Cardel Müller publica Manifesto que é considerado quase uma correção ao pontificado de Francisco


Por LifeSiteNews

O CARDEAL GERHARD MÜLLER, que já foi o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é unanimemente respeitado na Igreja por sua relevante autoridade eclesiástica e pela sólida formação teológica. Ele divulgou na última sexta-feira (8/8/2019) um Manifesto que se parece com uma correção de muitos dos pontos doutrinários confusos do Papa Francisco durante o seu pontificado até aqui

A intenção do Cardeal era divulgar o Manifesto no dia 10 de fevereiro: essa data é a véspera do aniversário do anúncio do papa Bento XVI, em 2013, de que desceria do Trono de S. Pedro e abdicaria de seu ofício papal, bem como a véspera da ordenação do próprio Müller ao sacerdócio. No entanto, um site polonês quebrou o embargo e divulgou o documento antes do previsto.

O papa Francisco retirou o cardeal Müller de seu cargo de chefe da Congregação para a Doutrina da Fé em 2017, depois de ter servido nessa função desde que foi nomeado por Bento XVI em 2012.

Em seu Manifesto, o Cardeal Müller não menciona diretamente o Papa atual, mas diz que lhe pediram para que prestasse um testemunho público da verdade "em face da crescente confusão sobre a doutrina da fé".

O Manifesto, aliás escrito com uma clareza doutrinal inegavelmente exemplar, foi divulgado na esteira do controverso documento conjunto do Papa Francisco com um líder islâmico que diz que “o pluralismo e a diversidade das religiões” são “desejados por Deus em sua sabedoria” – uma afirmação (ou mais uma) que muitos consideram que contraria a verdadeira Fé católica.

Müller está liberando seu manifesto para todos os fiéis católicos do mundo, traduzido para sete idiomas diferentes, permitindo assim uma ampla afirmação da Fé católica ortodoxa. O portal LifeSite está hospedando uma petição em sua plataforma "LifePetitions", para que o clero católico e os fiéis de todo o mundo possam, pela iniciativa do Cardeal, sinalizar visivelmente seu apoio à Fé católica íntegra, legítima e sem retoques ou disfarces.

** Para assinar a petição, acesse aqui

Entre outras coisas, em seu documento o Cardeal Müller esclarece, sem palavras ambíguas, a visão da Igreja Católica sobre o Islã, rejeitando a visão muçulmana de Cristo como um mero profeta, não como o Messias e Deus Salvador da humanidade. "Devemos resistir à recaída em heresias antigas com uma resolução clara, que viu em Jesus Cristo apenas uma boa pessoa, irmão e amigo, profeta e moralista", diz o Manifesto.

O Manifesto também aborda vários outros pontos difíceis, incluindo a inadmissibilidade da Santa Comunhão para católicos divorciados e recasados, bem como para os protestantes; a eternidade do Inferno; a proibição da instituição de sacerdotisas; o celibato sacerdotal, etc. Cardeal Müller também reafirma a ligação inseparável entre a Fé e a lei moral, e aponta para certas partes do ensinamento moral da Igreja “que são muitas vezes ignoradas hoje ”. Faz referência a várias partes do ensino moral do Catecismo que não podem ser relativizados.

Disponibilizamos, a seguir, a íntegra do Manifesto público do Cardeal Gerhard Müller, e mais abaixo o link para os que quiserem baixá-lo em PDF.


Declaração de fé

"Não se perturbe o vosso coração!" (João 14,1)

Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação. É tarefa dos pastores guiar pelo caminho da salvação aos que se lhes foram confiados. Isto só pode ter êxito se se conhece este caminho e eles mesmos seguem adiante. A respeito disto a palavra do apóstolo nos indica: "Porque sobretudo vos entreguei o que eu também recebi" (1 Cor 15,3). Hoje em dia muitos cristãos já não são conscientes nem sequer dos ensinamentos básicos da fé, pelo qual existe um perigo crescente de apartar-se do caminho que leva à vida eterna. Mas segue sendo tarefa própria da Igreja conduzir às pessoas a Jesus Cristo, luz das nações (cf. LG 1). Nesta situação se expõe a questão da orientação. Segundo João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica é uma "norma segura para a doutrina da fé" (Fidei Depositum IV). Foi escrito com o objetivo de fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela "ditadura do relativismo"[1].

1. O Deus Uno e Trino, revelado em Jesus Cristo

A personificação da fé de todos os cristãos se encontra na confissão da Santíssima Trindade. Convertemo-nos em discípulos de Jesus, filhos e amigos de Deus pelo batismo no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A diferença das três pessoas na unidade divina (254) marca uma diferença fundamental em relação às outras religiões na crença em Deus e na imagem do homem. Na confissão de Jesus Cristo os espíritos se dividem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado segundo sua natureza humana pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. O Verbo feito carne, o Filho de Deus, é o único redentor do mundo (679) e o único mediador entre Deus e os homens (846). Em consequência, a Primeira Carta de São João descreve como Anticristo àquele que nega sua divindade (1 João 2,22), já que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é desde a eternidade um ser com Deus, seu Pai (663). A recaída em antigas heresias, que viam em Jesus Cristo só um bom homem, um irmão e amigo, um profeta e um moralista, deve ser combatida com clara determinação. Ele é, acima de tudo, o Verbo que estava com Deus e é Deus, o Filho do Pai, que assumiu nossa natureza humana para nos redimir e que deverá julgar os vivos e os mortos. Só ao Ele adoramos como o único e verdadeiro Deus na unidade com o Pai e o Espírito Santo (691).

2. A Igreja

Jesus Cristo fundou a Igreja como sinal visível e instrumento de salvação, que subsiste na Igreja Católica (816). Deu uma constituição sacramental à sua Igreja, que surgiu "do lado de Cristo dormido na Cruz" (766), e que permanece até sua consumação (765). Cristo Cabeça e os fiéis como membros do Corpo são uma pessoa mística (795), por isso a Igreja é Santa, porque o único mediador a estabeleceu e mantém sua estrutura visível (771). Através deles, a obra da redenção de Cristo se faz presente no tempo e no espaço na celebração dos santos sacramentos, especialmente no sacrifício eucarístico, a Santa Missa (1330). A Igreja transmite em Cristo a revelação divina que se estende a todos os elementos da doutrina, "incluindo a doutrina moral, sem a qual as verdades da salvação da fé não podem ser salvaguardadas, expostas ou observadas" (2035).

3. A ordem sacramental

A Igreja, em Jesus Cristo, é o sacramento universal de salvação (776). Ela não se reflete a si mesmo,  senão a luz de Cristo que brilha em seu rosto. Isto acontece só quando, não a maioria nem o espírito dos tempos, senão a verdade revelada em Jesus Cristo se converte no ponto de referência, porque Cristo confiou à Igreja católica a plenitude da graça e da verdade (819): Ele mesmo está presente nos sacramentos da Igreja. A Igreja não é uma associação fundada pelo homem cuja estrutura é votada por seus membros à vontade. É de origem divina. "O mesmo Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade" (874). A admoestação do apóstolo segue sendo válida hoje em dia para que quem quer que pregue outro evangelho seja amaldiçoado, "embora sejamos nós mesmos ou um anjo do Céu" (Gl 1,8). A mediação da fé está indissoluvelmente ligada à credibilidade humana de seus mensageiros, que em alguns casos abandonaram aos que lhes foram confiados, perturbaram-nos e danificaram gravemente sua fé. Aqui a palavra da Escritura vai dirigida àqueles que não escutam a verdade e seguem seus próprios desejos, que adulam os ouvidos porque não podem suportar o são ensinamento (cf. 2 Tm 4,3-4).

A tarefa do Magistério da Igreja é "proteger o povo dos desvios e das falhas e lhe garantir a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica" (890). Isto é especialmente certo com relação aos sete sacramentos. A Eucaristia é "fonte e ápice de toda a vida cristã" (1324). O sacrifício eucarístico, no qual Cristo nos implica em seu sacrifício da cruz, aponta à união mais íntima com Cristo (1382). Por isso, as Sagradas Escrituras, em relação à recepção da Sagrada Comunhão, advertem: "'quem come do pão e bebe da taça do Senhor indignamente, é réu do Corpo e do Sangue do Senhor' (1 Cor 11,27). Quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se a comungar" (1385). Da lógica interna do sacramento se desprende que os fiéis divorciados pelo civil, cujo matrimônio sacramental existe diante de Deus, os outros Cristãos, que não estão em plena comunhão com a fé católica, assim como todos aqueles que não estão propriamente dispostos, não recebem a Sagrada Eucaristia de maneira frutífera (1457) porque não lhes traz a salvação. Assinalar isto corresponde às obras espirituais de misericórdia.

A confissão dos pecados na confissão pelo menos uma vez ao ano pertence aos mandamentos da igreja (2042). Quando os fiéis já não confessam seus pecados nem recebem a absolvição, a redenção cai no vazio, já que, acima de tudo, Jesus Cristo se fez homem para nos redimir de nossos pecados. O poder do perdão que o Senhor Ressuscitado conferiu aos apóstolos e aos seus sucessores no ministério dos bispos e sacerdotes se aplica também aos pecados graves e veniais que cometemos depois do batismo. A prática atual da confissão deixa claro que a consciência dos fiéis não está suficientemente formada. A misericórdia de Deus nos é dada para cumprir seus mandamentos a fim de nos converter em um com sua santa vontade, não para evitar o chamado ao arrependimento (1458).

"O sacerdote continua a obra de redenção na terra" (1589). A ordenação sacerdotal "dá-lhe um poder sagrado" (1592), que é insubstituível porque, através dele, Jesus Cristo se faz sacramentalmente presente em sua ação salvífica. Portanto, os sacerdotes escolhem voluntariamente o celibato como "sinal de vida nova" (1579). Trata-se da entrega no serviço de Cristo e de seu reino vindouro. Enquanto à recepção da consagração nas três etapas deste ministério, a Igreja se reconhece a si mesma "vinculada por esta decisão do Senhor. Esta é a razão pela qual as mulheres não recebem a ordenação" (1577). Assumir isto como uma discriminação contra a mulher só mostra a falta de compreensão deste sacramento, que não se trata de um poder terreno, senão da representação de Cristo, o Esposo da Igreja.

4. A lei moral

A fé e a vida estão inseparavelmente unidas, porque a fé sem obras está morta (1815). A lei moral é obra da sabedoria divina e conduz o homem à bem-aventurança prometida (1950). Em consequência, "o conhecimento da lei moral divina e natural é necessário para fazer o bem e alcançar seu fim" (1955). Sua observância é necessária para a salvação de todos os homens de boa vontade. Porque os que morrem em pecado mortal sem se haver arrependido serão separados de Deus para sempre (1033). Isto leva a conseqüências práticas na vida dos cristãos, entre as quais se deve mencionar as que hoje se obscurecem com freqüência (cf. 2270-2283; 2350-2381). A lei moral não é uma carga, senão parte dessa verdade liberadora (cf. Jo 8,32) pela qual o cristão percorre o caminho da salvação, que não deve ser relativizada.

5. A vida eterna

Muitos se perguntam hoje por que a Igreja, todavia está ali, embora os bispos prefiram desempenhar o papel de políticos em lugar de proclamar o Evangelho como mestres da fé. A visão não deve ser diluída por trivialidades, mas o proprium da Igreja deve ser tematizado. Cada pessoa tem uma alma imortal, que é separada do corpo na morte, esperando a ressurreição dos mortos (366). A morte faz definitiva a decisão do homem a favor ou contra Deus. Todo o mundo deve comparecer ante o tribunal imediatamente depois de sua morte (1021). Ou é necessária uma purificação ou o homem chega diretamente à bem-aventurança celestial e pode ver deus cara a cara. Existe também a terrível possibilidade de que um ser humano permaneça em contradição com Deus até o fim e, ao rejeitar definitivamente o seu amor, "condenar-se imediatamente para sempre" (1022). "Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti" (1847). O castigo da eternidade do inferno é uma realidade terrível, que -segundo o testemunho da Sagrada Escritura atrai para si todos aqueles que "morrem em estado de pecado mortal" (1035). O cristão passa pela porta estreita, porque "larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mt 7,13).

Ocultar estas e outras verdades de fé e ensinar ao povo em consequência, é o pior engano, do qual o Catecismo adverte enfaticamente. Representa a prova final da Igreja e leva o povo a um engano religioso de mentiras, ao "preço de sua apostasia da verdade" (675); é o engano do Anticristo. "Ele enganará os que se perdem por toda classe de injustiça, porque se fecharam ao amor da verdade, pela qual deviam ser salvos" (2 Tessalonicenses 2,10).

Invocação

Como operários da vinha do Senhor, temos todos a responsabilidade de recordar estas verdades fundamentais aderindo-nos ao que nós mesmos recebemos. Queremos animar o povo a caminhar pelo caminho de Jesus Cristo com decisão, para alcançar a vida eterna obedecendo seus mandamentos (2075).

Peçamos ao Senhor que nos faça saber quão grande é o dom da fé católica, que abre a porta para a vida eterna. "Porque quem se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos" (Mc 8, 38). Portanto, estamos comprometidos a fortalecer a fé, na qual confessamos a verdade, que é o mesmo Jesus Cristo.

Estas palavras também se dirigem em particular a nós, Bispos e sacerdotes quando Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, dá esta admoestação ao seu companheiro de armas e sucessor Timóteo: "Conjuro-te em presença de Deus e de Cristo Jesus que há de vir julgar os vivos e mortos, por sua Manifestação e por seu Reino: "Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Porque virá um tempo em que os homens não suportarão, a sã doutrina, mas sim, arrastados por suas próprias paixões, far-se-ão com um acervo de mestres pelo afã de ouvir novidades; apartarão seus ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Tu, pelo contrário, portas-te em tudo com prudência, suporta os sofrimentos, realiza a função de evangelizador, desempenha com perfeição teu ministério." (2 Tm 4,1-5).

Que Maria, a Mãe de Deus, nos implore a graça de nos aferrar à verdade de Jesus Cristo sem vacilar.
Unido na fé e na oração

Gerhard Cardinal Müller

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fe, desde 2012/2017

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[1] Os números que aparecem no texto correspondem ao Catecismo da Igreja Católica.


** Baixar o Manifesto (PDF)

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6 comentários:

  1. Bendito seja o Espírito Santo Paráclito, Deus Consolador e Alma da Igreja. O Espírito de Deus jamais cessou de agir na história da Igreja e não é diferente nos dias atuais, sobretudo em tempos de profunda crise de Fé.

    É nesse contexto de crise e confusão alarmantes que um cardeal, encorajado por esse mesmo Espírito Santo, nos recorda através de uma manifestação (https://diesiraept.blogspot.com/2019/02/manifesto-do-cardeal-gerhard-muller.html) clara, sucinta e inequívoca as verdades de sempre sobre Deus, a Igreja e o homem. Graças a Deus, esse facho de luz veio dissipar as trevas do erro e da mentira que insistem em penetrar na Igreja desviando-a da sua real missão que é a salvação das almas.

    Pouco tempo atrás em uma reunião de formação em minha paróquia, o palestrante que caridosamente omitirei o nome, declarou publicamente que a existência e a eternidade do inferno são incompatíveis com a realidade de um Deus misericordioso. Obviamente que não disse com essas palavras, mas este era o sentido de sua fala, coisa que comprovei o arguindo por pelo menos duas vezes em público.

    Infelizmente, essa liderança da Igreja não é uma voz isolada, mas ouso dizer que seja até mesmo maioria em alguns círculos católicos. É uma amostra medonha do quanto estamos deficientes em relação a verdadeira Fé da Igreja.

    "A misericórdia de Deus é-nos dada para que possamos cumprir os seus Mandamentos para nos conformarmos à sua santa vontade e não para evitar o chamamento à conversão". Nesse ponto o Cardeal Muller nos alerta que pregar um "misericordiosismo" sem compromisso é uma falsificação, uma caricatura da imagem do Deus misericordioso que se revelou em Jesus. A crença em uma misericórdia que não nos exige arrependimento e conversão, mas nos mantém descansados em nossos pecados e misérias não passa de uma ilusão demoníaca que pode pôr em risco a nossa própria salvação. E foi seguindo essa linha soberba de querer ser mais misericordioso que o próprio Deus que alguns teólogos embarcaram nesse engodo de negar a existência do castigo eterno.

    Outro ponto muito importante do Manifesto é a reafirmação da doutrina de sempre da Igreja em relação a indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio, e a impossibilidade de uma pessoa divorciada e recasada civilmente receber o Sacramento da Eucaristia quando o primeiro casamento tiver sido válido. A Igreja sempre ensinou essa verdade, e muitos mártires tombaram por crer nisso. Feliz também é a citação de Gálatas 1,8. "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." Ninguém, absolutamente ninguém, pode alterar a lei de Cristo, a autoridade confiada à Igreja é para ensinar e defender a Verdade nos revelada pelo Senhor, jamais para deturpá-la.

    Dou glória a Deus, porque mais um príncipe da Igreja ouviu os anseios do povo de Deus que sofre diante da omissão dos seus pastores. Deus que nos orienta com seu Espírito nos confirmou com essa manifestação o nosso "sensus fidei".

    Nosso Senhor jamais abandonará a sua Igreja. Pode ser que um dia ela volte a se tornar pequena novamente, mas o importante é que Ele sempre estará a frente dela.

    Que possamos repetir como São Pedro diante da pergunta do Senhor depois deste ter sido abandonado por muitos: "Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras de vida eterna."(São João 6,68.)


    Obrigado Senhor! Deus abençoe o Cardeal Muller.

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  2. Louvado Seja O Senhor!!
    São estes pastores que a Igreja precisa hoje em dia!
    Parabéns Cardeal Müller e Deus abençoe o seu ministério!

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  3. A Igreja não pode ser dividida, uma nova cisma não é adequada em tempos atribulados! Não desejamos uma nova "reforma" e novos "protestantes"!
    A infalibilidade papal é um dos dogmas da Igreja Católica, que exige respeito e acatamento! Porém é aplicada quando o Papa age “ex cathedra” (a partir da cadeira de São Pedro), ou seja, em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (costumes)!
    Dessa forma, o Papa é infalível quando publica suas bulas e decretos, tratando sobre assuntos doutrinários, disciplinares, governamentais etc. Definidos em suas “Bulas”, “Carta Encíclica” (social exortatória ou disciplinar), “Encíclica Epístola”, “Motu próprio”, “Breve”, “Constituição”, “Exortação” e “carta Apostólica”.
    Manifestações próprias, pensamentos pessoais, conversas... Definem o lado humano do pontífice, suas tradições e cultura: Não o desqualifica!
    Em nenhum momento o Papa Francisco alterou dogmas essenciais da doutrina da Igreja Católica, apenas usou de misericórdia para com os mais fracos e oprimidos, como fez o Próprio Cristo ao desafiar as Leis Judaicas e curar em pleno “shabat”!

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    Respostas
    1. Como um bispo disse há uns anos: já existe um cismo dentro da Igreja!!!

      Bispos, cardeais e sacerdotes não acreditam nos dogmas e ensinam errado! Ensinam que Inferno e demônios não existem e até colocam em dúvida o dogma da virgindade perpétua de Nossa Senhora.

      Antes de mudar um dogma e o Catecismo da Igreja pode vir o que está acontecendo....não vão mudar tudo do dia para a noite.

      Por que o Papa não esclarece as questões que o cardeal Muller abordou? Os cardeais dos "dúbia" esperam até hoje...

      E segundo uma profecia de Nossa Senhora em Garabandal, haverá sim um cisma na Igreja.

      É como Nossa Senhora disse em Akita: o demônio colocará cardeal contra cardeal e bispo contra bispo.

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