O Sacramento do Matrimônio


É ADMIRÁVEL e até surpreendente que o amor humano, o amor entre um homem e uma mulher – amor que envolve doação, parceria, cumplicidade, carinho, carícias e intimidade sexual e erótica, – seja marcado por Cristo com a sua Graça, isto é, que seja um Sacramento. O amor entre homem e mulher, amor carnal, também é sinal do Amor de Deus. Vejamos...

O Catecismo da Igreja Católica afirma o seguinte:

“O pacto matrimonial pelo qual o homem e a mulher estabelecem entre eles a comunidade [comum unidade] por toda a vida, por sua própria natureza ordenado ao bem dos esposos   e à procriação e educação dos filhos, entre os batizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de Sacramento.” (CIC §1601)

Há uma grande beleza nesta realidade: homem e a mulher, pelo amor, assumem uma aliança para toda a vida. E para quê? Primeiro por amor, para desfrutarem e viverem o amor entre eles: amando-se e sendo "felizes para sempre”. – É disso que o Catecismo está falando quando diz “bem dos esposos”. Em segundo lugar, porém não menos importante, o Matrimônio é assumido para que o casal partilhe seu amor com os filhos que Deus lhes enviar. O perfeito amor é assim, difusivo: espalha-se, difunde-se, aumenta... Quanto mais amor, mais partilha. E mais expansão de amor.

O Catecismo diz ainda que esse amor, entre um cristão e uma cristã, foi elevado por Cristo à dignidade, à condição de Sacramento, quer dizer, de sinal eficaz da Graça de Cristo(!). Até São Paulo, admirado, exclamou sobre essa realidade: “Mas é grande esse mistério!” (Ef 5,32). O Catecismo recorda ainda que a Escritura, do começo ao fim, fala do Matrimônio e do seu mistério profundo: basta lembrar que, logo no Gênesis, está a criação do homem e da mulher e a ordem de crescerem e se multiplicarem. E vemos ali a primeira palavra do homem, que não foi uma oração a Deus, mas uma declaração de amor: “Eis agora, aqui, o osso dos meus ossos e a carne de minha carne!” (Gn 2,23). E o Apocalipse, último livro da Bíblia, termina com a visão mística das Núpcias do Cordeiro, que é o próprio Cristo, com sua Igreja, a Jerusalém Celeste (cf. Ap 19,7.9).


O Matrimônio na ordem da Criação

O Matrimônio, enquanto união sagrada entre homem e mulher, não começou a existir com o cristianismo; existe desde que existem os seres humanos. A Escritura diz que Deus nos criou à sua imagem, e semelhança. Entre outras coisas, isso significa que o homem, assim como Deus, é capaz de amar e de ser amado. Todos nós temos sede de dar e receber amor. Você já parou para pensar que somente amando é que nos humanizamos, amadurecemos, crescemos, não só espiritualmente como também emocionalmente e até intelectualmente? Amando é que crescemos enquanto seres humanos, em sentido integral. Quem não ama se desumaniza. Aquele que se fecha para o amor se animaliza, de um modo ou de outro.

Por isso mesmo, - veja que interessante é isto, - no Gênesis lemos que Deus cria e vê que tudo o que cria é bom; mas, ao criar o homem, exclama: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18). O SENHOR, então, do homem cria a mulher. Belíssima e profunda esta parábola, esta linguagem simbólica do Antigo Testamento da Bíblia! E a Escritura diz que então Deus mandou um sono ao homem, o que deixa claro que ele, homem, não participa da criação da mulher: ela é criada diretamente por Deus, assim como o homem. E Deus a tira da costela, do lado do homem, do seu íntimo, para que lhe seja companheira, para que sejam os dois "uma só carne" (Gn 2,24). Como dizia Sto. Agostinho, Deus não tirou a mulher dos pés do homem (porque ela não é inferior a ele) e nem lhe tirou da cabeça (ela também não lhe é superior): tirou-a do lado.

Significativo também é o fato de Deus não ter novamente assoprado sobre a mulher para dar-lhe a vida: ambos vivem do mesmo Sopro de Deus, pois foram feitos um para o outro. E o amor do homem pela mulher, logo que a viu, foi instantâneo (Gn 2,23).

Assim vemos que o Matrimônio não é uma realidade exclusivamente cristã. Ainda que somente o Matrimônio entre cristãos seja Sacramento, as uniões entre homens e mulheres, fundamentadas no amor, são de algum modo abençoadas por Deus, pois estão inscritas naquele propósito inicial do SENHOR para a humanidade. Em todas as culturas e épocas, enquanto o ser humano existir, homem e mulher largarão tudo, sairão de seu ninho afetivo, deixarão a família em que nasceram e assumirão uma grande aventura: formar uma nova família, um novo lar, uma nova vida totalmente compartilhada, na qual o destino dos dois esteja entrelaçado, e desse laço dependa o destino dos filhos! Realmente, “é grande este mistério”...


O Matrimônio sob o regime do pecado

A doutrina cristã católica trata da experiência do mal que cada um de nós e toda a humanidade vivencia: somos como que quebrados em nossas almas, incoerentes, muitas vezes egoístas. Tal situação atinge todos os aspectos da existência humana, e também a relação afetiva entre o homem e a mulher. Mesmo algo tão bonito como o amor verdadeiro de um casal não é sempre um "mar de rosas". Também esse amor é ameaçado pela discórdia, pelo espírito de domínio, pelo ciúme, pela infidelidade e por tantos conflitos que, acumulados, podem fazer com que, num desfecho extremo e trágico, esse sentimento sublime chegue a tornar-se ódio.

O amor não é algo que "cai do Céu"... É um sonho, um desejo do coração, porém é constantemente ameaçado pela nossa desordem interior, e mais ainda pela desordem do mundo que nos cerca. De onde vem tais desordens? A fé nos diz que vem da situação de pecado na qual a humanidade toda se encontra. Esta situação de pecado, – que teologicamente chamamos Pecado Original, – provém do início da humanidade: o homem decidiu viver sua vida do seu jeito, quis ser seu próprio deus e, assim, desarrumou-se completamente: consigo mesmo, com Deus, com a natureza, com os outros... E a relação homem-mulher também foi gravemente prejudicada.

A Sagrada Escritura está repleta de histórias que nos mostram como o amor humano muitas vezes degenera em egoísmo, o afeto em ciúme, a atração sexual em pura relação de domínio e desfrutamento carnal e egoísta. Mas, apesar de toda desordem, o plano de Deus para o amor humano continua vivo, belo, alto, nobre! Com a Graça que nos vem por Jesus Cristo, o homem e a mulher podem se superar e viver um amor realmente digno desse nome. É necessário, porém, investir nele, construí-lo, sabendo renunciar, dialogar, perdoar, aprender a ser feliz na felicidade do outro. O amor se aprende, o amor se constrói. Quem não está disposto a se construir e se formar no dia a dia não deveria se casar, porque não saberá amar de verdade, e o Sacramento do Matrimônio necessita de amor.

Amar é saber ser verdadeiramente feliz pelo bem do outro, é saber sair de si para ir ao encontro do outro, com seus sonhos, projetos e jeito de ser. O amor real, de carne e osso, não se dá entre dois seres perfeitos e totalmente integrados; mas entre duas pessoas com virtudes, defeitos e feridas deixadas pela vida. Pessoas "em construção", pessoas que precisam ser perdoadas, acolhidas, amadas, aceitas. Nesse sentido, o Matrimônio é um belíssimo meio para sair de si, para abrir-se para o outro, para aprender a partilhar. O Matrimônio é caminho de superação, humanização e amadurecimento. É como um santo simulacro da relação ser humano - Deus.


O Matrimônio sob a pedagogia da Lei

Como aparece o Matrimônio no Antigo Testamento? No início não é muito clara toda essa profundidade do amor matrimonial e sua dignidade. Nos textos mais antigos da Escritura, vemos que os patriarcas eram polígamos. - Contudo, pelos Profetas, Deus vai comparando sua Aliança com o povo de Israel a uma aliança matrimonial. E nessa relação de amor, Deus exige que Israel seja totalmente de seu Deus, assim como Deus lhe é e será sempre fiel. Sobre isso há páginas de grande beleza e poesia no Antigo Testamento (como Os 1-3; Is 54; Jr 2-3; Ez 16). Basta-nos o exemplo encantador do Livro de Oséias (2,16.21s), em que Deus se compara a um esposo apaixonado que vai seduzir Israel, sua amada:

“Eis que vou, eu mesmo, seduzi-la, conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração. Eu te desposarei a mim para sempre, eu te desposarei na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei a mim na fidelidade e conhecerás o Senhor!”

Já o magnífico Cântico dos Cânticos celebra, a um só tempo, o amor humano e o amor entre o SENHOR, Esposo amoroso, e sua esposa, o povo de Israel:

Que me beije com beijos de sua boca! Teus amores são melhores do que o vinho, o odor dos teus perfumes é suave, teu nome é como óleo que escorre, e as donzelas se enamoram de ti... Arrasta-me contigo, corramos! Leva-me, ó rei, aos teus aposentos e exultemos! Alegremo-nos em ti! Mais que ao vinho, celebremos teus amores! (Ct 1,2-4)

Sim isto é Palavra de Deus! O amor humano em todo o seu realismo e sublimidade, que nos surpreende por ser capaz de exprimir o Amor da Aliança entre Deus e o seu povo.


O Matrimônio no Novo Testamento

Cristo, Senhor e Salvador, veio para estabelecer uma nova Aliança, não somente entre Deus e Israel, mas, agora, entre Deus e a humanidade inteira, congregada num novo povo que é a Igreja. Nesta Aliança, que é nova e definitiva, o Esposo é o Cristo e a Esposa é a Igreja. Esta aliança é selada no Espírito Santo, simbolizado pelo Vinho novo. Assim, podemos compreender por que o primeiro sinal de Jesus foi numa festa de núpcias em Caná da Galileia (cf. Jo 2,1-12).

Jesus ainda contou parábolas sobre o banquete de casamento (cf. Mt 22,1-14), falou das virgens que esperam o noivo (cf. Mt 25,1-13), falou em sentar-se à Mesa do Banquete com Abraão, Isaac e Jacó (cf. Mt 8,11s), e João Batista afirmou claramente que Jesus é o Esposo que vem desposar Israel (o novo Israel, que é a Igreja – cf. Jo 3,29). Então, Cristo é o Esposo, e a Igreja, a Esposa, numa Aliança de Amor eterno.

Por isso, o Matrimônio entre um cristão e uma cristã, entre dois batizados, é um Sacramento. É um sinal real e eficaz da graça de Cristo: o esposo cristão é, no seu amor, imagem viva do amor do Cristo-Esposo pela Igreja-Esposa; a esposa cristã é, no seu amor, imagem do amor da Igreja-Esposa pelo seu Cristo Jesus. É o que São Paulo proclama na Carta aos Efésios: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”... (5,21ss).

Então, pela Graça do Sacramento, os esposos cristãos recebem a força do Espírito Santo, Espírito de amor, Espírito da Nova e Eterna Aliança, para se amarem como Cristo e a Igreja se amam, sendo, em suas vidas, sinal (= Sacramento) do Amor entre Cristo e a Igreja. O esposo cristão terá como ideal de amor e atitude esponsal o Cristo, que amou sua Igreja até entregar-se por ela, tornando-se com ela um só Corpo; a esposa terá como modelo a Igreja, toda dedicada ao Esposo Jesus, sendo seu Corpo e a ele permanecendo fiel mesmo nos momentos mais difíceis. Cristo e a Igreja, uma só Carne. Numa Aliança de Amor eterno, celebrada em cada Eucaristia, quando o Cristo-Esposo entrega sua Carne pela Igreja-Esposa.

Do mesmo modo, marido e mulher, uma só carne, uma só vida: no dia-a-dia, no leito conjugal, na mesa da família... Sim, “é grande este mistério”! – Que o amor humano seja sinal sacramental do Amor divino!


O Sacramento do Matrimônio na prática

Curso de Preparação ao Matrimônio: A Igreja pede aos noivos que participem do curso de preparação da paróquia onde vão casar-se, que tem por objetivo ajudar os noivos a se prepararem bem para o casamento, tendo em vista a reflexão e orientações sobre vida a dois, com base em testemunhos de casais já casados. A equipe do curso normalmente é constituída de um casal coordenador, assistentes e casais animadores. São pessoas que têm experiência nas alegrias e dificuldades da vida de casado e partilham seu testemunho. A duração do curso depende da paróquia. O ideal é que seja realizado alguns meses antes da data do casamento, para que haja uma reflexão real sobre o Matrimônio.

Padrinhos: o Sacramento do Matrimônio não exige a presença de padrinhos, e sim de duas testemunhas. O Código de Direito Canônico (Cân. 1108) determina que somente é válido o Matrimônio contraído perante um ministro assistente e duas testemunhas.

Notemos bem: exatamente porque a relação entre marido e mulher cristãos é sinal/Sacramento do Amor entre Cristo e a Igreja, somente quem realmente tem uma vida cristã deveria receber o Sacramento do Matrimônio. Como é que duas pessoas que não têm uma vida de fé, uma prática verdadeiramente cristã, poderiam viver essa relação sagrada em suas vidas? Como um casal que não vivencia realmente a experiência cristã poderá viver esta realidade maravilhosa: nosso amor é sinal de um Amor maior, nosso amor tem o Selo da Graça que nos sustenta na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, como entrega amorosa entre o Cristo e sua Esposa, a Igreja? É claro que o mundo não compreenderá nunca tal realidade! O Matrimônio é mistério de fé e somente na fé pode ser acolhido, somente na oração pode ser vivido e somente na graça pode ser mantido!

Por ser sinal da relação entre Cristo e a Igreja, a união matrimonial tem três características fundamentais presentes na relação Cristo-Igreja: a fidelidade, a indissolubilidade e a fecundidade. Sem estas três características não há nem pode haver Sacramento do Matrimônio. Assim, aqueles que se casam “no SENHOR”, ou seja, aqueles que desejam receber o Sacramento do Matrimônio, devem ter plena consciência de que estão assumindo o projeto de Cristo para o amor humano entre homem e mulher. Um casal cristão não pode pensar em viver seu Matrimônio "do seu jeito", como se o casamento fosse algo meramente privado; uma formalidade que serve aos desejos egoístas de duas pessoas que querem "juntar os trapos". Assumir um casamento perante Deus é assumir o que a Igreja do Senhor crê e professa sobre o Matrimônio.

_________________________
Fontes e referência bibliográfica:

• COSTA, Henrique Soares da, Bispo. "O Sacramento do Matrimônio", disponível em:
http://domhenrique.com.br/index.php/sacramentos/matrimonio/202-o-sacramento-do-matrimonio-i
acesso 21/2/014

• TABORDA, Francisco. Matrimônio Aliança - Reino, 2ª ed. São Paulo: Loyola, 2001.

• MOSER, Hilário. O Sacramento do Matrimônio: Guia Prático em Perguntas e Respostas. Tubarão: Diocesana de Tubarão, 1999.
ofielcatolico.blogspot.com

34 comentários:

  1. Graça e Paz.

    Tenho uma dúvida quanto ao curso de noivos. Sendo protestante, haverá algum problema? Minha namorada é católica e quer fazer o curso. Creio que não, mas gostaria de saber a opinião do blog.
    Obrigado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Filipe, pelo que entendi, o casamento acontecerá na Igreja Católica, é isso mesmo?

      Se for o caso, a Igreja aceita, sim, o casamento entre um protestante e uma católica, com pequenas ressalvas: existe, claro a exigência de serem os dois batizados, - lembrando que o batismo em Igrejas protestantes históricas é considerado válido pela Igreja Católica.

      Além disso, há uma outra exigência bem mais delicada: o casal precisa se comprometer que os filhos desse casamento serão educados na fé católica. Se o casamento será feito na Igreja Católica, isto é, se este casal, em comum acordo, deseja contrair o Sacramento do Matrimônio da Igreja Católica, então é no mínimo razoável que pai e mãe eduquem a criança na mesma fé, sem conflitos entre eles, sem que um ensine uma coisa e outro o contrarie e tente ensinar uma outra coisa.

      Por fim, a Igreja exige que aquele que não seja católico se comprometa a não tentar subtrair o futuro cônjuge da Igreja Católica, convertendo-o a uma outra fé. - O que também não é mais do que lógico e razoável, pois se estão se comprometendo a educar os filhos na fé católica, como é que um poderá tentar desviar o outro dessa mesma fé?

      Essas condições estão no Código de Direito Canônico.

      No mais, espero-lhe de braços abertos na primeira Igreja de Nosso Senhor ;)

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    2. Obrigado Henrique.

      Não sei se o casamento será na Igreja Católica. Talvez casemos em um salão, para realizar a festa no mesmo local. Nesse caso, o celebrante talvez não seja um padre. Mas o curso iremos fazer.
      Faço isso em respeito a ela e a família dela, porque são todos católicos.

      Excluir
    3. Interessante também seria você fazer a catequese de adultos..por amor a ela .

      Excluir
    4. Bom dia Filipe, outro agravante dela não poder casar na Igreja Católica é o fato dela não poder receber a Sagrada Eucaristia. Tenho uma colega do movimento pró-vida que é casada com um Luterano e ela não pode ter acesso à Comunhão pelo fato do marido não querer realizar o Matrimônio na Santa Igreja. Pelo bem dela, sugiro que casem na Igreja Católica, pois a Eucaristia para nós é o maior sinal de união com Jesus.
      Abraço Fraterno

      Excluir
    5. Não sei se esse casamento já se realizou, mas gostaria de deixar um testemunho. Casei-me na Igreja Católica sendo na época protestante pra fazer a vontade de meu noivo. Fizemos curso de noivos nas duas igrejas, mas ele não era um católico praticante. Por ter me casado na Igreja Católica, fui excluida do rol de membros da igreja que eu frequentava. Ia em outras igrejas, pois sempre tive dentro do meu coração esse desejo de Deus e sempre pedi ao Senhor que nos orientasse para alguma igreja na qual frequentariamos juntos pois isso é muito necessário para a vida conjugal de casais cristãos. Deus ouviu o meu clamor e quatro anos após realização de nosso casamento, meu marido sentiu o desejo de levar à sério sua fé e religião e eu o acompanhei no ano seguinte, pois entendi que aquela era a vontade de Deus para a nossa vida. Ele fez catequese de adulto e passei a frequentar a Igreja que Jesus Cristo fundou. Voltei a comungar também nesse mesmo ano ao participar de um retiro para casais e só quem é católico de verdade sabe do quão é importante a Eucaristia na vida do cristão. Fiz primeira comunhão quando criança. Hoje sou catequista e posso dizer que sou feliz por ser católica. Criamos nossos filhos nessa fé e até aqui o Senhor tem nos ajudado e confirmado a vontade dele sobre as nossas vidas. Se ainda não casou-se, não perca essa oportunidade de receber esse sacramento e anime-se em perseverar nessa fé católica com sua família. Caso já tenha se casado, o convite permanece, para que você e sua esposa possam caminhar juntos numa mesma fé.

      Excluir
    6. Belíssimo testemunho, Simone. Muito obrigado por isso.

      Apostolado O Fiel Católico

      Excluir
  2. Olá Irmãos!
    No evangelho de hoje Jesus deixa claro a posição que devemos tomar quanto ao assunto. Os discípulos perguntaram e Ele respondeu, conforme Marcos 10, 7-12 : Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.
    Vocês acreditam que a Igreja, partindo da pastoral familiar (E.C.C.), estão caminhando corretamente propondo encontros para casais de segunda união? Não estaríamos remando contra o ensinamento de Cristo, tentando "acolher certas situações" justificando que os filhos precisam ser catequizados em famílias bem formadas e fundamentadas? Isso já é realidade na minha diocese e me preocupa um pouco o fato de proporem o acolhimento sem explicar ao povo de Deus o porquê das coisas. Confesso que me assusta certas mudanças.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu amigo, O encontro de casais de segunda união, tem toda uma tematica, bem diferente da realizada pelo ECC; haja visto que:
      O encontro é chamado pelo nome de Bom Pastor. espero ter ajudado um pouco.

      Excluir
  3. Uma pessoa batizada na igreja Católica, e posteriormente batizada na igreja do evangelho quadrangular onde contraiu matrimonio e depois se divorciou pode casar-se novamente na igreja católica? Com um católico solteiro?

    ResponderExcluir
  4. Caro Henrique, recentemente li o seguinte post de um site que estava na Fraternidade de blogs católicos :http://pt.aleteia.org/2015/11/06/uma-licao-marxista-para-os-catolicos/ , e fiquei em dúvida se estava ou não dentro dos ensinamentos da Igreja. Pelo que eu entendi, o autor quis dizer que a Doutrina católica é só uma bênção para os ricos e só um fardo para os pobres, que estariam autorizados a fazer sexo sem ter filhos. Gostaria que esclarecesse essa questão sobre a concepção e criação dos filhos dentro da Sã Doutrina. A paz de NSJC!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obs: Também tive dúvidas por causa dos comentários do post, que iam de encontro ao que ele dizia e pelo fato de o autor colocar o nome 'marxista' entre aspas (dando a entender que o texto não era marxista de verdade) mas sem explicar porque não era marxista durante ele.

      Excluir
    2. Irmãos, a proposta da Igreja Católica para os casais não é somente para controle de natalidade mas também para que os casais vivam a castidade também na vida conjugal. O MOB pode ser estudado e conhecido pelos fiéis em suas dioceses que oferecem o curso pois é muito complexo entender a necessidade de viver a castidade no mundo de hoje.

      Excluir
  5. Apostolado Fiel Católico,o noivo(a) não católico precisa aceitar que os filhos têm de ser educados na fé católica ? Sou leigo,mas pelo que já conversei com sacerdotes e pesquisei a respeito não é necessariamente criar o filho na fé católica, necessário seria o não católico aceitar que os filhos sejam batizados na Igreja Católica, não ? Agora fiquei confuso, se puder esclarecer melhor com citações do código de direito canônico eu agradeceria, as vezes estou pensando uma coisa e estou errado. A paz. Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comprometimento (DEVER) de os pais católicos educarem seus filhos nos Santos Ensinamentos da Tradição Católica, já começa no Santo Sacramento do Batismo. É uma obrigação primordial dos pais.

      No Título I do CDC trata das obrigações e direitos de todos os fieis católicos, e o cânone 209 no seu § 1, reza que: “Os fiéis são obrigados a conservar sempre, também no seu modo de agir, a comunhão com a Igreja”.

      E para não deixar nenhuma dúvida, no cânone 226, reza:

      “Os que vivem no estado conjugal, segundo a própria vocação, têm o dever especial de trabalhar pelo matrimônio e pela família, na construção do povo de Deus”. ( § 1)

      “Os pais, tendo dado a vida aos filhos, têm a gravíssima obrigação e gozam do direito de educá-los; por isso, é obrigação primordial dos pais cristãos cuidarem da educação cristã dos filhos, segundo a doutrina transmitida pela Igreja”. (§ 2)

      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Excluir
    2. Em complemento:

      Por acaso ainda permaneça na dúvida??? (ficar confuso???), consulte na internet e estude o cânone 793, como também os parágrafos 1º e 2º do cânone 794, do CDC.

      Bons estudos!

      Excluir
  6. Olá Boa tarde tenho uma grande dúvida me casei em clube em serimonia feita pelo pastor. Eu e meu marido não éramos batizados na igreja católica. Também nunca fomos protestantes. Me separei por um tempo e nesse tempo me batizei e fiz minha primeira eucaristia. Hoje meu marido também quer se batizar e deseja reatar nossa casamento. Gostaria de saber se nosso casamento e válido? Ou se temos q casar novamente na igreja católica para podermos comungar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha, são tantas situações que podem tornar um casamento NULO que o melhor pra você é se dirigir ao ESCRITÓRIO DA DIOCESE e explicar sua situação. Eles te orientarão.

      Excluir
    2. Sra Crasiela,
      Não. Seu casamento para a Santa Igreja Católica não é válido, seja em qual seita “evangélica” foi realizado. Se você se converteu a verdadeira Igreja de Jesus, você está vivendo em concubinato. Procure uma Paróquia, se é que ainda não tem, e realize o curso de noivos (Pastoral Familiar), para se preparar a fim de receber o Santo Sacramento do Matrimônio e poder receber o perdão dos pecados, e consequentemente, a Santa Eucaristia.
      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Excluir
  7. Me casei na igreja católica há 17 anos atrás. Me separei logo após 2 anos de casada e tenho um filho dessa união. Me casei novamente apenas no civil e vivo com meu esposo há 13 anos e tenho um filho de 4 anos dessa união. Somos católicos e não podemos receber o Sacramento. Existe alguma maneira de eu poder me casar novamente na igreja católica? Queria muito receber a benção de Deus na minha união.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A única maneira é se o seu casamento for considerado nulo pela Igreja, isto é, se ele não foi válido. Você deve procurar o tribunal eclesiástico mais próximo e se informar a respeito. Publicamos um post específico sobre este assunto, com todos as orientações e detalhes. Veja no endereço abaixo:

      http://www.ofielcatolico.com.br/2005/08/nulidade-matrimonial-quando-um.html

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    2. Ou caso de não ser nula a sua união matrimonial, só poderá casar-se na igreja em caso de já ser viúva.

      Excluir
    3. Minha irmã, se o seu primeiro e único Sacramento Matrimonial(Casamento), for válido (segundo normas Eclesiásticas), a senhorita está em adultério (caso o marido esteja vivo). E doutra forma, como relatou, em união irregular e com filho, se estiver em relação sexual atualmente e sem arrependimento e confissão, está em fornicação. Ambos pecados graves e que não se pode comungar nesses estados.

      Muitos poderão dizer, infelizmente, nessa crise de Fé e confusão em que vivemos, a frase: "não julguei para não serdes julgados" (de forma errada e por que não conhecem a interpretação segundo a luz da Tradição e do Magistério Infalível da igreja). Peço que antes leiam toda essa análise sobre o "julgar e não julgar".

      http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/6143/29/

      Não sei se seu Pároco já lhe orientou irmã, mas o mais prudente para a sua alma nesse momento, seria se arrepender e confessar (caso esteja em relação sexual proveniente de união irregular) e viver a CASTIDADE, até você resolver junto ao Tribunal Eclesiástico sobre seu casamento. E se após o devido processo canônico for NULO, aí a senhorita poderá se casar e viver uma união regular perante Deus. Arrepender e se Confessar é o primeiro passo pra tudo.

      A paz de Cristo!

      Salve Maria Imaculada!

      André

      Excluir
  8. A paz! Boa tarde!! Eu e meu noivo somos católicos. Porém eu fui batizada pela igreja catolica apostólica romana e ele pela catolica do brasil. é possivel casarmos pela igreja catolica apostolica romana?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acompanhando esta resposta. Meu tio quer se casar, mas está com o mesmo problema, além de constar na certidão dele que ele foi casado Pela Católica do Brasil. Ele quer saber se esse casamento é aceito como válido pela Igreja católica.

      Excluir
    2. Ambos devem procurar um padre em alguma paróquia católica romana e expor a situação para tirar essas dúvidas com mais certeza e receber as orientações melhores a este respeito, porém acredito que ambos os casos são possiveis sim.

      Excluir
  9. Boa tarde.
    Uma amiga casou no civil e não na igreja alegou que estava sem dinheiro e não quer casar no comunitário,
    Que cai casar quando dê. Falou q ta tudo bem pq recebeu uma bênção do padre de sua paróquia que tá abençoados e quando dê casa na igreja.
    Pergunta o padre pode da uma bênção assim?
    Não casa na igreja e depois pede uma "bênção" e tá tudo certo?
    Aí quando dê caso na igreja?

    ResponderExcluir
  10. Bom Dia!!! Tentarei resumir.
    Um amigo meu casou-se apaixonado por outra pessoa e depois de muitos anos ele acabou traindo sua esposa com essa pessoa e na época foi perdoado por sua esposa. eles são muito praticantes na igreja fazendo parte de grupos dentro da igreja, eles tem 2 filhos, mas descobri que ele logo após a traição foi conversar com o pároco e contou toda sua história para ele e o pároco o orientou a ser feliz e se ele não era feliz com o casamento dele que ele deixa-se a esposa.
    A me veio a dúvida.
    Como um pároco pode orientar uma pessoa a "quebrar" o sacramento do matrimonio?
    Penso que independente da situação ele tem que lutar pelo casamento e não ir pelo caminho mais fácil.
    Outros amigos afirmam que o pároco está certo, mas nada nem ninguém me convence que ele jamais poderia orientar alguém a se separar.
    O que acham? Paz e bem!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Creio que só há uma resposta para tal situação, caríssimo Killerwr:
      Existem Párocos e os tais administradores de dízimos...

      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Excluir
  11. Meu marido (já somos causados no Civil) é batizado, fez 1 Eucaristia e Crisma tudo certinho e se afastou um pouco da igreja, já eu sempre presente mas sou apenas batizada (não sei explicar o motivo, foz catequese tudo certinho mas o excesso de falta me prejudicada e desistia)
    Podemos casar mesmo eu sendo "apenas" batizada? Na maioria dos lugares que li sim

    ResponderExcluir
  12. Olà, gostaria que voce me tirasse uma duvida. Sou evangelica, casada ha 02 anos. Meu casamento foi feito apenas no civil.
    A madrinha do meu esposo é catolica, tem 73 anos e vive dizendo que pra Deus nos nao somos casados, pq nao casamos na igreja. Quero esclarecer primeiramente, q quando tornei-me evangelica, nao era mais pura. E eu nao quis casar na igreja, pq nao me senti digna de entrar na igreja de veu e grinalda fingindo ser virgem, como muitos fazem por ai. Entao, optei pelo civil. Eu gosto muito da madrinha do meu esposo, mas ela me deixa muito triste quando diz q sou amigada e nao casada. Queria entender pq essa palavra é ensinada na igreja catolica. Ela sempre me diz q o unico casamento valido é feito na igreja, com aqueles trajes formais.... Porem, em geneses quando Deus criou o homem e a mulher, nao existia templo e muito menos vestido branco e terno. E mesmo assim, Deus abencoou a uniao deles. É claro q em cada igreja tem uniao dutrina, so acho errado dizerem q a uniao no civil nao é aceito por Deus. Se pudesse me responder, fikaria muito grata. Que Deus te abençoe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De fato, Elaine, perante Deus a união de vocês não foi devidamente selada, por assim dizer, na medida em que não foi, literalmente, sacramentada.

      Perante os homens e a sociedade civil, sim, vocês estão casados, mas não estão unidos perante Deus, já que não contraíram o Sacramento do Matrimônio.

      Por outro lado, é muito importante entender que o traje dos noivos não é impedimento para regularizar a situação de vocês, de modo algum! É claro que não se exige terno nem vestido branco, e se alguém está lhe dizendo isso, está muitíssimo enganado. Os "trajes formais", como você diz, estão mais relacionados a tradições (não a sagrada Tradição apostólica) e até a vaidades humanas do que à validade do rito.

      Então, se por acaso você não se sentir à vontade com o vestido branco ou com o cerimonial todo, pode se casar numa capela simples, por exemplo, usando um vestido também simples (que não precisa ser branco – eu sugeriria um perolado, por exemplo). Há alguns anos fui a um casamento em que os noivos viviam uma situação parecida com a sua, e fizeram exatamente isto: casaram-se numa pequena capela, com pouquíssimos convidados, e a noiva estava belíssima num vestido simples, porém bonito, perolado, que evidenciava que aquela era uma ocasião muito especial para ela. Foi uma cerimônia encantadora.

      Mas é claro que a cor do vestido e os detalhes da cerimônia são apenas isto mesmo: detalhes. Importante é o Sacramento, isto é, a Graça de Deus sobre a vida do casal unido sacramentalmente.

      Sobre a importância do santo Matrimônio, você pode saber mais lendo este artigo mesmo, em que deixou o seu comentário. Não vivemos mais nos tempos do Gênesis, já há dois mil anos. Estamos nos tempos da Nova e Eterna Aliança em Cristo, e tudo deve ser firmado nEle, com Ele e por Ele.

      A Paz de Nosso Senhor

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
  13. Oi sou catolica batizada,fiz a primeira comunhão e o Crisma. Sou amigada a doze anos temos dois filho,frequento a igreja ativamente colaboro com tudo que posso,leitura,lipeza,envento,campanhas,dizimo. Porém meu companheiro neste doze anos foi na igreja uma vez para batizar os filhos. Ele não se diz catolico e nem segue religião alguma eu tenho vontade de casar na igreja catolica. É possivel sem ele ser crismado(e não se enteressa em fazer)?

    O que devo fazer? Sinto que a unica coisa que mim falta para está mas proxima de Deus é o matrimonio.Sinto grande necessidade em comugar. Meus filhos são educados na fé catolica.

    ResponderExcluir
  14. Pelo meu conhecimento, seu esposo tem que ter sido batizado na igreja católica, feito a primeira comunhão e também a crisma. Sem isso, ele não poderá se casar. Converse com o Padre da sua igreja. Ele te auxiliará. Boa tarde.

    ResponderExcluir

** Assine a revista O Fiel Católico digital e receba nossas novas edições mensais em seu e-mail por uma colaboração mensal de apenas R$7,00. Ajude-nos a continuar trabalhando pelo esclarecimento da fé cristã e católica!


AVISO aos comentaristas:
Este não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário, conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.

Receba O Fiel Católico em seu e-mail