Vaticano cunhará moedas retratando Mãe-Terra – Pachamama... Uma outra igreja?


QUANDO O TITÃ da Fé Gustavo Corção disse, em uma série de artigos primorosos, que depois do Vaticano II instalara-se em Roma "uma outra igreja", simulacro da verdadeira, e que a partir dali essas duas Igrejas – "a Igreja Católica e a outra" – passavam a forçosamente conviver juntas, dividindo os mesmos espaços, muita gente o tachou de louco, herege, inconsequente e mais outros tantos adjetivos igualmente desonrosos.
Para piorar ainda mais a desgraça, temos hoje grupos desonestos deturpando essa mesma ideia para defender a estapafúrdia teoria de que o verdadeiro Papa, hoje, seria Bento XVI, coisa que não se fundamenta e nem poderia se fundamentar, na medida em que o próprio Papa Emérito reconhece a legitimidade de Francisco.

Todavia, que temos agora duas igrejas habitando dentro da Igreja de Cristo, isto é um fato cada vez mais difícil de negar. Basta assistir a uma Missa no rito dito tridentino, ou a uma Missa celebrada no rito de São João Crisóstomo, como ocorre em certas eparquias-dioceses de origem oriental, e comparar essa experiência com aquela de "participar" na celebração dominical que ocorre na maioria das nossas paróquias, atualmente. Não há como não se reconhecer que se tratam de coisas muito diferentes, em certos sentidos são coisas até mesmo opostas, antagônicas, são práticas que não se poderiam considerar como da mesma e uma só religião.

Parafraseando o meu irmão Paulo Oliveira Neto, do Centro Dom Bosco:

...houve um verdadeiro giro de 180º graus na doutrina, liturgia e pastoral católica após o Concílio Vaticano II. Ocorreu, no decorrer dos três anos daquele concílio – chamado, acho que pelo Cardeal Suenens, de 'o 1789 na Igreja' – uma mudança. Não uma reforma, como foi Trento, mas uma conversão, de anunciadora da Verdade para adoradora do homem, sua liberdade e de seus feitos (afinal, o próprio Paulo VI considerou ele e o Magistério conciliar como 'cultores do homem', em seu discurso de encerramento do Vaticano II).

E Corção vai mais fundo: não é, na verdade, uma mudança na Igreja, mas a criação de uma outra noção de doutrina, piedade e liturgia. (...) diante da revolução, nós temos duas realidades – a Igreja Católica, com sua doutrina, liturgia e piedade de sempre; e a outra, com as novidades e alterações em prol do otimismo dos confusos anos 60 e 70.

Dizia Corção em seu artigo “A descoberta da outra” (falsa igreja) “Uma das notas mais características do novo espírito é a da tolerância erigida em máxima virtude, e o correlato horror por qualquer espécie de luta ou combate...”

Sim. Corretíssimo. Para fugir do bom combate e tentar se fazer "amiga" do mundo, a falsa igreja tenta de tudo, apela para tudo, considera que vale tudo. Até deixar de rezar pela conversão dos judeus e dos hereges, até pedir a benção para apóstatas e idólatras, até promover cerimônias de adoração a entidades pagãs nos próprios jardins do Vaticano, até papas se prostrarem, ajoelhados, diante de blasfemadores, até deturpar o exemplo de fidelidade de um santo tão importante quanto São Francisco de Assis, como fez a encíclica Fratelli Tutti...

Agora mesmo, somos postos diante de mais uma prova da verdade incontestável da existência de uma falsa igreja habitando o mesmo espaço da verdadeira e santa Igreja de Cristo, com a produção de uma moeda que homenageia (mais uma vez) a famigerada deusa pagã "Pachamama" ou Mãe-Terra (a qual parece ter se tornado uma obsessão deste pontificado), ao mesmo tempo em que Francisco se pronuncia a favor de um modelo de educação globalizante para o mundo de hoje, conclamando para "um novo pacto educativo global"... 

E como o peixe não percebe a água em que ele mesmo subsiste, já não nos apercebemos nem nos escandalizamos como deveríamos, porque não nos damos mais conta da gravidade do que está acontecendo. Mas tudo isso é verdadeiramente gravíssimo! É apostasia, e apostasia por Roma, é paganismo posto dentro do lugar sagrado. São Pio X, valei-nos!

** Assista o vídeo em que o Padre Gabriel Vila Verde reflete sobre a existência das 'duas igrejas'



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4 comentários:

  1. AINDA BEM QUE FERRAMOS RADICALMENTE E MAIS ENFATICAMENTE DESDE O FANTASMAGÓRICO "SÍNODOOCO DA AMAZÕNIA"!!
    Tô nem aí com as digressões do papa Francisco pró esquerdas-maçonaria e a cunhagem de medalha de Mãe Terra, Pachamamma, em breve, quem sabe, de Lutero e a outros diabos que forem!!
    Entram num ouvido, saem no outro!
    Atenho-me à Igreja católica de 2000 anos e o restante que disser comprometendo a Doutrina bimilenar, desconsidero, como errôneo, indigno de quem deveria ser o pastor a levar almas ao Céu, mas, não para as transviar as religiões diabólicas, como de uns Baal, Moloc, aos PCs, Islã & Cia Ilimitada!

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  2. Com a idéia bem maluca de cunhar uma moeda de dez euros da diaba india Pachamamma, a Mãe Terra e outras porcarias de pagãos em pleno Vaticano, com o papa junto nessa imundície - não duvide que daqui algum tempo mande cunhar a do pai e patrono dos protestantes, o mega herege Lutero!
    'Não! Quero enfatizar que o que os pagãos sacrificam é oferecido, isto sim, aos demônios e não a Deus. E não quero que tenhais qualquer comunhão com os demônios' 1 Cor 10 20.

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  3. Neste caso, então, o que é possível ser feito? Deve haver uma maneira de acabar com esta igreja paralela.

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  4. A influência da mentalidade comunista no Pontificado do Papa Francisco está cada vez mais escandalosa!

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