Sobre a polêmica envolvendo emissoras de TV católicas, a CNBB e o Presidente da República

O padre Reginaldo Manzotti, Pároco Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, Curitiba (PR), e Coordenador da Associação Evangelizar é Preciso (obra sem fins lucrativos), foi um dos participantes da reunião com o Governo Federal

DIANTE DAS INFORMAÇÕES veiculadas recentemente em jornais e a triste "nota de esclarecimento" emitida pela CNBB, que, lamentavelmente (e como já de costume) se posiciona de modo contrário aos anseios da população católica, preferindo agradar a grupos ideológicos (que inclusive defendem pautas 100% anticatólicas e contrárias à família), entendemos por bem publicar este texto, com o intuito de esclarecer o que realmente está acontecendo.

Alguns sacerdotes da chamada "Renovação Carismática" (RCC) e alguns líderes católicos se reuniram com o presidente Bolsonaro, por vídeo, no último dia 6 (junho/2020). Nessa ocasião houve a proposta de promover uma união maior com o Governo e de "caminhar juntos" em prol das pautas cristãs e católicas, bem como sobre o auxílio a certas entidades filantrópicas.

Nossa grande mídia fez, como de costume, o que sabe fazer de melhor: criou uma notícia falsa (fake news) dando conta de que grupos católicos estavam barganhando com políticos, no sentido de pedir dinheiro em troca de apoio às pautas do Governo Federal. A CNBB, numa resposta rápida como um raio, no mesmo dia[1] publicou uma nota toda indignada, com duras críticas à reunião e ao seu teor.

"Curiosamente", a mesma CNBB não se importa, como nunca se importou, em ver o nome da Igreja e o da própria conferência de bispos envolvida em inúmeras notícias falsas nos veículos de comunicação de partidos de esquerda (basta uma olhada no site do 'Partido dos Trabalhadores', por exemplo, para confirmar este fato: eles tem até uma seção com título 'CNBB' por lá, difundindo uma série de calúnias absurdas contra políticos conservadores). Note-se que estamos falando de partidos que apoiam a legalização do aborto e que estão envolvidos em gravíssimos escândalos de corrupção, envolvimento com grupos criminosos e até assassinatos, mas isso não fere a sensibilidade dos senhores bispos. Por outro lado, bastou mencionar apoio ao Governo para gerar revolta e resposta imediada dos nossos "pastores"...

Reflexões

• Podemos ter diferenças com a RCC, como de fato temos, e sabemos que esse movimento tem seus problemas, mas também não podemos negar que por meio dele muitas almas retornam à Igreja, especialmente entre os mais jovens; o Mons. Jonas Abib chegou a ser processado por causa de um livro de sua autoria em que afirma que a fonte do espiritismo é o demônio – com base em textos bíblicos, como todo digno sacerdote da Igreja de Cristo deveria fazer, tentando evitar que o povo ingênuo caia em falsas doutrinas (e combatendo a absurda falácia dos ditos 'católicos-espíritas').

• Pedir ajuda governamental para entidades filantrópicas católicas é somente reforçar o que está no texto constitucional, com fundamento no Artigo 150, I, CF.

• Mesmo que de fato essas emissoras estivessem pedindo algum auxílio financeiro para rádios e TVs católicas, que problema haveria nisso? Se o Governo conceder verbas a serem revertidas para a evangelização e para outras ações católicas, onde está o mal? Qual o motivo da indignação?

• Diante de tantas reuniões que verdadeiramente poderíamos denominar satânicas e que vem ocorrendo dentro de nossos salões paroquiais – como para discutir pautas LGBT, fazer apologia de grupos abortistas, verdadeiros comícios político-partidários (sempre contra o atual Governo democraticamente eleito) e coisas desse tipo – a CNBB jamais se manifestou. Igualmente, quando padres promovem todo tipo de profanação da Liturgia, inclusive com as ilegítimas missas ditas "inculturadas", a CNBB não se manifesta e nem se mostra tão contrariada como agora. Por que dois pesos e duas medidas tão injustas?


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Não é nenhum segredo, nos ambientes católicos, que os clérigos adeptos da pior heresia da história da Igreja – a famigerada "'teologia' da libertação" – não suportam coisas como a espiritualidade, o enfoque na transcendência da Religião e na leitura das Sagradas Escrituras, coisas que a RCC, malgrado todos os seus problemas (os quais já criticamos por aqui), procuram praticar: sociólogos socialistas travestidos de padres e bispos da Igreja não toleram esse tipo de coisa.

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[1] Entidade esta que não costuma ser rápida em dar respostas quanto a problemas desse tipo. Esperamos até hoje, mais de dois anos depois, uma resposta quanto às denúncias de financiamento a campanhas de grupos de esquerda a movimentos em defesa de pautas anticristãs, como legalização do aborto, invasão de propriedade privada, apologia do homossexualismo e ideologia de gênero, doutrinação marxista nas escolas, etc., depois da série de denúncias feitas pelo leigo Bernardo Küster em diversos canais de mídia.

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