Sínodo Pan-Amazônico: um flagelo para os fiéis católicos



PARA QUE NOSSO SENHOR instituiu sua Igreja? Para ser o seu reflexo, sua continuidade no mundo, para ser o mais privilegiado canal de Comunhão que os homens teriam com Ele até o fim dos tempos. Quando a Igreja não realiza esta sua missão, quando não cumpre o objetivo principal para que foi fundada, os homens que têm fome e sede de Deus se confundem, quedam-se perdidos e horrorizados, sem saber o que fazer. Piedosos católicos, por fim, afastam-se, deixam de corresponder aos chamados da hierarquia, desses que deveriam ser os seus zelosos pastores. Ou então, ainda mais grave, tornam-se rebeldes, hostis, fazem oposição – não por algum mal sentimento, não porque queiram, não porque sejam traidores ou rebeldes (claro, existem também os traidores e os rebeldes no meio de toda a confusão criada) – mas porque não sabem mais o que fazer e nem para onde ir, como ovelhas sem pastor; voltam-se então contra essa hierarquia da Igreja, que já não reconhecem (horror dos horrores!) porque amam  a Deus e porque o zelo pela sua Casa os consome.

Para este povo fiel e católico, que anseia por santidade, por conhecimento das coisas santas e por  Comunhão com o seu Senhor, essa “igreja amazônica” que acabam de inventar representará o Corpo Místico de Cristo? Estará de acordo com aquilo que eles leem nas páginas sagradas das Escrituras? Será um reflexo autêntico da Tradição apostólica? Concordará com o exemplo deixado pelos Santos? Ou é apenas paganismo e heresia infiltrados na Igreja, algo que começou com uma fumaça satânica que penetrava por alguma fresta e que agora se tornou um incêndio apavorante e aparentemente incontrolável?

A resposta aparece nas reações de milhares ao redor de todo o globo terrestre, nos protestos de gente que antes apenas se afligia e rezava, mas agora protesta, porque já entendeu que é preciso fazer alguma coisa, e com extrema urgência! Os meios oficiais de comunicação da Igreja, dentro e fora do Vaticano, estão sendo bombardeados: a página do Facebook do Vatican News baniu centenas devido aos comentários furiosos contra tantas profanações, blasfêmias e heresias praticadas durante o Sínodo. Nas redes sociais, nem se fale.

Consolidou-se uma divisão nunca vista entre católicos: os que são contra e a favor do Papa; os que defendem e os que criticam; os que acham que se deve respeitar acima de tudo e os que entendem que  é a nossa obrigação reagir por amor a Cristo; os que preferem "errar com o Papa do que contra ele" e os que preferem acertar ao lado dos outros 265 Papas anteriores, que ensinaram o contrário do que este ensina...

Independente de qualquer coisa, o esquadrão dos cleaners já não consegue mais explicar nem justificar, nem fazer crer que tudo está bem, que não há nada de muito estranho acontecendo na Casa de Deus. O próprio Papa os desmentiu em público, recentemente, quando tentaram convencer o mundo de que a horrível carranca posta nas igrejas nada tinha que ver com a entidade pagã Pachamama, mas que era apenas uma representação amazônica "da paz" (ou até de Nossa Senhora em versão indígena). “Gostaria de lhes dizer uma palavra sobre as estátuas da Pachamama que foram levadas da igreja em Traspontina...”, disse Francisco ao concluir a 15º Congregação Geral na tarde de 25 de outubro, na Sala do Sínodo, segundo informou a Sala de Imprensa da Santa Sé (veja).  E concluiu: “(...)Antes de tudo, isso aconteceu em Roma e, como Bispo da diocese, peço perdão às pessoas que se sentiram ofendidas por este gesto”.

De fato, a mais alta hierarquia da Igreja parece ter partido para a hostilização do povo católico que quer se manter fiel à Tradição. Não há a mínima preocupação com aqueles que se ofenderam com a colocação das imagens! Estes não merecem consideração alguma, nem explicação, nenhuma palavra sequer. É o mesmo Papa que, ainda recém-eleito, ao fim de uma entrevista recusou-se a dar a benção pontifícia aos católicos de fé que o pediam, em consideração aos ateus presentes(!). Alguém ainda se lembra disso?

Francisco disse ainda que as críticas ao Sínodo provêm de "uma elite" que, na visão dele, aparentemente não merece atenção. É uma inversão completa da realidade objetiva ou o quê? É o Papa, acompanhado de um grande séquito de cardeais, arcebispos, bispos, fundações milionárias, respaldo de acadêmicos, de políticos de esquerda e organizações internacionais, mas ele diz que "elite" é o povo católico que quer crer no que a Igreja sempre ensinou!

Não. O Papa  Francisco, tido como tão "humano" e tão "sensível", não demonstra a menor sensibilidade ou preocupação para com os fiéis católicos que se sentiram agredidos por tantos elementos pagãos dentro de suas igrejas. Um pontífice supostamente muito caridoso e extremamente "humilde" não demonstra nenhum traço de humildade ou de caridade perante aqueles que se sentem perdidos, confusos, que estão perdendo a fé, muitos pensando em migrar para alguma seita, sem entender porque aquilo que sempre lhes foi sagrado agora é pisoteado. Pior ainda, na homilia da Missa de encerramento do Sínodo, Francisco colocou em nível inferior os atos de piedade tradicionais, taxando aqueles que os praticam de seguidores d“a religião do eu".

Enquanto isso, até o famigerado “pai-nosso dos mártires”, cantado pelas CEBs na década de 80, foi entoado em Transpontina. O clima rançoso de uma Teologia da Libertação ultrapassada e inadmissível foi o ambiente que se respirou nos dias desse Sínodo. Os revolucionários sinodais são absolutamente alérgicos a tudo o que lembra catolicismo e Tradição, mas são exemplarmente fervorosos para com essas ideologias fracassadas e antigas, de décadas passadas, ideologias que nunca deram certo e que não se reproduziram, por isso, nas gerações seguintes. 

Cria-se uma divisão cada vez mais e mais indisfarçável. Fogem as ovelhas, está fendido o cercado. Mas nas dioceses e congregações em que prevalece a Teologia da Libertação, tudo é morte! Não há mais vocações. Assim como no Evangelho, eles repetem o milagre da figueira seca: “Jamais nasça fruto de ti”, disse o Cristo (Mt 21,19). Por outro lado, nos lugares em que se reacendeu a chama da Fé de sempre, mesmo que por vezes acompanhada de falhas, radicalismos, exageros e sentimentalismos, as vocações voltaram a aparecer. O clero jovem não quer ter nada a ver com a teologia da libertação! E os bispos sabem disso, mas ficam de mãos atadas: precisam de padres, mas os que aparecem são “conservadores”.


A vez e a voz dos leigos


Os padres que levantam sua voz contra Francisco são punidos. Mas a verdadeira reação não é oriunda do clero – amordaçado por uma patrulha criada para inibir qualquer crítica – e sim do povo, e essa não é uma prerrogativa de grupos tradicionalistas. O Vaticano simplesmente não sabe o que fazer com tantos protestos. Finge que são brados isolados, como a esquerda sempre fez e faz: rotula-os como psicóticos, mas não têm o que fazer contra uma reação assim autêntica.

Por isso, precisamos entender e nos convencer de que esta é a hora dos leigos. Não podemos recuar, não podemos desanimar. Há uma grande parte do clero que, apesar de não dizer nada, apoia-nos tacitamente, ao menos com o seu silêncio. Existem aqueles padres bajuladores e carreiristas, mas que também fazem corpo mole diante do progressismo de Francisco, pois não querem se indispor com o povo. Afinal, o Papa está em Roma.

Agora é hora de gritarmos, de nos manifestarmos pelas redes sociais e de não nos acovardarmos em um silêncio cúmplice. Não entregaremos a nossa Religião no colo do demônio. Não ficaremos inertes enquanto querem nos recrutar, enquanto Igreja, nas fileiras dos maiores inimigos de Cristo.

Deus é eterno. Ele não precisa se apressar. Contudo, Ele é Onipotente, o que significa que esta grande provação da Igreja pode demorar séculos ou pode acabar rapidamente. Não nos esqueçamos de que os sofrimentos da Paixão de Nosso Senhor foram intensíssimos, mas a sua Ressurreição aconteceu em apenas três dias.

Não curvemos nossas cabeças diante de Baal. Sejamos firmes em nossa resistência. Não deponhamos armas! Hoje, precisamos é de coragem, Fé irredutível e inquebrantável em Nosso Senhor e em sua Igreja, sobre a qual nunca prevalecerá o Inferno, e na promessa da Santíssima Virgem, de que ao fim triunfará o seu Imaculado Coração. Precisamos apenas de um zelo destemido pela Casa de Deus!

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Ref.:
Fratres in Unum, 'Sínodo Pan-Amazônico, um balanço', em:
https://fratresinunum.com/2019/10/28/sinodo-pan-amazonico-um-balanco/
Acesso 28/10/2019

4 comentários:

  1. Henrique, eu hoje vendo um vídeo do Bernardo Kuster (cara este sensacional, que merece nossas orações e nossa ajuda) eu me senti mal, de verdade e me lembrei da passagem onde Nosso Senhor diz "Quando eu voltar, será que ainda encontrarei fé sobre a Terra"?
    É inadmissível o que vem acontecendo com nossa Santa Igreja e sim, é a hora do povo Leigo levantar a voz, temos muitos padres ao nosso lado, mas infelizmente estes são amordaçados por estes cânceres que estão na Igreja.
    Não deixaremos, nem que para isso voltemos a ser somente 12.

    Que Deus, em Sua Infinita Misericórdia, te dê forças, meu amigo, em continuar com este lindo trabalho na internet, atualizando as pessoas e nos guiando a resistirmos contra a fumaça do demônio, que está se tornando um incêndio de grandes proporções.
    No fim acredito piamente nas palavras de Nossa Senhora que dizia "POR FIM, MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ".

    Que os Santos, Santa Teresinha, Santa Gemma, Santa Rita, São Francisco, São Judas Tadeu, São João Dom Bosco, e todos os SAntos intercedam pela igreja que tanto amaram e continuam amando e que muitos deram suas próprias vidas.

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  2. II-Parte:
    No primeiro caso, Jesus quando prometeu aos Seus Apóstolos estabelecer na terra a Sua Igreja (Mt. 16,13-19), também disse e confirmou no versículo 18 : “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” e, assim nos mostrou que com Ele, nada devemos temer pois, Ele não só converteu Constantino Imperador Romano da época mas, venceu o demônio convertendo todo o Império Romano ao cristianismo que, na terra para os cristãos, era o próprio inferno.
    No segundo caso, Jesus mais uma vez, diretamente com Seu poder divino, por intercessão de Nossa Senhora do Rosário e, com muitas orações dos católicos da época, em defesa da esquadra cristã católica que na Batalha de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, apesar de inferior em nº de naves, os cristãos católicos, sem a ajuda dos protestantes que se negaram a ajudar a defender a Europa e o ocidente, venceram fragorosamente, a poderosa esquadra turca.
    Portanto meus irmãos, acalmem vossos corações e rezem muito pela Igreja e por vocês, antes de emitirem opiniões que possam se arrepender depois e, deixem o Santo Padre cumprir sua missão de bom pastor, não, para as boas ovelhas mas, para aquelas perdidas e necessitadas, como Cristo, o Bom Pastor, nos disse:” “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” (João 10,16). Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros." (São João 13,34 ). Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros." (São João 13,34 ).
    Paz e bem.
    Sebastião Farias
    Leigo católico

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  3. Meus irmãos, bom dia. Faço votos, que de vossas apreciações nesta matéria, resultem santas ideias aperfeiçoadas de fácil entendimento popular, que nos ampare como cristãos e cidadãos, a entendermos nossas responsabilidades e direitos, com maior clareza e, em função disso, a tomarmos uma atitude racional, na defesa da criação de Deus e da Amazônia, que nos foi confiada por Deus, da vida plena com dignidade, da fraternidade e misericórdia humanas.
    Assim, para ajudar biblicamente a abrir os olhos daqueles que têm olhos mas não vêm, és alguns argumentos bíblicos que provam e que amparam, a Igreja de Cristo e todos os cristãos, a defenderem a Criação de Deus, o Meio-Ambiente e a Amazônia, o Criador e Autor de todas as coisas: "O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden, para cultivar o solo e o guardar." (Gênesis 2,15).
    Também está dito no Salmo de Davi: “Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou." (Salmos 23,1-2).
    A terra e a criação pertencem a Deus, que nos acolhe e nos abriga igualmente, sem discriminação ou privilégios, vamos cuidar dela: “A terra não se venderá para sempre, porque a terra é minha, e vós estais em minha casa como estrangeiros ou hóspedes" (Levítico 25,23 ). Ora, se somos inquilinos e hospedes, quer dizer que não somos o dono da casa (a Terra), que é de Deus. Logo, o mínimo que temos que fazer como gratidão, ao favor que recebemos Dele, enquanto moramos nessa casa (a Terra) que não é nossa, é cuidarmos bem dela (por ser nossa casa comum), mantendo-a limpa, habitável e conservada, para que quando dela (a nossa casa comum) partirmos, os outros inquilinos (as gerações futuras) que vierem, possam sentir-se bem hospedados.
    Que a graça de Deus e a paz de jesus Cristo, esteja com todos nós. Orem por nós, pela Igreja de Cristo e pelo Papa, quanto aquilo que foge ao nosso entendimento, não se perturbem, isso não significa nada para Nosso Senhor Jesus Cristo, não se perturbem nem percam a fé. Nos momentos mais difíceis para a Igreja Católica Apostólica Romana e para o cristianismo, seja na época das perseguições aos cristãos pelo Império Romano, como no Século IV ou, quando os poderosos turcos arrogantes, soberbos e autossuficientes, ameaçaram a sobrevivência do cristianismo, da ICAR e da cultura ocidental, no Século XVI.
    Paz e bem.
    Sebastião Farias
    Leigo católico

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    1. Meu caro xará Sebastião, o problema todo tem muito pouco – para não dizer que não tem absolutamente nada – a ver com ecologia ou preservação da natureza, da "casa" que nos foi dada ou coisa parecida.

      Aliás, a concepção de que seríamos "inquilinos" no planeta Terra é espúria: o mundo com tudo o que contém foi feito para o ser humano, e Deus ordenou diretamente que o homem dominasse sobre a natureza, e não o contrário.

      “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom”. (Gênesis 1,26)

      Fomos criados para dominar a Terra. Não somos como "hóspedes", isso é absurdo: somos o ápice da Criação.

      Claro e evidente que devemos preservar o planeta e cuidar bem de toda a natureza. Ninguém o nega. Mas o problema real, o que nos ameaça agora, e que honestamente me parece bem claro no texto em questão, é a profanação da Fé cristã. É a introdução de ídolos nas igrejas, é a clara negação da Doutrina de sempre em nome de um socialismo pintado de verde.

      Devemos rezar, sim. Sempre. Mas, como eu disse em uma outra ocasião, foram-se os tempos em que rezávamos pelas intenções do Papa. Hoje, precisamos rezar não pelas suas intenções, mas pela sua conversão.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

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