Sobre a Campanha CNBB - LGBT da Fraternidade 2021


 



Por Igor Andrade – Fraternidade Laical São Próspero


“Quem não quiser trabalhar não tem o direito de comer.” (II Tes 2, 10)

O quinto mandamento da Igreja Católica é “Ajudar a Igreja em suas necessidades”, também conhecido como “pagar o dízimo segundo o costume”.

Desde o Antigo Testamento, Deus manda que o povo pague o dízimo (ou a décima parte) de todos os seus bens aos seus ministros, os sacerdotes. E isso é justo, uma vez que os sacerdotes trabalham em prol do povo – fazendo sacrifícios de louvor, sacrifícios expiatórios, ensinando a doutrina, administrando os sacramentos, socorrendo o povo na medida do necessário, e muito mais.

Com o Advento de Cristo, porém, este ponto da Lei foi levemente alterado. Não precisamos mais pagar a décima parte dos nossos rendimentos, mas sim ajudar a Igreja em suas necessidades, sejam elas espirituais, sejam elas materiais. Por este motivo, é um dever grave dos leigos católicos pagar o dízimo (ainda que não seja 1/10 do salário), porque quem deu mais a Deus foi a mulher com suas duas moedas, e não aqueles que deram o que lhes sobrava (Cf. Lc 21, 2-3).

Os leigos têm o dever de ajudar materialmente os clérigos (diáconos, padres e bispos) e estes têm o direito de receber tal ajuda para suprir suas despesas (conta de água, luz, gasolina, alimentação, internet, roupas, paramentos litúrgicos, etc.). 

Então é isso? Devemos pagar o dízimo e dar a oferta durante a missa? Só? Assim cumprimos o preceito? Não exatamente.

O direito dos clérigos deriva de um dever, porque os clérigos são trabalhadores, servos de Cristo. E o trabalhador merece seu salário... na medida em que trabalha. Por isso São Paulo diz aos Tessalonicenses que “quem não quiser trabalhar não tem o direito de comer”.

Infelizmente, como eu disse há uns anos nesse texto, muitas dioceses viraram repartições públicas: existem, mas não funcionam. Não funcionam porque seus funcionários têm seu salário garantido e, na prática, não precisam dar resultados nem prestar contas dos seus serviços (nesta vida, porque para entrar na outra vida, passarão por um julgamento do qual não poderão escapar).

Por este motivo, de uns anos pra cá, o Sindicato dos Bispos do Brasil, digo, a Conferência Nacional dos Bolcheviques Bispos do Brasil tem promovido tantas aberrações com o nosso dinheiro. 

De onde vem o dinheiro da CNBB? Das dioceses, dos bispos que a compõem. De onde vem o dinheiro dos bispos? Das paróquias que integram as dioceses e dos bens diocesanos. De onde vem o dinheiro das paróquias? Das festas que promovem, dos bingos, do dízimo e das ofertas que os leigos fazem... e, infelizmente, dos sacramentos que se administram.

Se eu fosse comparar certas dioceses e paróquias com alguma repartição pública, compararia ao DETRAN: tudo que você vai fazer (que que é direito seu) precisa ser pago. Um casal de jovens que quer ter acesso ao sacramento do matrimônio precisa pagar os documentos e pagar a igreja onde ocorrerá a cerimônia. Precisa pagar e precisa pagar caro (salvo raríssimas e valorosas exceções). Os únicos sacramentos que não são cobrados, no geral, até onde sei, são a Confissão, a Eucaristia e a Extrema Unção. 

[Observação: sabemos bem que as espórtulas não são 'cobrança' da Igreja pelos Sacramentos e não representam a prática de comércio com as coisas santas (simonia). A Igreja não pode cobrar por aquilo que não tem preço, isto é, os dons que Cristo nos conferiu por Graça, com o derramamento do seu preciosíssimo Sangue. A cobrança das espórtulas é bíblica e justa; já o uso que se faz destas e a falta de caridade de muitos padres na hora de aplicá-las, não é.]

Ora, o que motiva tanto dispêndio por parte dos leigos? Dízimo, oferta e sacramentos... Pra onde vai tanto dinheiro? Teoricamente, para que os clérigos cumpram sua missão sem preocupações mundanas. Teoricamente. Na prática a situação é bastante diferente.

Nossos clérigos têm usado nosso dinheiro para promover causas completamente anticatólicas ou alheias às necessidades da Igreja, como brigar com o Presidente da República (do qual eu, pessoalmente, não gosto, mas isso é outro assunto), para promover culto a entidades pagãs, para acordar com ONGS e militantes abortistas, e, agora, para promover a causa LGBT. 

Se o dinheiro não vai para as necessidades da Igreja, mas para promover bandeiras anticatólicas, então não só não devemos dá-lo aos clérigos que assim atuam, bem como não podemos, porque indiretamente estamos financiando o Anticristo.

Saiu recentemente uma campanha para não darmos a oferta da CF 2021 no Domingo de Ramos, mas vou além: se a sua paróquia ou diocese acatar essa infame Campanha da Fraternidade, não dê seu dinheiro a ela. Há muitas formas de ajudar a Igreja em suas necessidades. Você pode ajudar comunidades que realmente trabalham, como as Irmãs Sacramentinas, a Toca de Assis, a Fraternidade O Caminho e tantas outras comunidades católicas que realmente o são, que buscam a conversão dos pecadores, e não a promoção do pecado.

Não me entendam mal. Há bons bispos, bons sacerdotes, boas dioceses e boas paróquias que merecem e que precisam de recursos materiais para sua manutenção; estes, ajudemos o quanto pudermos que eles nos ajudarão a entrar na Vida Eterna. Mas há também aqueles corruptos, aqueles servos maus e infiéis, que usam o dinheiro para o mal. Estes, que morram de inanição na sarjeta do esquecimento e que conheçam a Justiça de Deus no Último Dia.



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2 comentários:

  1. Hoje o texto da CF foi assunto num jornal da Globo (o bom dia Brasil).. Só desta emissora fazer uma matéria (grande até) sobre o assunto, já é de se desconfiar que alguma coisa está errada

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  2. Com abortista não tem diálogo! A Santa Igreja condena terminantemente o abominável crime do aborto, mas daí uma ''pastora'' protestante e militante pró-aborto redigir texto da maculada, herética e apóstata Campanha da Fraternidade, aí é o cúmulo do absurdo! É inadmissível! Já basta de escândalos! Os irenistas da CNBB proíbem pregar aos gentios para que se salvem e com isso vão enchendo sempre mais a medida dos seus pecados (1 Ts 2,16). Os leigos não podemos nos calar. Como ensinava o Doutor Angélico, não se opor ao erro é aprová-lo. Não sejamos covardes! Gritemos ''eis aí o lobo!''

    https://www.abim.inf.br/nao-tratemos-os-lobos-como-ovelhas-perdidas/

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