Pecado mortal e pecado venial

Hendrik Goltzius, "A queda do homem" (1616)

MUITOS LEITORES nos pedem orientações com relação aos significados dos termos pecado mortal e pecado venial, via de regra solicitando listas dos referidos pecados, – uma relação que especifique quais são os mortais e quais os veniais, elencando um por um. Alguns dão a nítida impressão de querer saber se determinados pecados são veniais simplesmente para que possam continuar a praticá-los, sem medo de perder a alma no inferno...

Entendemos que muito mais importante e bem mais útil do que listar e classificar os atos pecaminosos, um por um (até porque esta seria uma tarefa mais que complexa e incerta) é esclarecer o que define os pecados como mortais ou veniais. Nesta matéria, o realmente fundamental é saber discerni-los com clareza, já que àqueles que sabem discerni-los a partir daquilo que os define, fica de uma vez por todas esclarecida a questão.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o pecado é, entre outras coisas, uma falta contra a razão, contra a verdade e contra a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a algum bem, colocado antes ou à frente do próprio Deus, que é nosso Sumo Bem. O pecado fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana, seja por pensamento, palavra, ato, omissão ou desejo contrário à Lei divina (cf. CIC §1849).

Essa descrição do pecado talvez pareça dura para alguns, especialmente os mais jovens. Será que até pensar pode ser pecado? E como é que somente desejar alguma coisa é pecado? Quem é capaz de dominar completamente os desejos ocultos de seu próprio coração? São perguntas válidas. Para respondê-las, antes de tudo, é preciso entender que o pecado, para ser vencido, precisa ser identificado e combatido já na sua raiz. Nosso Senhor Jesus Cristo diz:

"Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Não cometerás adultério'. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração. Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, pois te é preferível que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno." (Mt 5, 27-29)

A Lei mandava não adulterar. Este seria um pecado mortal. Mas vem Jesus, que consumou a Lei, e diz que apenas olhar com cobiça uma mulher já é pecado. Ora, cremos plenamente que Jesus veio para nos libertar, para nos livrar de um jugo pesado, para substituir a dureza da Lei pela suavidade da Graça e nos levar a trocar o caminho do medo pelo Caminho do Amor. Ele próprio assim declarou, em diversas passagens, e toda a Tradição cristã, juntamente com a Sagrada Escritura, continuamente o confirma; mas em certos momentos parece ficar a impressão de que as coisas ficaram mais difíceis, já que a exigência aumentou. Será mesmo?

Ocorre que, a partir de Jesus Cristo, ser fiel a Deus e ganhar a Graça Divina deixou de depender de se observar uma coleção de preceitos, como muitos legalistas erradamente entendiam nos tempos do Antigo Testamento. Não se trata de carregar uma lista do que "pode" e do que "não pode" debaixo do braço. A partir da vinda e do Sacrifício do Filho de Deus, não basta mais a observância externa, ritualista, superficial. Nos novos tempos, da Nova e Eterna Aliança, é necessário aderir ao Evangelho de todo o coração e alma, – o que requer conversão total de vida.



Conversão é uma mudança radical de direção. Metaforicamente falando, é uma virada de 180 graus. Se vínhamos avançando em determinado sentido, agora é preciso dar meia volta e caminhar no sentido oposto. Uma tal adesão, de todo coração, de todo entendimento e de toda a alma, não pode ser superficial. É preciso amar de fato a Deus sobre todas as coisas, e, assim, o próximo como a si mesmo. E quem ama a Deus mais do que tudo não tem como amar o pecado, que ofende a Deus e nos afasta dEle. – Por isso é que não só o adultério é pecado, mas também o querer adulterar, o pensar, imaginar, sonhar com isso. Quem está verdadeiramente bem decidido e mantém os pés firmes no Caminho (Cristo) não se distrai olhando para trás, menos ainda alimenta desejos secretos de caminhar na direção contrária.

Ser verdadeiramente cristão, portanto, é algo completamente diferente de ser adepto de qualquer religião legalista e/ou superficial, que simplesmente observa frios rituais vazios e vive de falsas aparências. Ser cristão de fato é, em uma palavra, ser honesto. É ser autêntico. Ou se é cristão de verdade ou se é uma caricatura de cristão (algo que, aliás, infelizmente, é o tipo mais comum).

Falando então do modo mais resumido possível, o pecado é uma ação contrária ao Amor de Deus, – por uma escolha, uma decisão livre do indivíduo. – Assim como o ser humano é livre para amar, obedecer e praticar o bem, também é livre para odiar e desobedecer, e desobedecer até até às últimas consequências. Até a morte eterna. É isso que o mesmo Catecismo chama de liberdade ou "possibilidade radical" do ser humano. A liberdade de escolha que Deus dá ao homem é ilimitada. Cabe-nos o poder da escolha, para o bem ou para o mal.

"Os Céus e a Terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua Voz e unindo-te a Ele; pois Ele é a tua vida." (Dt 30,19-20)

É sabido também que existe uma grande variedade de pecados e, apesar de todos afastarem de Deus, estão separados em diferentes graus. A Sagrada Escritura traz várias listas e descrições. São Paulo Apóstolo, por exemplo, na Carta aos Gálatas fala das "obras da carne manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedeiras, as orgias e coisas semelhantes a estas" (5,19-21).

É deste modo que os pecados cometidos pelos homens, conforme a sua gravidade, são divididos em mortais ou veniais. Por pecado venial entende-se aquele ato que não separa o homem totalmente de Deus, mas que fere a Comunhão com o Criador. Já o pecado mortal, por sua vez, atenta mais gravemente contra o Amor de Deus, desviando o ser humano de sua finalidade última e da Bem-aventurança, excluindo-o do estado de graça.

Ensina o Catecismo:

"É pecado mortal o que tem por objeto uma matéria grave, e é cometido com plena consciência e de propósito deliberado. (...) A gravidade dos pecados é maior ou menor: um homicídio é mais grave que um roubo. (...) Para que o pecado seja mortal tem de ser cometido com plena consciência e total consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, da sua oposição à Lei de Deus. E implica também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma opção pessoal.
A ignorância simulada e o endurecimento do coração (97) não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado. (...) O pecado cometido por malícia, por escolha deliberada do mal, é o mais grave. O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, tal como o próprio amor. Tem como consequência a perda da caridade e a privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. E se não for resgatado pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, originará a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no Inferno, uma vez que a nossa liberdade tem capacidade para fazer escolhas definitivas, irreversíveis. No entanto, embora nos seja possível julgar se um ato é, em si, uma falta grave, devemos confiar o juízo sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus." (CIC §1857 - §1861)

O pecado mortal, portanto, só acontece quando o indivíduo comete um delito contra Deus consciente dos requisitos descritos acima, e não somente pela matéria grave, isto é, a gravidade do ato em si. Uma pessoa sem formação moral e intelectual adequada, e sem condições de adquiri-la, que pratica uma ação pecaminosa, pode ser isenta de culpa por se enquadrar no caso da chamada ignorância invencível.

Por outro lado, existe também a ignorância afetada, quando a pessoa tinha condições de conhecer a verdade, mas por interesse próprio, simplesmente para poder pecar, preferiu não conhecê-la. Neste caso, o indivíduo peca ainda mais gravemente.

Na prática, quais os efeitos do pecado mortal sobre a pessoa que o comete? Como visto, a exclusão do Reino de Deus e a morte eterna no inferno, já que a nossa liberdade é radical: temos até mesmo o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. – Após esta vida entraremos na eternidade, libertos do fator tempo; no estado em que deixarmos este mundo, permaneceremos, em estado de graça ou não, – unidos a Deus ou aos seus inimigos, numa realidade em que não há ontem nem haverá amanhã. Estaremos plena e perenemente com Deus ou separados dEle, sem tempo, sem mudança, sem variações.


Johann Heinrich Füssli, "O pecado seguido da morte" (1794-1796)

E quanto aos pecados veniais? Seriam estes inofensivos, desprezíveis? Muitos entendem que apenas os pecados mortais devem ser prevenidos, evitados e confessados, imaginando que os pecados veniais não seriam importantes e/ou seriam perdoados "automaticamente". Esta linha de pensamento não corresponde à realidade, pois um pecado mortal muitas vezes é gerado por uma quantidade de pecados veniais cometidos antes. O pecado venial, embora pareça sem importância, é um passo que conduz ao abismo. Diz o livro do Eclesiástico: “Quem despreza as coisas pequenas, pouco a pouco cairá” (19,1). Aquele que, despreocupadamente, se entrega à prática dos pecados veniais, despreza as coisas pequenas. Pouco a pouco se dispõe a cair totalmente, até naufragar de vez nas águas pútridas e fétidas do pecado mortal.

Um após outro, os pecados veniais levam o indivíduo ao abismo, que é o rompimento da amizade com Deus. Para explicar melhor como se dá a ação dos pecados veniais, o Catecismo cita Santo Agostinho :

"O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os consideres insignificantes; se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los! Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um grande número de grãos faz um montão. Qual é então a nossa esperança? Antes de tudo, a Confissão... [Sto. Agostinho, In epistulam Iohannis Parthos tractatus, 1, 6: PL 35, 1982]" (CIC §1863)

Portanto, para evitar o rompimento da amizade com Deus, ou seja, evitar cometer um pecado grave, é preciso combater os chamados pecados veniais, os quais são passos em direção ao abismo. E muitos passos juntos percorrem quilômetros. Nesse sentido, o Sacramento da Confissão é o único remédio eficaz, que pode refrear essa triste caminhada ou íngreme descida, rumo ao abismo definitivo que chamamos Inferno.


Com pequenos passos, um após o outro,
percorre-se um longo caminho

Uma reflexão final: porque é tão difícil combater o inimigo de todos nós, o inimigo da vida e da humanidade, Satanás, com seus anjos? Se queremos seguir o Caminho, que é Jesus, e sermos fiéis a Deus, vivendo uma vida de bem-aventuranças e alcançarmos por fim a vida eterna, por que voltamos sempre a tropeçar, e nossos passos se desviam? A resposta é simples: é assim porque os demônios nos atacam com uma arma terrível e formidável: o prazer. Sim. Via de regra, o pecado é prazeroso, e se não fosse não seria tão perigoso.

Façamos uma brevíssima análise dos pecados capitais: gula; luxúria; avareza; ira; inveja; preguiça; orgulho ou soberba. Todos eles capturam a pessoa humana, direta ou indiretamente, pelo prazer, – seja o prazer de comer e beber (gula); o prazer desordenado do sexo (luxúria); o apego ao dinheiro e, consequentemente, aos inúmeros prazeres que nos pode proporcionar, inclusive o prazer de ter poder (avareza); seja na inveja do nosso próximo, que tem ou vive uma situação mais prazerosa que a nossa; na ira que invariavelmente explode quando algo ou alguém nos submete a uma situação de privação de prazer ou prazeres; seja a delícia de não fazer nada, sem ter nenhum compromisso (preguiça) ou a satisfação egoísta de se sentir superior ao próximo (orgulho).

O prazer escraviza. Uma vida em pecado é uma vida de escravidão. Uma velha canção popular perguntava: "Será que tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda?". – Quanto mais escravizados, mais forte a sensação de "não posso fazer nada do que gosto". – Quanto mais nos tornamos realmente livres, porém, mais compreendemos o verdadeiro significado da palavra liberdade, tão distante de libertinagem.

"O pecado cria uma propensão ao pecado; gera o vício pela repetição dos mesmos atos. Disso resultam inclinações perversas que obscurecem a consciência e corrompem a avaliação concreta do bem e do mal. Assim, o pecado tende a reproduzir-se e a reforçar-se, mas não consegue destruir o senso moral até a raiz." (CIC §1865)

Entregar-se ao pecado é verdadeiramente o completo oposto de ser verdadeiramente livre. – O prazer do pecado parece bom por um momento, mas dura pouco e, depois que acaba, o pecador continua, por um lado, o mesmo, e por outro, ainda pior: continua vazio, e um pouco mais escravo.

Claro que uma vida sem pecado não precisa ser, necessariamente, uma vida completamente destituída dos prazeres deste mundo. Não somos máquinas, e nossas mentes e almas precisam de descanso. Pequenos prazeres e distrações, de vez em quando, são sem dúvida benéficos. Somos, sim, livres, e tudo nos é permitido, dentro daquilo que nos convém enquanto cristãos. "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma" (1Cor 6,12). – A grande arte da alma livre é, justamente, aprender a não se deixar dominar por nada e nem por ninguém, porque deve obediência somente a Deus.

Consta que certa vez um penitente perguntou ao santo Padre Pio de Pietrelcina como distinguir uma tentação de um pecado, e como se pode estar certo de que não pecou. Padre Pio sorriu e respondeu: "Como se distingue um burro de um homem? O burro tem de ser conduzido; o homem conduz a si próprio".
ofielcatolico.com.br

34 comentários:

  1. Não há dúvida que o pecado é uma coisa lamentável na vida de um cristão, por isso peçamos ao nosso bom Deus que nos ajude.

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    1. Verdade viu Jose.so Deus que pode nos ajudar a ser forte diante do pecado.

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  2. Caros amigos irmãos em Cristo Jesus, leitores deste maravilhoso Apostolado
    Venho pedir-vos que assinem uma petição da CitizenGO (http://www.citizengo.org/pt-pt/10868-paremos-missa-negra-oklahoma), com a finalidade de parar uma “missa negra” que está programada para o próximo dia 21 de Setembro, no centro cívico de Oklahoma. O delinquente sexual Adam Daniels solicitou o aluguel do centro para realizar o ato sacrílego e obteve a permissão necessária.
    Mais informações no site indicado. E vamos repassar para os nosso irmãos fieis católicos.
    Que Deus nos livre destas aberrações!
    Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
    André

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  3. em todos momentos de nossa vidas pecamos mais se reconhemos que pecamos ja é um bom começo para conversão.

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  4. o que acontece em vida e depois da morte com uma pessoa que comete um pecado leve, mas não se arrepende nem confessa?
    Andre Gouvea

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    1. Se ela não creu no Senhor Jesus, vai para inferno. O único que pode nos salvar é Cristo, independente de pegado leve ou grande, que na verdade é apenas uma tradição, pois você não vai encontrar na Bíblia onde lista pecados e seu nível de gravidade.

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    2. Um dia eu acreditei nisso também, anônimo, – que todo pecado é igual, que não existe pecado maior ou menor. – Um "pastor" me disse e eu acreditei, e você não imagina o mal que me fez crer nisso (por muitos anos).

      Era simplesmente terrível imaginar que aquele pequeno exagero ocasional no comer, aquela palavra dita sem pensar ou aquele olhar indiscreto fossem pecados tão graves quanto assassinar uma pessoa, por exemplo. Isso não quer dizer que os pecados veniais (menos graves) estejam "liberados", muito pelo contrário: eles são a porta de entrada para a perdição da alma, e o verdadeiro fiel católico evita o pecado venial tanto quanto evita o mortal. Mas que existem diferenças, disso não há dúvida.

      Se você é um adepto da Sola Scriptura, como me parece, veja que essa sua ideia contraria frontalmente a Sagrada Escritura. Como sempre, os ditos "pastores evangélicos" se comportam como seres meio cegos, que só enxergam certos trechos da Bíblia, mas não conseguem ver uma série de outras passagens muito claras (aquelas que contrariam suas doutrinas particulares).

      Por acaso Nosso Senhor Jesus Cristo não disse aos fariseus: "Oxalá fôsseis cegos! Mas, porque pensais ver, o vosso pecado é maior" (Jo 9,41).

      Jesus está dizendo claramente, com todas as letras, que o pecado dos fariseus é maior. Logo, existem pecados menores e outros menores.

      O Cristo também diz aos Apóstolos:

      "Se alguém não vos receber, nem der ouvidos às vossas palavras, assim que sairdes daquela casa ou cidade, sacudi a poeira dos vossos pés. Com toda a certeza vos afirmo que haverá mais tolerância para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquelas pessoas." (Mt 10,15)

      Aqui o Senhor diz que haverá mais rigor para alguns e mais tolerância para outros, conforme a gravidade dos seus pecados. Isso mostra não só que há pecados maiores e outros menores como também que haverá castigos proporcionais aos pecados cometidos.

      Mais: no Evangelho de Lucas (12,10), o Senhor diz que o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoado. Outros pecados serão perdoados, – até mesmo a blasfêmia contra o próprio Jesus, – mas o pecado contra o Espírito Santo não. Isto prova que existem pecados mais graves, outros menos graves. A blasfêmia contra o Espírito Santo é um pecado gravíssimo, possivelmente o pior, porque é o único classificado pelo Senhor como imperdoável.

      Perceba, anônimo, que você não deve confiar na interpretação que o "pastor" da "igreja" da esquina faz da Bíblia, – aquela nova "igreja" que algum homem inventou por conta própria, – mas sim buscar a correta interpretação daquela que a produziu e canonizou a mesma Bíblia: a Igreja Católica, inspirada pelo Espírito de Deus.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    3. caro Henrique,

      Poderia me explicar, se não for incomodo, qual é esse pecado contra o Espírito Santo, que é imperdoável? eu não entendo muito bem dele.

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    4. “Todo aquele que tiver falado contra o Filho do Homem obterá perdão, mas aquele que tiver blasfemado contra o Espírito Santo não alcançará perdão.” (São Lucas 12, 10)

      No texto paralelo do Evangelho segundo São Marcos reza:
      "Em verdade vos digo: todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias; mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno." (3, 28-29).

      Simplificando podemos dizer: Todos os pecados serão perdoados ao homem, mas aquele que peca contra o Espírito será culpado de um pecado eterno.

      No que incide pecar contra o Espírito Santo de Deus? O fiel católico ter conhecimento das verdades cristãs, ter ciência de um Dogma de fé, pode até não aceitá-las ou até mesmo não aderir às verdades, mas o que um fiel católico não pode é NEGÁ-LAS, BLASFEMAR CONTRA ELAS.
      Vejamos o que diz o CIC sobre blasfêmia:
      § 2148 A blasfêmia opõe-se diretamente ao segundo mandamen¬to. Ela consiste em proferir contra Deus interior ou exteriormente - palavras de ódio, de ofensa, de desafio, em falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o respeito ao abusar do nome de Deus. São Tiago reprova "os que blasfemam contra o nome sublime (de Jesus) que foi invocado sobre eles" (Tg 2,7). A proibição da blasfêmia se estende às palavras contra a Igreja de Cristo, os santos, as coisas sagradas. É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas criminosas, reduzir povos à servidão, torturar ou matar. O abuso do nome de Deus para cometer um crime provoca a rejeição da religião.
      A blasfêmia é contrária ao respeito devido a Deus e a seu santo nome. E em si um pecado grave.

      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Vinde Espírito Santo de Deus!




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    5. A blasfêmia contra o Espírito Santo consiste no endurecimento do coração, ou seja, o pecador se recusa a receber o perdão de seus pecados e, consequentemente, não acolhe a salvação. Deus, infinitamente Misericordioso, oferece o perdão a todos nós, porém não força ninguém a aceitá-lo. Não há pecado que a Igreja não possa perdoar, mas a pessoa que morre impenitente acaba por pedir sua própria condenação.

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    6. Se me permitis, também quero dar os meus dois centavos sobre esse negócio de ''pecadinho e pecadão'':

      ''Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.'' (João 19,11)

      ''Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por este. Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte.'' (1 João 5,16-17)

      Paz e Bem!

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  5. Pela primeira vez eu consegui tirar a minha dúvida sobre esse assunto. antes eu ficava sempre com duvida na hora de confessar . uma pergunta: quando eu confessei e depois de confessar lembrei de um pecado grave que eu cometi a m uito tempo e nunca confessei, eu posso ir na missa?

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    1. Prezado irmao anonimo! Quando estiver no confessionario,depois de falares tudo antes do pe dar o conselho tu dizes: Peco perdao pelos pecados que confessei,e dos q eu nao me recordo. Assim podes ficas aliviado(tem de ser exquecimento nao por vergonha)

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    2. Ir à Santa Missa você pode e deve sempre, anônimo. O que você não deve fazer é se aproximar da Mesa da Eucaristia para comungar sabendo que cometeu um pecado grave e propositalmente não o confessou. – Em outras palavras, é preciso estar em estado de graça para comungar Corpo e Sangue de Cristo.

      Quanto a isto, se você realmente esqueceu de confessar aquele pecado (e não deixou de confessá-lo por vergonha ou desleixo), então pode comungar, desde que se comprometa a confessar este pecado esquecido na próxima confissão. Evidentemente, esta próxima confissão deve ser feita o quanto antes.

      Muito obrigado ao anônimo que ajudou a elucidar a questão. Muitas pessoas têm esta dúvida. Estamos elaborando uma postagem específica sobre o tema.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    3. Só complementando, não basta o estado de graça para comungar. De acordo com o cânon 916 do Código de Direito Canônico, "quem estiver consciente de pecado grave não celebre Missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer previamente a confissão sacramental, a não ser que exista uma razão grave e não tenha oportunidade de se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que tem obrigação de fazer um acto de Contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes." Observação: "celebrar a Missa" refere-se ao padre.

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    4. Prezado Renan: permita-me uma observação. "celebrar a Missa" não refere-se apenas ao padre. Todos os fieis celebram a Missa juntamente com o padre. Este, claro, é o dirigente da Santa Eucaristia (Instrução Geral do Missal Romano-27).

      Esio Firmino

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  6. Boa noite ( manhã ?).Estou muito fraco espiritualmente e sinto-me péssimo.Sofro de depressão , ansiedade , ira ( infundada) e , lá no fundo sei que está não é minha essência.
    Não quero acreditar que possam ter forças malignas agindo sobre mim , mas , ao mesmo tempo não encontro explicação por não conseguir rezar!!!!!!Fujo de tarefa tão simples e que poderia me ajudar muito!!!
    Estou confuso , minhas atitudes não correspondem com minha personalidade ( acho que não).
    Qualquer tipo de ajuda , seja uma simples palavra ou um " roteiro" a seguir me seria de enorme valia.
    Sou Católico de Batismo e de todas as crenças/religiões o Catolicismo foi sem dúvida o mais coerente que encontrei.Assim justifico o motivo de fazer este pedido aqui.

    Um abraço fraterno a todos,

    Fabio.

    P.S. Não sei como funciona este negócio de OPEN ID , Conta Google , Gmail.Enfim , não sei como interagir , estou mandando em Open ID sem meu sobrenome pois , apesar de saber que é bobagem , meu orgulho não me permite me " abrir totalmente de primeira".

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    1. Salve Maria, Fabio,

      É difícil ajudá-lo assim, à distância. O melhor conselho que eu poderia lhe dar é que procure um bom diretor espiritual. Se me disser a sua localização, talvez eu possa ajudá-lo nesse sentido.

      Por outro lado, é claro que uma conversa aberta por aqui, trocando experiências com outros irmãos católicos num site como este, também poderá ajudar muito. De imediato posso lhe dizer que o melhor jeito para vencer as dificuldades para rezar (como a preguiça, a má-vontade, o desânimo, a falta de fé...), é simplesmente parar, nem que seja por um ou dois minutos, a qualquer hora do dia, e rezar!

      Existem pessoas que só sentem que estão rezando se recitarem determinadas fórmulas (algumas bastante longas, como é o caso do Rosário). Não há nenhuma sombra de dúvida de que rezar o Rosário (ou o Terço) é prática piedosíssima que traz frutos espirituais incomensuráveis. Mas é preciso entender que cada caso é um caso, e para uma pessoa que encontra grande dificuldade para rezar, provavelmente não será um bom começo.

      Então, tente começar com algumas jaculatórias (orações brevíssimas e muito simples), que você repita ao longo do dia, como a invocação do Nome de Jesus:

      "Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, tende piedade de mim, que sou pecador!".

      Outras invocações parecidas também são válidas:

      "Ó Maria , concebida sem pecado , rogai por nós que recorremos a vós."

      "Sagrado Coração de Jesus , eu tenho confiança em Vós."

      Além disso, ao acordar ou antes de sair de casa para trabalhar, por exemplo, você pode recitar esta breve oração:

      "Todos os meus pensamentos, todas as minhas palavras e obras deste dia, eu vos ofereço, Senhor, e a minha vida inteira por amor. Amém."

      Ou esta outra:

      "Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que Vos ofender. Por amor de Vós, amo o meu próximo como a mim mesmo."

      Anote algumas destas orações num papel que esteja sempre ao seu alcance e procure criar o hábito de rezar. Evidentemente, você também pode e deve elevar a Deus suas orações espontâneas, expondo suas angústias e dificuldades a Nosso Senhor, pedindo o auxílio da Santíssima Virgem e a proteção do seu Anjo da Guarda.

      Bem, por enquanto é isto. Mantenha contato e vamos conversando.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Poxa Henrique , muito obrigado pela rápida resposta!!!
      Quando mencionei a dificuldade não consegui passar a dimensão desta.Para mim é óbvio que orar melhoraria de imediato e , pasmem , não faço!!!!
      Não quero entrar em assuntos como exorcismo , possessão , etc , por outro lado não entendo porque tamanha " preguiça" pra fazer algo facílimo e que me fará muito bem.
      Henrique , procurei orientação com o Padre da Igreja aqui perto de casa ( Alto de Pinheiros , São Paulo) e também em Igreja mais distante.Me desculpe se o comentário soa agressivo, fato é que senti um atendimento " em massa" , entende?Mais ou menos como anda a Medicina hoje em dia, isto me fez recuar.
      Vou aprender a rezar o Terço ou o Rosário , pois por mas contraditório que possa parecer , estabelecer 3 horários ao dia creio que me será mais fácil de cumprir do que a oração - pelo coração - por assim dizer.Se lograr êxito acredito que a " obrigação se tornará necessidade !!!
      Mais uma vez agradeço as palavras e me desculpo pela invasão do seu perfil .

      Abraço Fraterno,

      Fabio

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    3. Infelizmente há sacerdotes desleixados, que só querem despachar o fiel. Mas não desanime, Deus está vendo seu esforço.

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  7. Quem comete , um pecado mortal,por exemplo assassinato,aborto,fornicaçao podera ser perdoado?Esta na biblia?

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    1. A Igreja pode perdoar qualquer pecado, contanto que o penitente realmente se arrependa, esteja disposto a não cometê-lo de novo e busque a confissão. "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." (Mt 16, 18-19)

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    2. A igreja não perdoa, quem perdoa é cristo!

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    3. CRISTO perdoa através da Igreja.

      Sidnei.

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  8. Se estiver em pecado mortal, posso ir a Santa Missa

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    1. Pode e deve, pois se faltar as missas dominicais e de preceito estará cometendo outro pecado grave.

      Mas faz um exame de consciência, um propósito de não pecar mais e corra para os braços misericordiosos do Pai, através do Sacramento da Penitência (Confissão).

      Paz e Bem!

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  9. pode ir sim, porém comungar não, estaria assim comprando sua própria condenação. O que deves fazer, anônimo, o mais rápido é confessar-se para voltar ao estado de Graça, e assim pelos méritos de Cristo, merecer o céu.

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  10. E se comungar em estado de pecado mortal se pode obter o perdão. Se naquele momento VC não se sentia atormentado por ele .

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    1. Não importa o que se sente. Isso de sentir não quer dizer nada. Até o demônio manipula os sentimentos. Se tem certeza de que cometeu o pecado e ainda por cima fez isso, deve se arrepender e correr ao confessionário.

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  11. Que Deus tenha misericórdia de nós e que tenhamos intimidade com o PAI pela vida eterna!

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  12. Trata mal as pessoas e depois se arrepende é pecado?

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    1. Tudo que te afasta de Deus e dos seus caminhos é considerado pecado!

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  13. Olá, boa noite! Estou tão perdida e gostaria de uma luz.
    Sou de família Católica e eu conheci um rapaz árabe/Muçulmano que esta no Brasil a 6 anos ele tem uma filha de 3 anos e esta se divorciando da esposa que é brasileira!! Estamos muito envolvidos a um tempinho, ele quer se casar comigo, falou também que ele não se importa se sou católica ele disse também que os futuros filhos vão saber que existe um Deus que perdoa e Salva eu quero saber se estou pecando me envolvendo com uma pessoa de outra religião.. eu me sinto perturbada com essa história.. o que eu faco?? Sinto que estou sem juízo, me sinto perturbada com a situação que eu me encontro sei que ele gosta de mim.. ele se casou na religião dele.. mais ele diz que se. Casaria na minha religião so pra me ter.. e eu expliquei que não deve só casar na religião católica por causa de mim, tem que realmente sentir a necessidade.. eu me envolvendo com ele assim estou pecando??

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  14. Um católico não pode casar com uma pessoa de outra religião. Sim, está pecando, só o fato de procurar alguém fora do catolicismo mostra que você quer mais fazer a tua vontade do que a de Nosso Senhor... Você quer que seus filhos vão para o inferno? O motivo principal do matrimonio é a prole e depois ajuda mútua para ir ao céu. E isso vale muito mais do que estragar a alma por uma paixão. Outro problema grave, ele já era casado, casamento é pra sempre, une os corpos até a morte, todo mundo tá careca de saber e ignora querendo ser feliz aqui que passa rápido, mas o inferno é pra sempre.

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