História e implicações da teoria da reencarnação dos espíritos


ESTA ABORDAGEM contempla os aspectos morais, éticos, racionais e lógicos, inclusive matemáticos, envolvidos nos sistemas filosófico-religiosos que adotam como fundamento a teoria da reencarnação. Este será o primeiro de uma série de capítulos de um estudo que pretende explicar em detalhes as diversas razões que tornam a reencarnação uma impossibilidade moral, lógica e mesmo matemática, logo também metafísica. Antes de entrar nas particularidades do assunto, consideramos conveniente publicar a breve história da ideia da reencarnação no mundo.


A reencarnação na Antiguidade

Ganesha, o deus-elefante
da fortuna para os hindus,
é descrito nas Upanishads
A primeira referência histórica à ideia de reencarnação que se conhece tem cerca de 2.600 anos de existência: aparece nas Upanishads, as escrituras sagradas do Hinduísmo, religião que permanece até os nossos dias como a maior da Índia, professada por aproximadamente 80% da sua imensa população[1], embora nas últimas décadas venha perdendo terreno para o Islamismo e, em menor grau, para o Cristianismo.

A crença na reencarnação surgiu no norte da Índia, entre 1.000 e 600 a.C., na mesma época em que Davi e seus descendentes governavam Israel, até a queda de Jerusalém. Pelo fato de ser o Hinduísmo a grande fonte e origem de todas as religiões da chamada Tradição Oriental (que por sua vez o são de diversas das seitas surgidas no Ocidente), a maior parte dessas doutrinas se encarregou de repassar, por todo o mundo, a teoria de que a alma habita diversos e diferentes corpos, através das gerações, no transcorrer da História.

Já no século VI antes de Cristo, e curiosamente quase ao mesmo tempo, duas novas religiões surgiram na Índia, ambas egressas ou dissidentes do Hinduísmo: uma é o Jainismo, fundado pelo príncipe indiano Nataputa Vardamana (cerca de 599 a 537 a.C.), conhecido como "mahavira" (grande herói). A outra é o Budismo, fundado por Siddharta Gautama, conhecido como o Buda Sakiamuni (563-483 a.C.) ou "buda histórico". Estes dois fundadores foram contemporâneos, portanto, dos profetas bíblicos Ageu, Zacarias e Malaquias.


Buda? Não, Mahavira

De fato, parece que a maior preocupação de ambos –, tanto do Mahavira quando do Buda –, era encontrar um jeito de “atravessar o rio” que separa a vida temporal, fútil e ilusória que vivemos neste mundo físico, isto é, a vida n"os domínios de 'Maya'" (a ilusão dos sentidos que contém Samsara, o ciclo interminável de renascimentos) ao Moksha (a libertação final deste ciclo e a entrada numa esfera de existência mais elevada, puramente espiritual). Em todo caso é explícito, na tradição e nos escritos dessas duas doutrinas, que a crença na reencarnação entrou quase que exclusivamente por uma questão cultural, isto é, por hábito e cultura em que surgiram, muito mais do que como afirmação doutrinária. O Buda preferia não falar sobre o assunto, e em diversas ocasiões escolheu o silêncio em lugar de partir para explicações a respeito do que acontece depois da morte física. Era esta a sua postura quanto a tudo que não pudesse ser “experimentado”, através do estudo, da vivência pessoal e da meditação profunda. Teria dito ele:

Não creiais em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não creiais em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas; a isso aceitai como verdade. Por isso, pautai vossa conduta."
Frase atribuída a Sidharta Gautama (Buda Sakiamuni)


Além disso, ao contrário do que se pensa (e se ensina por aí), a crença na reencarnação não é unanimidade entre os budistas e, mesmo entre as linhas do budismo que a aceitam, a noção que têm de "reencarnação" é algo completamente diferente daquilo que afirma Kardec. Dúvidas podem ser tiradas em páginas budistas como estaesta e esta, por exemplo.

Em primeiro lugar, a reencarnação não é um conceito budista. É um conceito ocidental moderno inventado pelos socialistas utópicos do século XIX que foi adotado pelos espíritas e que as pessoas projetam equivocadamente no Budismo. Em segundo lugar, não existe no Budismo o conceito de espírito. Sendo o homem um ser impermanente e interdependente, não pode haver algo como um espírito autônomo e perene. O homem é um ser composto de agregados físicos e psíquicos impermanentes e interdependentes, sujeitos a contínuas transformações, como o é o próprio ser humano.
Textos budistas falam em vidas sucessivas condicionadas pelos atos das vidas anteriores. Mas nem todos os budistas acreditam nisso ao pé da letra, e os que o fazem falam em transmigração ou renascimento, nunca em reencarnação. Para o Budismo Shin, trata-se de um discurso simbólico e mitológico a descrever os desvarios e devaneios da mente ignorante e egoísta ao longo desta mesma vida. O Buda considerava a especulação sobre a vida depois da morte como inútil e irrelevante para o objetivo a que se propunha – libertar o homem do sofrimento –, já que se trata de um assunto além das capacidades de entendimento do homem.
Rev. Ricardo Mário Gonçalves [2]
(Instituto Budista de Estudos Missionários, Templo Higashi Honganji)


Pitágoras e Platão

No mesmo século do surgimento do jainismo e do budismo, o filósofo e matemático grego Pitágoras (aprox. 570/571-495 a.C.), declarou que a alma era imortal e, depois da morte do corpo, poderia ocupar outro corpo, humano ou animal. Daí vem a palavra metempsicose, de origem grega (μετεμψύχωσις), que significa transmigração.


A maioria das informações sobre Pitágoras de Samos, filósofo e matemático grego jônico, foram escritas séculos depois de sua morte

A fala de Pitágoras representa a primeira vez que a teoria da reencarnação foi mencionada no Ocidente. Isto veio a influenciar outro famoso filósofo grego, Platão (427 - 347 a.C.), a considerar que a alma renascia muitas vezes, até durante 10 mil anos, antes de partir para o convívio com os deuses nos reinos celestiais.

O termo “reencarnação” admitiria, então, várias acepções. Platão retirou esta concepção do confuso universo do orfismo e dos pitagóricos; a terminologia posterior cunhou o termo “metempsicose” para designar sua doutrina acerca da transmigração da alma através de diferentes corpos, mesmo não-humanos. Em "Fedro" (Φαῖδρος – aprox. 370 a.C.)[3], Platão registra sua explicação da origem das almas, a causa de sua "descida" aos corpos físicos e a sua afinidade com o divino. Segundo este diálogo, originariamente, a alma humana vivia junto aos deuses. Assim como a vida divina dos deuses consistiria num movimento ascendente para "o mais alto dos céus", denominado por Platão Hiperurânio (ou a 'planície da Verdade'), o "lugar" onde habitam as puras ideias, a alma humana também avança, com o séquito dos deuses, para esta “planície”, onde se realizaria o ápice da mais elevada contemplação (theorein).

Platão se vale de uma alegoria para explicar a queda da alma deste lugar arcano onde vivia. Compara então a alma a um carro alado puxado por dois cavalos. O cocheiro deste carro é a razão. Enquanto os cavalos dos deuses são bons, os cavalos da alma são de raças diversas, sendo um bom e outro mau. O bom corresponde à parte irascível da alma, o mau identifica-se com a parte apetitiva, sede dos desejos que empurram a alma para o erro e os excessos. A parte irascível, ao contrário, quase sempre se põe de acordo com a razão, resistindo aos ímpetos da parte apetitiva.

Dada esta disposição das almas, como consequência sua “cavalgada” à “planície da Verdade” torna-se muito árdua e, de fato, nem todas conseguem chegar a este paradisíaco Mundo das Ideias, o Hiperurânio. Chocam-se entre si, pisam umas nas outras, e como para o autor as almas têm asas, nesta confusão suas asas se quebram, fazendo com que se precipitem na Terra e unam-se aos corpos. A vida humana neste mundo, então, apresenta-se como decadência, o resultado de um declínio, um declive que não encontraria o seu lugar senão pelo desvio cometido pelas almas que cederam aos seus instintos aviltantes.

Aqui entra a Filosofia, que na concepção de Platão tem um aspecto soteriológico inevitável. As almas que viverem consoantes à Filosofia durante três vidas consecutivas, após três mil anos terão as suas asas restauradas e poderão voltar ao consórcio dos deuses. De maneira geral, porém, todas as almas readquirirão, passados dez mil anos deste ciclo de renascimentos, as suas asas e, consequentemente, o convívio dos deuses.


* * *

Platão, como seria de se esperar, influenciou outros pensadores, que por sua vez insuflaram as imaginações. Eis a breve história da teoria da reencarnação, antes de Cristo. Consideramos importante esclarecê-la antes de entrar nas maiores profundidades deste tema, porque as publicações espíritas geralmente afirmam ou levam a crer que a reencarnação seria uma espécie de unanimidade ou consenso no pensamento religioso universal, desde a Antiguidade. Algumas chegam ao supremo absurdo de, desonestamente e na maior desfaçatez, afirmar como se fosse um "fato histórico" a ridícula mentira de que a própria Igreja, em sua origem, teria aceitado a doutrina da reencarnação.

O "Portal do Espírito", por exemplo – que estamos formalmente denunciando à webpol e ao MP pelos crimes de calúnia, difamação e injúria –, afirma textualmente, sem nenhum pudor, em artigo de Vivaldo J. de Araújo, que "Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a reencarnação, que a cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, como fato incontestável (...). Aconteceu, porém, que o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição...".[4]

A ideia, portanto, de que a reencarnação teria sido crida pela quase totalidade das religiões antigas, sendo consenso geral e praticamente uma certeza ancestral, é totalmente incorreta. Se considerarmos apenas as chamadas três grandes religiões monoteístas do nosso planeta (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) – lembrando que aí se concentra expressiva maioria da população mundial – e que nenhuma delas prega a reencarnação, seremos obrigados a aceitar que a realidade é bem outra. Também importa saber que, mesmo dentro do Hinduísmo, a principal difusora e representante da crença na reencarnação mundial até hoje, existem e sempre existiram as linhas dvaita, que também não aceitam a reencarnação.

A síntese de tudo o que foi dito até aqui, portanto, se traduz na constatação de um fato incontestável: a reencarnação é uma crença oriental surgida na Índia e difundida pela maior parte das linhas do Hinduísmo e religiões, seitas e filosofias suas derivadas. Ponto. A partir daí, Kardec desenvolveu sua doutrina, na realidade uma mistura do velho reencarnacionismo adornado com expressões pseudocientíficas, uma "roupagem" elitista europeia e elementos principalmente morais do Cristianismo, processo que chamou "decodificação" da própria doutrina, à qual deu o nome "espiritismo". Foi esta a principal via de chegada da crença na reencarnação em Terra Brasilis. Em toda a Europa, Kardec não passa de um ilustre desconhecido; no Brasil, continua sendo visto por muitos como um "sábio" ou até mesmo um "grande vulto" da humanidade. 

** Ler a continuação


_____
Notas:

1. A popução da Índia, hoje, é a segunda maior do mundo, e caminha para tornar-se a primeira nas próximas décadas. Temos, portanto, aproximadamente 960 milhões de hinduístas no mundo apenas na Índia. – Fonte: Portal 'Mundo Educação', disponível em:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/populacao-India.htm
Acesso 8/6/016

2. Consultor de 'O Fiel Católico', Ministro do Dharma no Templo Higashi Honganji de Kyoto, sede central da Ordem Otani de Budismo Shin; pesquisador no Instituto Budista de Estudos Missionários do Templo Nambei Honganji de S. Paulo, tradutor dos textos sagrados budistas a partir dos originais, e autor de 'Textos Budistas e Zen Budistas', 'O Culto de Amida no Japão Medieval', 'A Ética Econômica budista no Japão Pré-Industrial' e 'O Caminho do Despertar', publicados por editoras diversas. Citado em artigo de DUARTE, Joana, disp. em: 
https://prezi.com/4ovh56limlio/budismo/
Acesso 10/6/016


3. Obra escrita por Platão em forma de diálogo entre o protagonista, Sócrates, e Fedro, recorrente interlocutor, possivelmente do mesmo período de 'A República' e 'O Banquete'.

4. A criminosa mentira encontra-se em:
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/porque-a-reencarnacao.html
Acesso 10/6/016.


_________________

Fontes e bibliografia:

• REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga: II Platão e Aristóteles, 1994.


• BOWKER, John. Para Entender as Religiões, São Paulo: Ed. Ática, 1997.


• NICHOLS, Larry A. Nichols. Dicionário das Religiões, São Paulo: Vida, 2000.

• CAMPOS, Sávio Laet de Barros. Reflexão acerca do conceito de 'metempsicose' em Platão. Universidade. Federal de Mato Grosso, artigo dispo. em:
http://filosofante.org/filosofante/not_arquivos/pdf/metempsicose_platao.pdf
Acesso 10/6/016

www.ofielcatolico.com.br

7 comentários:

  1. Gostei do estudo porque esta bem feito. Que o bom Deus nos proteja

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  2. Parabéns. Ótimo artigo. Esperaremos os "mimimi" dos nossos irmãos afastados.

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  3. Recentemente, conversando com uma pessoa muito próxima e querida, ela me disse que sobre esse assunto de reencarnação, funcionária da seguinte forma: a pessoa morre, e quando chega no outro plano, lá ela tem um mento onde pontuará os erros dela e mostrará o que ela precisa melhorar. Essa "alma" escolheria o que gostaria de aprender na próxima vida, o lugar e o corpo que irá reencarnar. E quando ela chega aqui, ela tem esse mentor, onde irá ajudá-la a lembrar do que ela tem que fazer aqui.

    Quando ela falou isso, lembrei dos artigos aqui postamos falando que "como vamos nos lembrar do que viemos fazer?".

    Ainda assim, tenho uma pulga atrás da orelha e essa explicação dela não me convenceu. Enxerguei de outra forma mas não consigo me expressar.
    Nesse caso, o que poderia ser dito, de acordo com a doutrina da igreja católica?

    Abraços

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    1. Caríssima Natalia, leia a continuação da matéria aqui: http://www.ofielcatolico.com.br/2006/06/reencarnacao-uma-analise-racional.html

      Faça uma cópia da matéria e entregue a pessoa amiga para um estudo e reflexão.

      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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    2. Caríssima Natália,

      Em primeiro lugar, eu frequentei e estudei o espiritismo a fundo, por longo tempo, e nunca ouvi falar nessa teoria estapafúrdia. Nenhuma das obras-base do espiritismo diz isto. Trata-se, certamente, de uma invenção nova, criada justamente como tentativa de resposta àqueles que percebem a evidente falta de lógica do espiritismo, conforme esclarecido em nosso estudo.

      Em segundo lugar, o argumento é completamente sem sentido. Ora, por que Deus designaria um "mentor desencarnado" para cada ser humano que existe no mundo, para fazê-lo se lembrar do que viveu numa encarnação passada, se seria muito mais simples que cada um de nós apenas nos lembrássemos dos erros que cometemos em outras vidas, para não tornar a repeti-los??

      Posso lhe dizer que eu mesmo faço muita bobagem na minha vida, e não ouço nem vejo nenhum "mentor" a me prevenir para não fazê-lo, por já ter cometido aquele mesmo engano numa outra vida. Nada disso: o que me faz evitar os erros é justamente lembrar-me deles, lembrar do que prometi a Deus na Confissão, saber pela experiência adquirida que aquilo não é bom, não é justo, não é da Vontade de Deus, logo não vai dar certo.

      Em terceiro lugar, a primeira pergunta que devemos fazer às pessoas que nos apresentam essas hipóteses absurdas é simplesmente a seguinte: quem foi que disse isso?! Ora, enquanto nós, cristãos, cremos nas Sagradas Escrituras, na Tradição dos Apóstolos e no Magistério da Igreja que é o Corpo de Cristo, em que eles creem? Na palavra de supostos "médiuns", que falam em nome de "espíritos" dos quais não temos como conhecer a origem?!

      Ora, eu também posso dizer que o coelhinho da Páscoa está sentado aqui no meu ombro direito, me assoprando ao ouvido o que eu devo fazer. Você acreditaria em mim? Pois é exatamente esta a situação dos que acreditam nessas afirmações absurdas.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    3. Caríssima Natália,

      Em primeiro lugar, eu frequentei e estudei o espiritismo a fundo, por longo tempo, e nunca ouvi falar nessa teoria estapafúrdia. Nenhuma das obras-base do espiritismo diz isto. Trata-se, certamente, de uma invenção nova, criada justamente como tentativa de resposta àqueles que percebem a evidente falta de lógica do espiritismo, conforme esclarecido em nosso estudo.

      Em segundo lugar, o argumento é completamente sem sentido. Ora, por que Deus designaria um "mentor desencarnado" para cada ser humano que existe no mundo, para fazê-lo se lembrar do que viveu numa encarnação passada, se seria muito mais simples que cada um de nós apenas nos lembrássemos dos erros que cometemos em outras vidas, para não tornar a repeti-los??

      Posso lhe dizer que eu mesmo faço muita bobagem na minha vida, e não ouço nem vejo nenhum "mentor" a me prevenir para não fazê-lo, por já ter cometido aquele mesmo engano numa outra vida. Nada disso: o que me faz evitar os erros é justamente lembrar-me deles, lembrar do que prometi a Deus na Confissão, saber pela experiência adquirida que aquilo não é bom, não é justo, não é da Vontade de Deus, logo não vai dar certo.

      Em terceiro lugar, a primeira pergunta que devemos fazer às pessoas que nos apresentam essas hipóteses absurdas é simplesmente a seguinte: quem foi que disse isso?! Ora, enquanto nós, cristãos, cremos nas Sagradas Escrituras, na Tradição dos Apóstolos e no Magistério da Igreja que é o Corpo de Cristo, em que eles creem? Na palavra de supostos "médiuns", que falam em nome de "espíritos" dos quais não temos como conhecer a origem?!

      Ora, eu também posso dizer que o coelhinho da Páscoa está sentado aqui no meu ombro direito, me assoprando ao ouvido o que eu devo fazer. Você acreditaria em mim? Pois é exatamente esta a situação dos que acreditam nessas afirmações absurdas.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    4. Obrigada pelo retorno André e Henrique. Peço desculpas pelos erros de português, estava no celular e o corretor não ajudou muito, rs.

      Quando eu afirmei à essa pessoa que não fazia muito sentido o que ela me falou, ela disse: "quer ver como faz sentido para o católico? O mentor seria o mesmo que o anjo da guarda". Não respondi pois confesso que não tenho muito conhecimento sobre anjos e tudo o mais. Mas mesmo assim não me convenceu.

      O que me dói é saber que essa pessoa começou a se envolver nessas "novas filosofias" após o fim de um relacionamento. Parece que ela quer preencher um vazio, procurando filosofias onde enaltecem o ser humano, mas esquecem de Deus.

      Parece que é mais fácil absorver as filosofias onde se sentem mais confortáveis, com palavras meigas, do que a Palavra de Deus.

      Certamente alguém poderia me retrucar falando "mas você se sente confortável na sua igreja, então é a mesma coisa", e é aí que eu não sei responder, também, porque sei que se eu começar a falar, na primeira oportunidade serei chamada de preconceituosa.

      Além disso, tenho percebido que muitas pessoas jovens (minha geração) estão cada vez mais adeptas ao budismo, hinduísmo e relacionados, ninguém quer saber do cristianismo, e mais especificamente, ninguém quer saber do catolicismo. Talvez esses "novos caminhos" são mais fáceis de percorrer...

      E no fim, acabo ficando inquieta com isso, um pouco angustiada, principalmente com as pessoas que estão ao meu redor (família) e que amo tanto.

      Abraços

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