50 anos de Humanae Vitae

Por Felipe Marques – Fraternidade Laical São Próspero

UMA DAS MAIS IMPORTANTES Encíclicas papais de todos os tempos completará 50 anos em julho próximo, e podemos dizer que o papa Paulo VI foi profético em alguns pontos, principalmente no seguinte:

Graves consequências dos métodos de regulação artificial da natalidade – Os homens retos poderão convencer-se ainda mais da fundamentação da doutrina da Igreja neste campo, se quiserem refletir nas consequências dos métodos da regulação artificial da natalidade. Considerem, antes de mais, o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infidelidade conjugal e à degradação da moralidade. Não é preciso ter muita experiência para conhecer a fraqueza humana e para compreender que os homens – os jovens especialmente, tão vulneráveis neste ponto – precisam de estímulo para serem fiéis à lei moral e não se lhes deve proporcionar qualquer meio fácil para eles eludirem a sua observância. É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada. 

 No vídeo abaixo, legendado em português pelo apostolado amigo "O tradutor católico", o bispo Robert Barron comenta sobre o assunto:


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4 comentários:

  1. Esse me parece ser aquele tipo de assunto que as pessoas (clero e leigos) batem cabeça na Igreja. O anticoncepcional é um mal, porque além de não ser natural, é abortivo, pois atua em dois estágios, caso não consiga impedir a ovulação, impede a fixação do óvulo fecundado na parede do útero, além de possíveis danos a saúde da mulher. O uso de preservativo também é proibido pela Igreja, só que também não se explica com clareza a razão da proibição, se alguém souber e puder me esclarecer...

    Certa vez foi apresentado o método de ovulação Billings, ali na hora, as pessoas acharam que era o "método de prevenção da gravidez da Igreja", ledo engano, depois foi explicado que a Igreja não possui um método de evitar a gravidez aprovado para uso dos católicos. Me pareceu que o uso desse método Billings possui apenas uma tolerância maior. Mas estranhamente na preparação dos noivos para o casamento é ou era indicado esse método.

    Ai se pergunta o que fazer? Assumir as possíveis consequências do ato sexual? Ou seja a gravidez, ferindo a paternidade responsável. Ou simplesmente ignorar a Igreja e utilizar os métodos disponíveis e de fácil acesso, porque até o momento o método Billings está muito longe das pessoas, é um método complicado e que requer formação. Esta é uma área que eu sinto que as pessoas ficam totalmente no escuro...

    A paz de Cristo!

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    1. Olá Tiago, Salve Maria! O seu texto é bem pertinente, e são a maioria das perguntas dos católicos. Primeiro aconselho ler esse artigo: http://www.trusaint.com/natural-family-planning-and-contraception/ sobre planejamento familiar. Está bem documentado com magistério da igreja. Em resumo, qualquer meio de contracepção é proibido pela igreja, visto que o matrimônio é procriativo e unitivo; essa invenção veio pós CVII, leia a encíclica do Papa Pio XI: Casti Connubi, lá ensina a verdade milenar da igreja e não as heresias de Paulo VI. O ato conjugal a sua premissa é o nascimento da prole, fora Deus condena e é pecado qualquer contracepção. Se não desejar ter filhos que não case. Logo que Deus criou o ato par povoar o seus de Santos, enfim leia a encíclica acima e estude o magistério da igreja. Claro, renegar todas as heresias do CVII!! Pax Domini, Eduardo.

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    2. Não acredito que no meio católico tem casais que não usa meios de evitar filhos, se tem são poucos.

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  2. Eis uma questão que precisa ser corajosamente enfrentada quando se fala em restauração das famílias,pois,na verdade,tudo o mais que possa ser feito para fortalecer e resgatar as famílias deve passar pelo crivo dos métodos de regulação da natalidade.Infelizmente,este assunto não tem sido abordado devidamente,mesmo em meio católico,visto que,para não ferir as sensibilidades se procura não levar adequadamente em consideração.O fato é que muitos que se dizem católicos e até fazendo parte de movimentos,grupos e pastorais,na sua vida matrimonial,lançam mão de métodos de regulação artificial da natalidade como preservativos,pílulas anticoncepcionais,dius,laqueaduras, vasectomias e por aí vai.A vida sexual é muito importante para o relacionamento conjugal do casal,mas para que esse relacionamento seja fortalecido na experiência e vivência de valores como respeito mútuo,responsabilidade,cumplicidade e compromisso,o ato sexual deve,necessariamente,cumprir o seu objetivo na realização das funções unitiva e procriativa de forma correspondente e equilibrada.Isso se dá quando o método de regulação da natalidade utilizado é natural e, portanto, aberto para a vida e não para a morte.Se estamos vivendo um tempo em que nos deparamos com o enfraquecimento e desestruturação das famílias, não dá para querermos tapar o sol com a peneira e deixar de observar a repercussão nociva da presença de métodos de regulação artificial da natalidade na vida do casal e refletindo-se na família como um todo,pois consequentemente outros elementos também prejudiciais acabam se infiltrando e passam a ser tolerados como normais,coisas dos tempos modernos.
    Sem dúvida é um grande desafio,pois muitas vezes,na vida conjugal,quando a mulher quer utilizar um método de regulação natural de natalidade,o marido não concorda,ou vice-versa,porém,às vezes são os dois que não acham importante se preocupar com esse assunto.Cabe,então,aos líderes religiosos,sejam clérigos,consagrados ou leigos fazerem alguma coisa para melhorarem essa situação,criando espaços de preparação e formação neste sentido.

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