Sobre os escritos do heresiarca Martinho Lutero

Sabe essa figura nobre e altiva, que por razões morais se rebelou contra a Igreja?

Pois é. Não tem absolutamente nada a ver com a pessoa que realmente existiu.

AVISO: ESTE ARTIGO de Igor Andrade não é para os mais sensíveis, nem para os chamados "católicos jujubas". É uma coletânea de citações de Lutero pouco conhecidas, de embrulhar o estômago. Vale como triste testemunho histórico. Leia por sua conta e risco.

João Grilo: Eu me lembro de que uma vez, quando o Padre João estava me ensinando o catecismo, leu um pedaço do Evangelho. Lá se dizia que ninguém sabe o dia e a hora do Dia do Juízo, nem o homem, nem os anjos que estão no Céu nem o Filho. Somente o Pai é que sabe. Está escrito lá assim mesmo?

Manuel (Nosso Senhor): Está. É no Evangelho de São Marcos, capítulo 13 versículo 32.

João Grilo: Isso é que é conhecer a Bíblia! O Senhor é protestante?

Manuel (Nosso Senhor): Não, João, eu sou Católico.

João Grilo: Pois na minha terra, quando a gente vê uma pessoa boa e que entende de Bíblia vai logo pensando que é protestante [...].

(Auto da Compadecida – Ariano Suassuna)

Há um tempo, fiquei genuinamente abismado quando li as falas de São Thomas More sobre Lutero (AVISO: contém palavras de baixo calão. Mas leia o restante do texto, até o final):

“Enquanto continuardes decidido a dizer essas desavergonhadas mentiras, a outros será permitido que, em defesa de Sua Majestade Britânica, joguem de volta na vossa boca cheia de merda, verdadeiramente o depósito de toda merda, a sujeira e merda inteiras que vossa execrável podridão vomitou, e esvaziar todos os esgotos e privadas na vossa coroa despida da dignidade de coroa sacerdotal, em prejuízo da qual decidistes bancar o palhaço contra nada menos que a coroa real”. “Não teremos nós o direito posterior de proclamar que a língua cheia de merda desse praticante da posteriorística é mais apta a lamber com sua parte anterior o posterior de uma mula mijante, até que tenha aprendido a inferir mais corretamente conclusões posteriores de premissas anteriores?”

Quando eu era novo, inculto e iludido com a narrativa de que protestantes “são nossos irmãos separados”, “crêem no mesmo Deus”, e coisas semelhantes, pensava que havia entre nós e eles apenas uma pequena discordância quanto à forma de se viver a Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ledo engano.

“O Protestantismo ou religião reformada, como orgulhosamente a chamam seus fundadores, é o compêndio de todas as heresias que houve antes dele, que houve depois e que ainda podem nascer para a ruína das almas.”
(Catecismo de São Pio X, 129)

Foi apenas quando li as afirmações de Lutero sobre a Igreja Católica que tomei ciência do abismo que há entre nós. E este abismo não foi (de modo algum!) cavado pela Igreja, como narram alguns de nossos prelados .

Como costumo dizer, não leio por gosto, mas por vício. Já li muitos autores (sacros e profanos). Já li o “Anjo Pornográfico” (Nelson Rodrigues), já li Bocágio, já li Padre Gregório de Matos (o “Boca do Inferno”), já li anticlericais como Guerra Junqueiro, já li os autores pagãos, já li autores gnósticos, já li uma ou outra coisa de autores satanistas (na época em que eu pensava que eles eram malvadões e não simples idiotas).

Mas de tudo o que eu já li, Martinho Lutero foi o mais anticristão, o mais blasfemo, o mais despudorado, o mais sacrílego, o mais danoso à salvação das almas. Lutero é um cão luciferino. Seus escritos são latidos violentos que respingam sua baba odiosa e nojenta no rosto daqueles que o lêem. Suas premissas não são só falsas, mas arrastam multidões ao inferno. Lutero deveria ter a excomunhão levantada para, em seguida, ser novamente excomungado.

Leia alguns trechos de Lutero e entenda:
(AVISO: os palavrões são o de menos)

Sobre a razão, dom de Deus que nos diferencia dos animais, Lutero diz:

“A razão é a puta do diabo. Só é capaz de blasfemar e de desonrar o que Deus disse e fez” (...). “A mais feroz inimiga de Deus” (...). “É a maior puta do diabo; por sua natureza e maneira de ser é uma puta daninha; a vadia titular do diabo, uma puta carcomida pela sarna e pela lepra, a quem se deveria pisotear e destruir junto com a sabedoria... Joga-lhe imundície ao rosto para piorá-la... A abominável mereceria ser relegada à mais suja habitação da casa, às latrinas.”

Sobre o Papa, diz:

“O papa mesmo é um louco furioso, um falsificador da história, um mentiroso, um blasfemo, um profanador, um tirano do Imperador, dos reis e do universo inteiro, um defraudador, um velhaco, um espoliador dos bens eclesiásticos e seculares (...). Porco, burro, rei dos asnos, cão, rei dos ratos, lobo, urso-lobo, homem-lobo, leão, dragão, crocodilo, larva, besta, etc.”

“Ouve, Papa Paulo, não tens fé nenhuma; nem tu nem teus filhos, nem os cardeais, nem a família da corte romana respeitais a Deus, porque sois porcos epicúreos, igual a todos os papas, teus predecessores [Aqui ele enquadra São Pedro, os papas mártires e os demais Papas Santos]. Se, todavia, me sobra algo de força, volverei a atacar suas bulas e cartas e procurarei peidar nas grandes orelhas desse ridículo.”

“O papa é a cabeça da maldita multidão dos piores velhacos da terra: um tenente do demônio, um inimigo de Deus, adversário de Cristo, destruidor das igrejas cristãs, mestre de todas as mentiras, blasfêmias e idolatrias; bandido das igrejas, ladrão das chaves e de todos os bens sagrados e profanos, assassino de reis, instigador de toda a classe de matanças, o maior putanheiro entre os putanheiros e fomentador de toda luxúria” .
“Os cardeais e toda a gentalha da Cúria são homens pela frente e mulheres por detrás (porque) toda a Igreja do papa é uma igreja de putas e hermafroditas” .
“Onde se largaram com o tempo os papistas para buscar-se monges e clérigos? Aqui em Wittemberg há um enxame de estudantes, mas não creio que um só de todos eles consinta em deixar-se ungir e ter um palmo de boca aberta para que o papa lhe ponha dentro sua merda (a comunhão)” .
“O sacerdote que reza a missa não é sacerdote de Deus, mas de Satanás; a missa é um ministério sacrílego, diabólico, ímpio, abominável (...). O culto da missa supera toda impiedade e toda abominação, de sorte que se outra causa houver para arrancar os hábitos, abandonar o convento e detestar os votos, seria mais que o suficiente esta abominação da missa... Eu, de minha parte, preferiria ter sido adúltero, homicida, rufião e assaltante de estradas antes que sacerdote” . – Todos nós preferiríamos que Lutero não tivesse sido sacerdote.
Sobre a santa vida religiosa, esse cão disse:

“Desejaria eu de todo o coração que todos os conventos fossem exterminados, abolidos e destruídos, já que ainda (por desgraça) estão de pé. Queira Deus enviar sobre eles a chuva de fogo e enxofre que consumiu Sodoma e Gomorra, e os precipite ao fundo do mar, de sorte que não reste nem a memória deles” .

Mas se engana quem pense que Martinho Lutero escreveu essas coisas “por revolta” contra a imoralidade. Não, muito pelo contrário:

“EU NÃO CONDENO A IMORALIDADE E OS ABUSOS, mas a substância e a doutrina do Papado, eu nunca deixei de atacar as colunas do Papado: os votos monásticos e o sacrifício da missa” .
“Mas ele falava bem de Nossa Senhora”, podem dizer alguns. Mais ou menos. Por vezes a elogiou (obviamente pelos motivos errados e heréticos), mas, do alto de sua invencível soberba, disse:
“Lutero é um doutor acima de todos os doutores de todo o papismo (...)” . “Ainda que os santos Cipriano, Ambrósio e Agostinho; ainda que São Pedro, São Paulo e São João; ainda que os anjos do céu te ensinem outra coisa, isto é o que sei de certo: que não ensino coisas humanas, mas divinas; ou seja, que tudo atribuo a Deus, aos homens nada (...). Os Santos Padres, os doutores, os concílios, a mesma Virgem Maria e São José, e todos os santos juntos podem equivocar-se (ele não, é claro).”
Os insultos aos papas podemos até tolerar. A postura herética diante dos ensinamentos da Igreja pode ser relevada, mas nenhum cristão pode aceitar que se diga de Nosso Senhor o seguinte:

“Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher do poço, da qual fala João. Isso se murmurava perto d’Ele: ‘Que fez depois com ela?’. Mais adiante com Madalena, depois que com a mulher adúltera, que absolveu tão lividamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também fornicou antes de morrer.”

Obviamente, nem todas as seitas protestantes pensam dessa forma. Há protestantes que são boas pessoas, como observa João Grilo no diálogo ao início do texto. A estes falta a compreensão dos princípios revolucionários luteranos, que são sutis como as inspirações demoníacas ao pé do ouvido.
Nós católicos não devemos jogar todos os protestantes e progressistas no mesmo balaio de Lutero, mas precisamos ter claro que foi ele quem começou com essa baderna na qual vivemos dentro e fora da Igreja.

Para tanto, recomendo vivamente o livro “A Revolução Luterana: vida e obra de um herege alemão”, a ser publicado em breve.

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