Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 9 | RR e Sedevacantismo em debate


TEMOS RECEBIDO MENSAGENS de leitores solicitando uma previsão de prazo para a continuidade da nossa série especial sobre as posições possíveis aos fiéis católicos perante a crise/grande apostasia que reina na Igreja dos nossos tempos, intitulada "Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia?" (acesse) e pausada em sua parte n. 8.
 
   Nesta série, tratamos 
sobre as diferentes posições que se apresentam aos fiéis católicos frente à crise terrível que assola a Igreja, assumindo realmente as principais características daquilo que poderíamos esperar da grande apostasia, profetizada nas Sagradas Escrituras e descrita até no novo Catecismo.

    Que vivemos uma época de imensa confusão, com "pastores" que agora atiram suas ovelhas aos lobos ao invés de protegê-las, por um lado, e fiéis desorientados errando por toda parte, sem saber a quem recorrer ou o que está acontecendo com a Igreja (e outros tantos perdendo a Fé), de outro lado, eis um fato reconhecido, praticamente pela totalidade dos católicos ditos "tradicionais" (um termo inadequado, de fato) e por aqueles minimamente bem formados.
    
    A primeira posição, já aqui abordada (veja), é a do grande grupo que prefere se comportar como se nada de errado estivesse acontecendo e a Barca de São Pedro navegasse em águas tranquilas, com nossos pastores assumindo honestamente os seus papéis e todos os fiéis católicos sendo bem instruídos na Sã Doutrina da Igreja como sempre foi. Em sequência, apresentamos a controversa posição “Reconhecer e resistir” (RR), adotada pelos grupos que consideram que não se poderia de nenhum modo e em nenhuma circunstância deixar de reconhecer a legitimidade e a autoridade do Papa (e consequentemente de todo o clero do Novus Ordo), assim como também o Vaticano II como verdadeiro e válido Concílio da Igreja, mas... ao mesmo tempo, ensinam que a gravíssima crise torna necessário resistir ao Papa, bem como aos ditames do Concílio (aliás, uma coisa implica a outra, necessariamente: o próprio Papa já declarou que os que não seguem o Concílio não estão com a Igreja (veja).

    Como a posição “Reconhecer e resistir” resulta em problemas de difícil solução (já apresentados nesta série), chegamos à posição mais radical (e mais polêmica) de todas: o sedevacantismo.

    Já apresentamos e avaliamos detalhadamente esta posição, em cinco artigos próprios (começando por este), que receberam acessos acima de nossa média. A partir daí, a pausa entre essas postagens especiais se prolongou, por razões diversas, sendo retomada agora. Cremos que uma das principais razões do interesse do nosso público esteja relacionada ao fato de que estávamos abordando com profundidade  e equilíbrio um tema candente em nossos dias, sobre o qual só costumam falar aqueles que o defendem apaixonadamente e os seus adversários, que o condenam radicalmente: o Sedevacantismo.

    Ocorre que providencialmente surgiu, pouco antes do prosseguimento desta série, um fato importante que, em nosso entendimento, veio a servir como uma luva para finalizar as nossas análises sobre o assunto em questão. Estamos nos referindo ao debate entre o sedevacantista Frei Tiago de São José e um expoente da posição Reconhecer e Resistir, o prof. Alberto Zucchi (presidente da Associação Cultural Montfort, fundada pelo prof. Orlando Fedeli após o seu egresso da TFP de Plínio Corrêa de Oliveira).

    Tal debate servirá, então, como perfeita conclusão para estas nossas análises sobre um assunto tão complexo, na medida em que expõe com grande clareza não só as posições de um e de outro debatedor, como também o tipo de atitude e de postura que temos nos ambientes católicos sempre que o tema em questão é abordado. Disponibilizamos mais abaixo o vídeo com o debate completo. Recomendo paciência para assisti-lo inteiro, porque há muitas interrupções de falas e evidente má vontade, especialmente da parte do Sr. Zucchi, em tentar ao menos compreender a posição do outro antes de querer refutá-la.


Minhas impressões sobre os debatedores


De minha parte, quero deixar registrado que conheci o prof. Orlando Fedeli, com o qual mantive conversas muito boas e edificantes na época do início de minha formação. Considerei-o sempre um bom católico e um verdadeiro cruzado dos nossos dias, e vi o seu trabalho como coisa boa e necessária, mas reconheço também que foi sempre um homem belicoso e exageradamente crítico, rápido para apontar defeitos alheios e entrar em infindáveis controvérsias, e lento para reconhecer qualidades no outro. Conheço também o Sr. Alberto Zucchi, com quem tive ocasião de conversar na igreja da paróquia São Paulo Apóstolo do Belém (SP), juntamente com o Padre Aldenor Alves de Lima (Padre Aldo), um bom amigo que era então o pároco. Do atual líder da Montfort, Tive a impressão de se tratar de um leigo bem disposto e zeloso, trabalhador  e honesto em suas convicções, mas igualmente um homem afeito às disputas.

    Já tive também conversas com o Frei Tiago de São José por telefone, o qual chegou a me convidar para visitá-lo na França e assumir com ele um projeto de produção de livros. Este em tudo me pareceu um digno sacerdote, um verdadeiro pastor de almas, de Fé autêntica e um amante de Cristo e da sua Igreja, disposto a tudo para resgatá-la dos maus e restaurá-la para o bem das almas. Sua história de vida é a de um herói da Fé, por tudo o que sofreu, como castigo da parte de maus bispos, apenas por prestar sua fidelidade a Deus antes que aos homens. Não tenho como não respeitá-lo, mesmo não concordando com ele em tudo e considerando que falha em alguns pontos.

    Como já foi dito, o debate gravado no vídeo disponibilizado abaixo resume a contento a conclusão do que estivemos tratando até aqui sobre o Sedevacantismo, ainda que muitos argumentos de um e de outro lado tenham permanecido ausentes por conta da negativa animosidade que transpareceu desde o início e só fez piorar no correr dessa disputa. Logo a seguir, acrescentamos também as análises feitas a partir da ótica sedevacantista, por Diogo Rafael Moreira (figura controversa ele próprio, mas um  grande estudioso e conhecedor do catolicismo, em especial dos assuntos em questão). Espero em Nosso Senhor que estes conteúdos sirvam de auxílio para os nossos leitores. A seguir, falaremos sobre a nossa própria posição perante toda esta grande controvérsia, algo que já se faz necessário e que muito nos pedem.







COMPARTILHE EM SUAS REDES!

2 comentários:

  1. Simplesmente excelente. realmente é um artigo de grande valor e equilibrado como não se acha em outros lugares. Parabéns fiel católico

    ResponderExcluir
  2. Confesso que eu quero muito saber a posição de vocês, pq não seii qual é

    ResponderExcluir

** Inscreva-se para o Curso Livre de Teologia da Frat. Laical São Próspero e receba livros digitais de altíssima qualidade todos os meses, além de áudio-aulas exclusivas e canal para tirar suas dúvidas, tudo por R$29,00/mês. Ajude-nos a continuar trabalhando pelo esclarecimento da fé cristã e católica!


AVISO aos comentaristas:
Este não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário, conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.

Subir