recuperar esse estado.

Que mais disposições se requerem para bem orar? – Para bem orar requerem-se especialmente o recolhimento, a humildade, a confiança, a perseverança e a resignação.

Que quer dizer orar com recolhimento? – Quer dizer: pensar que estamos a falar com Deus; e por isso devemos orar com todo o respeito e a devoção possíveis, evitando, quanto for possível, as distrações, isto é, todo o pensamento estranho à oração.

Diminuem as distrações o merecimento da oração? – Sim, quando nós mesmos as provocamos, ou não as repelimos com diligência. Se porém fizermos quanto podemos para estarmos recolhidos em Deus, então as distrações não diminuem o merecimento da nossa oração, mas até o podem aumentar.

Que se requer para fazermos oração com recolhimento? – Devemos antes da oração, afastar todas as ocasiões de distração, e durante a oração devemos pensar que estamos na presença de Deus, que nos vê e nos ouve.

Que quer dizer orar com humildade? – Quer dizer: reconhecer sinceramente a nossa indignidade, incapacidade e miséria, acompanhando a oração com a compostura do corpo.

Que quer dizer orar com confiança? – Quer dizer que devemos ter firme esperança de sermos atendidos, se daí provier a glória de Deus e o nosso verdadeiro bem.

Que quer dizer orar com perseverança? – Quer dizer que não nos devemos cansar de orar, se Deus não nos atender imediatamente, senão que devemos continuar a orar ainda com mais fervor.

Que quer dizer orar com resignação? – Quer dizer que nos devemos conformar com a vontade de Deus, que conhece melhor do que nós quanto nos é necessário para a nossa salvação eterna, ainda mesmo no caso em que as nossas orações não fossem atendidas.

Atende Deus sempre as orações bem feitas? – Sim, Deus atende sempre as orações bem feitas; mas da maneira que Ele sabe ser mais útil para a nossa salvação eterna, e não sempre segundo a nossa vontade.

Que efeitos produz em nós a oração? – A oração faz-nos reconhecer a nossa dependência, em todas as coisas, de Deus, supremo Senhor, faz-nos progredir na virtude, alcança-nos de Deus misericórdia fortalecer-nos contra as tentações, conforta-nos nas tribulações, auxilia-nos nas nossas necessidades e alcança-nos a graça da perseverança final.

Quando devemos especialmente orar? – Devemos orar especialmente nos perigos, nas tentações e no momento da morte; além disso, devemos orar freqüentemente, e é bom que o façamos pela manhã e à noite, e no princípio das ações importantes do dia.

Por quem devemos orar? – Devemos orar por todos; isto é, por nós mesmos pelos nossos parentes, superiores, benfeitores, amigos e inimigos; pela conversão dos pobres pecadores, daqueles que estão fora da verdadeira Igreja, e pelas benditas almas do Purgatório.

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Fonte:
CATECISMO DE S. PIO X – Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã, Segunda Parte, cap. I. 1905, pp. 49 – 52.
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Solenidade do Batismo de Nosso Senhor


O TEMPO COMUM é o tempo litúrgico em que os cristãos são chamados a viver o seu Batismo com mais vigor, em meio às "alegrias e esperanças, tristezas e angústias"1 de nossa época, dando um testemunho perene da Providência de Deus. E é por isso que na abertura desse período a Igreja traz o Sacramento do Batismo, porta de entrada para a vida cristã: neste domingo, ao celebrarmos a Solenidade do Batismo de Nosso Senhor, temos também a oportunidade de renovarmos a Graça batismal em nossas vidas.

Como meditamos há poucas semanas, a vinda de Cristo à Terra inaugurou a "Economia Sacramental", isto é, a Ação Salvífica de Deus sobre os homens através dos Sacramentos. Basicamente, essa economia "consiste na comunicação (ou dispensação) dos frutos do Mistério Pascal de Cristo na Celebração da Liturgia 'Sacramental' da Igreja" (Cf. CIC §1076). Nosso bom Jesus nos concede, por mediação de seu Corpo Místico, – a Igreja, – as graças obtidas por sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Nos Sacramentos, então, recebemos a Graça santificante. O batismo, por sua vez, age como uma espécie de regeneração. Trata-se de um "nascer de novo" em que o homem morre para o pecado e nasce para a vida eterna. A palavra batismo vem do grego (βαπτισμω) e significa imersão. Desse modo, o batismo é, ao mesmo tempo, um mergulho de morte, – prefigurado no dilúvio, – e um renascer da Água da Vida, no Espírito Santo. Somos trazidos novamente à vida, mas, desta vez, para uma vida centrada no espiritual. É isto que nos deve ser sempre claro.

A vida do homem pode ser dividida em duas: a vida biológica e a vida eterna. A vida eterna deve ser, a partir do Batismo, a que mais nos interessa, exatamente por ser eterna. No Batismo, com efeito, somos regenerados nesta vida; há mais do que um renascimento: há um transbordamento da vida plena e verdadeira.

As Sagradas Escrituras não nos deixam dúvidas acerca desta realidade. O Batismo, de fato, opera um novo nascimento, convidando-nos a viver com Cristo, por Cristo e em Cristo. S. Paulo, em sua Carta aos Colossenses, a esse respeito, diz o seguinte: "Sepultados com Ele no Batismo, com Ele também ressuscitastes por vossa fé no Poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos" (Cf. 2, 12).

Também na Epístola aos Romanos encontra-se um discurso muito semelhante: "Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua Morte? Fomos, pois, sepultados com Ele na sua Morte pelo Batismo, para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela Glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova!" (Cf. 6, 3-4). De igual modo, com outras palavras, os santos Padres nos recordam a mesma realidade, comparando a piscina batismal a um sepulcro – onde morre o homem velho – e, ao mesmo tempo, ao útero materno, – de onde nasce o homem novo.

Não seria exagero dizer que a Graça do Batismo é ainda maior que a da própria Criação. Pois se pela criação nascemos para a corrupção, para um dia perecermos, no renascimento do  Batismo nascemos para a incorrupção, para a plenitude no Espírito de Deus, para uma vida que nunca terá fim(!).

Na cena em que o evangelista descreve o Batismo de Jesus, vemos um perfeito reflexo daquele "Espírito de Deus que pairava sobre as águas" (Cf. Gn 1,2). O Espírito Santo desce em forma de Pomba e paira sobre a cabeça do Cristo. – Uma belíssima imagem. – Nela, podemos prefigurar aquela dignidade descrita por Sto. Agostinho em seu comentário sobre o Evangelho de S. João. Diz o santo: "A criação passará, mas a salvação do justo permanecerá para sempre".

O mistério do Batismo, porém, a bem da verdade não pode ser explicado sequer por um grande doutor da Igreja. O que faz Jesus é algo de extremamente admirável, ao qual só podemos contemplar e por Ele dar glórias a Deus Pai, por tamanha generosidade! De meros escravos do diabo, tornamo-nos filhos de Deus, herdeiros de um tesouro nos Céus, templos vivos do Espírito Santo!

Tradicionalmente, a Igreja nos recorda que também nesta data litúrgica podemos renovar nossas promessas batismais, reacendendo em nossas consciências a preciosíssima dignidade de "filhos de Deus" que recebemos. E é espiritualmente edificante refletir sobre o Batismo, que nos dá uma dignidade maior do que qualquer outra: uma criança recém-batizada é como um Sacrário vivo. Exatamente por isso Leônidas, pai de Orígenes, ajoelhou-se perante o próprio filho logo após ser batizado. Estamos falando de uma realidade realmente grande, tremendamente admirável! Nem mesmo o sumo-pontificado deu ao Cardeal Jorge Mario Bergoglio a Graça que ele recebeu no dia de seu Batismo.

Com efeito, diante destes fatos, e tendo em conta o triste contra-testemunho de muitos de nossos irmãos, "quanto nos penaliza que o convite à penitência, à conversão, à oração, não tenha encontrado aquele acolhimento que deveria"2.

É verdade que o Batismo traz também exigências, mas o Prêmio que recebe quem o assume e o vive perfeitamente é infinitamente maior do que qualquer tesouro que possamos ajuntar nesta Terra. Trocá-lo equivaleria a fazer como o Joãozinho da fábula, que diante das seduções do mundo e de uma falsa proposta de liberdade, barganhou sua pepita de ouro por uma pedra de amolar3...

Ora, também nós, se não estivermos atentos, podemos trocar nossa dignidade, nosso verdadeiro Tesouro, pela "pedra de amolar" dos falos prazeres e da falsa liberdade e, finalmente, por um vazio existencial no qual só se pode encontrar o tédio e o desespero. Diante disso, façamos como nos exorta S. Paulo Apóstolo (Cl 3,1): "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do Alto, onde Cristo está assentado à Direita de Deus!". Amém!

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Referências:
1. Constituição Pastoral Gaudium et Spes, sobre a Igreja no mundo atual, nº 1
2. Ato de confiança e de Consagração à Nossa Senhora de Fátima, nº 2
3. RATZINGER, Joseph. Introdução ao Cristianismo. São Paulo: Editora Herde, 1970, p. 6. Versão Digital

Fonte:
Site Padre Paulo Ricardo, artigo "Solenidade do Batismo de Nosso Senhor Jesus", homilia do 1º Domingo do Tempo Comum, disponível em
http://padrepauloricardo.org/episodios/batismo-do-senhor-mmxiv
Acesso 11/1/014
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O Profeta Isaías e o Salvador da humanidade

É SOBRETUDO ISAÍAS que, em sua grande Profecia, descreve a Natividade do Messias, seus Atributos Divinos, seu Reino Universal, seu Sacrifício que salva todos os povos e seu triunfo.

Isaías profetizou todas essas coisas aproximadamente 7 séculos antes da vinda do Cristo; ele viveu entre 740 e 681 aC. De acordo com a teoria da crítica bíblica moderna, foram dois Isaías que escreveram o Livro da Bíblia; o chamado "Proto-Isaías" escreveu os capítulos de 1 a 39. Este admoestou Israel pelas convulsões sociais e por sua política externa, pronunciou-se contra a ameaça dos assírios e foi o primeiro a mencionar a espera de um Messias.

"Pois por isso o mesmo Senhor vos dará este sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um Filho1 e o seu nome será Emmanuel" (7,14). Este trecho, isolado, já seria surpreendente, – mas ainda permanece obscuro. Trata-se de que virgem? A descrição torna-se mais precisa quando o nome Emmanuel é explicitamente determinado no capítulo seguinte (8,8,10), quando Emmanuel designa o SENHOR, o Messias: “Deus conosco”.

Também o evangelista S. Mateus (1,23), e com ele toda a Tradição cristã católica, entende por Virgem, nesta passagem de Isaías, a Virgem Maria, e por Emmanuel o Verbo Encarnado, Jesus, o Filho do Deus Vivo feito homem, verdadeiramente Deus Conosco. S. Mateus (1,21) mostrará como a revelação feita a S. José antes do nascimento de Jesus é a coroação da profecia de que falamos:

“O anjo do Senhor apareceu em sonhos a José dizendo: 'José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi concebido é do Espírito Santo. E dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados." (Mt 1,20-21)

Ora, acrescenta S. Mateus, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o SENHOR havia dito pelo Profeta:

“Uma virgem conceberá e dará à luz um Filho, e ele será chamado Emmanuel, isto é, Deus Conosco”. (Mt 1,22-23)

As funções do Messias são descritas a partir do capítulo 9: “Porquanto um Menino nos nasceu, e um Filho nos foi dado; e foi posto o Principado sobre seus ombros; e será chamado Admirável, Conselheiro, Deus forte, Pai do Século Futuro, Príncipe da Paz” (6). Nada de maior pode ser anunciado; as palavras "Deus forte" significam claramente que nessa Criança, que virá ao mundo, residirá a Divindade em plenitude. Poucos compreenderam o seu sentido quando foram escritas. Vemos que elas já exprimem a devoção do Prólogo do Evangelho de S. João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus…”.

No início do capítulo 11, está dito:

“E sairá uma vara do tronco de Jessé [pai de Davi] e uma flor brotará de sua raiz. E repousará sobre Ele o Espírito do SENHOR, Espírito de Sabedoria e de Entendimento, Espírito de Conselho e de Fortaleza; Espírito de Ciência e de Piedade, e será cheio do Espírito de Temor do Senhor. Julgará os pobres com justiça, e tomará com equidade a defesa dos humildes da Terra.”

É a enumeração dos dons do Espírito Santo que o Messias receberá eminentemente, e os justos por participação.

Seu reino universal é anunciado (16, 5; 18, 7; 24 – 27), e também seu caráter de Pedra Angular (28, 16). O primeiro Papa, depois de Pentecostes, dirá aos membros do Sinédrio: “Esse Jesus (em Nome de Quem este homem foi curado) é a Pedra rejeitada por vós, edificadores, a qual foi posta por fundamental do ângulo; e não há salvação em nenhum outro. Porque, sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4,11). Essa Pedra Angular, tinha dito Isaías 8, 14, “será também pedra de tropeço (…); muitos tropeçarão e cairão e serão despedaçados”. S. Paulo o lembra na Epístola aos Romanos, 9,32, e acrescenta: “Mas aquele que crê n’Ele não será confundido” (ver também Ef. 2, 20; I Ped 2, 4).




Isaías anuncia (35,4) que o próprio Deus virá:

“Eis vosso Deus… Ele mesmo virá e vos salvará. Então se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. Então saltará o coxo como um veado, e desatar-se-á a língua dos mudos… E haverá ali uma Vereda e um Caminho, que se chamará santo; não passará por ele o impuro, e este será para vós um Caminho direto, de sorte que andem por ele os próprios loucos sem se perderem… E os remidos pelo Senhor voltarão e virão a Sião cantando os seus louvores; e uma alegria eterna coroará a sua cabeça”.

A Salvação Messiânica está de ordinário associada pelos Profetas à suprema Aparição de Deus sobre a Terra (Is 7,14; 40, 5; Ml 3,1).

As virtudes e obras do Servo de Deus são claramente preditas (42, 1-9):

“Eis o meu Servo, Eu o amparei; o meu Escolhido, no qual a minha Alma pôs a sua complacência; sobre Ele derramei o meu Espírito; Ele espalhará a justiça entre as nações. (Sendo manso) não clamará, nem fará acepção de pessoas, nem a sua voz se ouvirá nas ruas. Não quebrará a cana rachada, nem apagará a mecha que ainda fumega; fará justiça conforme a Verdade. Não será triste, nem turbulento, até que estabeleça a Justiça sobre a Terra… Eis o que diz o Senhor Deus, que criou os céus e que os estendeu… Eu sou o Senhor, que te chamei na Justiça… E te pus para seres reconciliação do povo, e a Luz das nações; para abrires os olhos dos cegos e para tirares da cadeia o preso, e do cárcere os que estão assentados nas trevas. Eu sou o Senhor, este é o meu Nome; eu não darei a outro a minha glória, nem consentirei que se tribute aos ídolos o louvor que só a Mim pertence.”
“Não temas, ó Israel, porque eu te remi… Quando tu passares por entre as águas (dos perigos) eu estarei contigo, e os rios não te submergirão; quando andares por entre o fogo, não serás queimado, e a chama não arderá em ti. Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, teu Salvador.” (43, 1)

“O Servo de Deus”, segundo alguns racionalistas, significa o povo de Israel todo; hoje, porém, a maior parte dos críticos e todos os exegetas católicos observam que nessa profecia (42, 1-9), o Servo de Deus é claramente distinto do povo de Israel; é uma pessoa real, distinta da massa da nação, da qual se diz: “Ele não quebrará a cana rachada, nem apagará a mecha que ainda fumega; fará justiça conforme a verdade”. E o próprio Jesus, como conta S. Mateus (12,17), pedindo aos Apóstolos que não divulgassem seus milagres para não excitar o gosto pelo extraordinário, aplicará a Si mesmo esta profecia.

Isaías insiste muito no Sacrifício do Salvador; ele o descreve, precisando vários detalhes que serão realizados ao pé da letra durante a Paixão de Jesus:

“Eu entreguei o meu corpo aos que me feriram, e a minha face aos que me arrancavam a barba; não desviei a minha face dos que me injuriavam e cuspiam. O Senhor Deus é o meu protetor, por isso não fui confundido… e sei que não ficarei envergonhado.” (50,6)
“Eis que o meu Servo procederá com inteligência, será exaltado e elevado e chegará ao cúmulo da Glória. Assim como pasmaram muitos à vista de ti, assim será sem glória o seu aspecto entre os homens, e a sua figura desprezível entre os filhos dos homens… Ele não tem beleza nem formosura, e vimo-lo, e não tinha aparência do que era, e por isso não fizemos caso dele. Ele era desprezado, e o último dos homens, um homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e o seu rosto estava encoberto; era desprezado e por isso nenhum caso fizeram dele. Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas (e pecados), e ele mesmo carregou com as nossas dores; e nós o reputamos como um leproso, e como um homem ferido por Deus e humilhado. Mas foi ferido por causa das nossas iniquidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas, cada um se extraviou por seu caminho; e o Senhor carregou sobre ele a iniquidade de todos nós.” (52,12; 53)




Aí está o Mistério da Redenção predito no que tem de essencial, e com vários detalhes.

“Foi oferecido (em Sacrifício) porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca; como uma ovelha que é levada ao matadouro, e como um cordeiro diante do que o tosquia, guardou silêncio e não abriu sequer a boca. Ele foi tirado pela angústia e pelo juízo. Quem contará a sua geração? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; eu o feri por causa da maldade do meu povo.” (53,7)

Nem mesmo os Apóstolos, exceto S. João, compreenderão, no momento da Paixão e da Morte do Salvador, que era por nossa salvação que Ele se oferecia e morria daquele maneira.

A profecia que ora estudamos é de tal maneira surpreendente que é chamada “Paixão segundo Isaías”; vemos a Paixão redentora no que ela tem de mais profundo, em seu motivo supremo de Misericórdia e Justiça, a Paixão vislumbrada antecipadamente no que tem de mais íntimo, no que aparecerá em certa medida a Maria ao pés da Cruz, a S. João Evangelista, às santas mulheres, ao bom ladrão, ao centurião. A Paixão, fonte infinita de graças, predita no que permanecerá escondido para a maior parte dos que verão Jesus morrer na santa Cruz.

Enfim Isaías, após as humilhações e sofrimentos do Messias, descreve seu triunfo e a conversão de muitos:

“E o Senhor quis consumi-lo com sofrimentos, mas quando tiver oferecido sua vida pelo pecado, verá uma descendência perdurável, e a Vontade do Senhor prosperará nas suas mãos… Este meu servo justificará muitos… porque entregou a sua vida à morte, e foi posto no número dos malfeitores, tomou sobre si os pecados de muitos e intercedeu pelos pecadores.” (53,10)

A Profecia de Isaías se encerra com a descrição da Glória da nova Jerusalém, que por sua luz atrai as nações, com o quadro de sua santidade e de seu esplendor:

“Todos vós que tendes sede, vinde às águas (…) os povos que não te conheciam correrão a ti por amor do Senhor teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorificou. Buscai o Senhor, enquanto se pode encontrar; invocai-o, enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho… Porque Ele é muito generoso para perdoar. Porque os meus Pensamentos não são os vossos pensamentos; nem os vossos caminhos são os meus Caminhos, diz o Senhor. Porque, quanto os Céus estão elevados acima da Terra, assim se acham elevados os meus Caminhos acima dos vossos Caminhos, e os meus Pensamentos acima dos vossos pensamentos.” (55,1-5)

“Levanta-te, recebe a Luz, Jerusalém, porque chegou a tua Luz, e a Glória do Senhor nasceu sobre ti. Porque eis que as trevas cobrirão a Terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti nascerá o Senhor, e a sua Glória se verá em ti. E as nações caminharão à tua Luz, e os reis ao esplendor da tua Aurora”. (60,1-3)

“Tu não terás mais (necessidade do) sol para luzir de dia… O Senhor te servirá de Luz Eterna, e o teu Deus será a tua Glória. Não mais se porá o teu sol… Porque o Senhor te servirá de Luz Eterna, e terão acabado os dias do teu pranto.” (60,19-20)

Esses textos preveem o que Nosso Senhor chamará tão frequentemente de “Vida Eterna”. Jerusalém é representada como centro do Reino Universal, estendendo-se a todas as nações, onde tudo converge para o culto do Deus Uno, composto de justos e de santos, e eterno. Os teólogos têm razão de ver a realização dessas Promessas na Igreja fundada por Jesus Cristo, já que o Servido do Altíssimo é Jesus Cristo, e a numerosa posteridade do Servidor as multidões, que lhe são dadas como prêmio de seus sofrimentos e morte, que devem povoar a nova Jerusalém.

Isaías é incontestavelmente o maior dos profetas, pela importância de suas revelações e o poder de seu estilo. Viveu numa época das mais conturbadas da história de Israel, que teve então muito que sofrer dos Assírios. Isaías consolou os que choravam em Sião: até ao fim dos séculos mostrou o que devia acontecer, e as coisas ocultas antes que acontecessem. O estilo de Isaías é ao mesmo tempo simples e sublime, de perfeita naturalidade, enorme nobreza e brilho excepcional. Suas frases são concisas, penetrantes, e dão relevo aos pontos principais, para dissipar as ilusões e fortemente chamar a atenção para o Reino de Deus, para fazer pressentir a grandeza do Messias e a majestade da Glória Divina.

Isaías também é dotado de um verdadeiro gênio poético; o poder de sua imaginação tem grandeza compatível à das ideias que ele tem a exprimir. Esse gênio poético aparece em particular nos contrastes e antíteses de suas predições. Em sua obra, as profecias propriamente ditas estão sempre em estilo poético, uma parte em verso e versos de grande beleza. É a inspiração no sentido mais alto e inteiramente sobrenatural da palavra.

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1. Santo Irineu, Bispo de Lion (Lião), escreveu seu "Adversus Haereses" ('Contra as Heresias'), pelo final do séc. II dC, bem próximo do tempo dos Apóstolos. Diz ele:

"...Portanto, uno e idêntico é Deus, pregado pelos Profetas, anunciado pelo Evangelho o seu Filho, Fruto do seio de Davi, isto é, da Virgem descendente de Davi, o Emmanuel (...). Era ao mesmo tempo Homem, para poder ser tentado, e Verbo [de Deus], para poder ser glorificado. (...) Foi, portanto, Deus que se fez homem, o próprio SENHOR que nos salvou, Ele próprio, que nos deu o sinal da Virgem. Por isso não é verdadeira a interpretação de alguns que ousam traduzir assim a Escritura: 'Eis que uma jovem conceberá e dará à luz um Filho', como fizeram Teodocião de Éfeso e Áquila do Ponto, ambos prosélitos judeus seguidos pelos ebionitas, que dizem que Jesus nasceu de José(...)."
"...Antes que os romanos estabelecessem o seu império, quando os macedônios mantinham ainda a Ásia em seu poder, Ptolomeu, filho de Lago, que tinha fundado em Alexandria uma biblioteca e desejava enriquecê-la com os escritos de todos os homens, pediu aos judeus de Jerusalém uma tradução em grego das suas Escrituras. Eles, então, que ainda estavam submetidos aos macedônios, enviaram a Ptolomeu setenta anciãos, os mais competentes nas Escrituras e no conhecimento das duas línguas (...). Eis como os anciãos traduziram as palavras de Isaías: 'Isaías disse: Ouvi pois, casa de Davi, porventura não vos basta ser molestos aos homens, se não que também ousais sê-lo ao meu Deus? Pois, por isso o próprio SENHOR vos dará este sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um Filho, e o seu nome será Emmanuel...'"

Vemos que Sto. Ireneu esclarece bem dois pontos importantes: primeira, a Virgem Maria, Mãe de Jesus, é descendente de Davi, o que confere a Jesus a descendência carnal de Davi, conforme previsto no AT, e que só poderia se dar por parte de sua mãe humana. A segunda é que o texto do versículo do Evangelho segundo S. Mateus, que faz alusão à profecia de IsaÍas, que traz "a virgem conceberá", coincide com o texto do Antigo Testamento conforme à tradução dos Setenta para o grego, que diz exatamente o mesmo, ipsis litteris.

A tradução dos Setenta foi produzida em cerca de 250 aC., portanto quase três séculos antes do Evangelho de S. Mateus, Apóstolo que, evidentemente, conhecia a tradução dos Setenta, escrevendo "virgem" e não "jovem". Além disso, o mesmo Apóstolo conviveu com Jesus e Maria; certamente, tomou conhecimento do parto virginal por intermédio da própria mãe de Deus.

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Fonte:
COSTA. Maria Tereza H. F. "Le Sauveur et Son Amour por Nous", Paris: Ed. Cèdre, 1987

• Com Ed. Permanência, em
http://permanencia.org.br/drupal/node/342
acesso 1/1/015

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