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Lutador campeão do UFC descreve sua jornada de conversão ao catolicismo


Bas Rutten diz que o famoso ator Kevin James, católico, desempenhou um papel fundamental em atraí-lo de volta à fé

BAS RUTTEN, um talentosíssimo lutador campeão do UFC (Ultimate Fighting Championship, o maior campeonato de artes marciais mistas do mundo na atualidade), descreveu sua jornada à fé católica em um vídeo postado no YouTube (assista ao final).

Rutten, que cresceu na Holanda e agora vive nos Estados Unidos, fora já um campeão de artes marciais nos anos 1990, antes de se tornar o campeão dos pesos pesados ​​no UFC. Ele foi introduzido no Hall da Fama do violento esporte em 2015.

Em um vídeo produzido sob o patrocínio da Arquidiocese de Filadélfia (produzido por Anthem Philly), ele descreve ter sido intimidado na infância por causa de uma doença de pele (um eczema grave). Outras crianças o chamavam de "leproso", segundo o seu testemunho. A coceira era tão feroz que ele a tentava aliviar golpeando repetidamente um azulejo (!) que mantinha ao lado de sua cama. 

Expulso de várias escolas, aos 12 anos de idade Rutten foi ao cinema assistir o filme "Enter the Dragon", estrelado por Bruce Lee, um dos maiores artistas marciais de todos os tempos. Inspirado, persuadiu seus pais a permitirem que ele treinasse o Taekwondo, uma arte marcial coreana que enfatiza os golpes com os pés. O bullying terminou, conta Rutten, depois que ele quebrou o nariz de um valentão...

Rutten foi batizado e crismado quando criança, mas, quando tinha 12 anos, sua família parou de ir à Igreja. Ele mesmo, por sua vez, também não estava interessado o suficiente para continuar a praticar a Religião por conta própria: "Quando uma criança vai à igreja, é uma espécie de coisa intimidadora", disse ele; – "há todas essas estátuas estranhas olhando para você, e ninguém está feliz...", conclui com bom humor.

O retorno do lutador à fé aconteceu depois de trabalhar com o famoso ator católico Kevin James (foto), na comédia de luta livre "Here Comes the Boom". James convidara alguns oradores católicos para palestrar no set de filmagens, e Rutten foi a uma dessas palestras. “Eu fui sugado! – foi isso, isso mudou minha vida!”, disse o Rutten. A partir daí, ele passou a ouvir uma versão da Bíblia Sagrada em áudio, e ao mesmo tempo iniciou leituras bíblicas.

A primeira vez que a Bíblia realmente o mudou, ele disse, foi quando percebeu que estava escravizado pelo vício do alcoolismo. Disse ele: “Eu era um bebedor pesado – e esses estudos me impediam de beber. Agora tenho moderação, algo que nunca tive em minha vida!”.

Rutten ficou fascinado por reaprender sobre a fé. "Assim que você começa a aprender sobre o catolicismo, ou reaprendê-lo, você está viciado", diz o atleta, em seu costumeiro tom bem humorado.

A minha pergunta, que eu sempre faço aos meus alunos, é: como você quer ser lembrado? Aplique isso para lutar: como você quer ser lembrado? Como um bom lutador, um cara que nunca desistiu. Não se trata de ganhar o cinturão de campeão – aí você está recebendo o reconhecimento de seus colegas. Se isso é muito importante para mim, por que eu não quero obter o reconhecimento de Deus e ser o melhor cara que puder? (...) Eu Eu acho que não há nada mais importante do que isso.



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Fonte:
CatholicHerald.co.UK, 'Champion UFC fighter describes his journey to Catholicism', disp. em:
https://catholicherald.co.uk/news/2018/11/23/champion-ufc-fighter-describes-his-journey-to-catholicism/
Acesso 23/11/2018

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Bispos italianos querem revogar o Summorum Pontificum


BISPOS ITALIANOS sugeriram, durante o seu atual encontro autunal, abolir o Motu Proprio Summorum Pontificum, que autoriza a celebração da santa Missa no rito tradicional em latim, conforme relatado pelo MessaInLatino.it (16 de novembro/2018).

O arcebispo de Gorizia, Carlo Radaelli (foto), de 62 anos, disse que Bento XVI cometeu um "erro" ao escrever, no Summorum Pontificum, que a Missa Antiga nunca foi revogada. Em vez disso, Radaelli afirma que a Missa Romana teria sido abolida por Paulo VI. A partir disso e em consequência, o Motu Proprio de Bento XVI seria nulo ou inválido.

Não é surpresa que muitos prelados apoiem as afirmações de Radaelli. Dentre estes, o modernista padre Luigi Girardi, que dirige o Instituto Romano da liturgia pastoral; o bispo de Novara, Franco Brambilla, e outros bispos anônimos do sul da Itália.

Radaelli e Brambilla foram, ambos, nomeados por Bento XVI.


* * *

Eu, Henrique Sebastião, tenho dito e repetido que se aproxima um novo cisma para a história da Igreja. Não estou só nessa análise: por exemplo o Padre Paulo Ricardo me disse, há alguns anos, que considera essa hipótese totalmente viável caso as coisas continuem no rumo em que se encontram. Há tempos, realmente desde antes do CVII – e com intensidade e fúria redobradas depois deste – temos o choque entre "duas igrejas" dentro da Igreja: uns querem a Igreja antiga, outros querem uma Igreja (literal e totalmente) nova. Diga-se, de passagem, que o mais lamentável é que poucos queiram a Igreja atemporal e de sempre.

De fato, ao assistir a Missa no rito tradicional (Missa de sempre) e a chamada "missa nova" de Paulo VI (da forma como é mais comumente celebrada hoje, com toda a sorte de inovações e total liberdade sobre a liturgia), temos a clara impressão de que não se trata da mesma celebração; sem nenhum exagero, alguém que nada conhecesse de catolicismo poderia duvidar seriamente de que fossem, ambas, expressões da mesma religião, e menos ainda do mesmo evento sagrado (o santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário). 

Acho difícil que venha a acontecer, ao menos por enquanto, mas a decisão de revogar o Summorum Pontificum de Bento XVI seria, sem dúvida, um marco importantíssimo, senão o ato central na concretização desse novo cisma. E pelo andar da carruagem, mesmo sabendo que a divisão jamais foi a vontade de Deus para os seus filhos, com honestidade tenho que dizer que já não sei se isso seria bom ou mau.

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Desabafo do Padre Luis Fernando Alves Ferreira

Diocese de Itumbiara – GO



SOU PADRE HÁ quase 5 anos. Fui seminarista por 7 anos. Já estive em vários lugares Brasil afora, já celebrei em tantos outros e guardo no meu coração uma tristeza profunda. Quando eu era criança, na roça, e ia com minha família à Missa uma vez por mês, eu sabia que naquela Hóstia "tinha Jesus". 

Eu sentia o cheiro da vela queimando e aprendi a me persignar toda vez que passava diante de uma Igreja. Eu achava tudo meio estranho, porque não entendia a Missa, mas sentava no primeiro banco e respondia a todas as perguntas que o padre fazia na hora do sermão. 

Daí eu cresci, fomos pra cidade e eu continuava inocente. Fui pro seminário e as escamas de meus olhos caíram. A Missa pela qual eu sempre nutri o maior religioso respeito

virou palco;

virou show;

virou passeata;

virou passarela;

virou camarim de estrela;

virou sambódromo;

virou terreiro;

virou tudo e suportou tudo;

menos ser de fato, Missa.

Já vi tanto desleixo… Alfaias pruídas, vasos sagrados zinabrados, Hóstias Consagradas carunchadas dentro do sacrário, um sacrário no meio de uma reforma de Igreja com Hóstias Consagradas dentro, consagração de vinho em tamanha quantidade que as sobras Eucarísticas precisaram de um exército de MESC para consumi-las, porque o padre não poderia fazê-lo sem ficar bêbado, e outros tantos abusos.

Capitaneada pelo dualismo marxista de tipo maniqueísta, a reinterpretação que a Missa sofreu nas décadas que sucederam o Concílio Vaticano II seguiu as pegadas da subjetividade humana. É odioso ouvir: “Ah, o jeito do outro padre é diferente...”. Isso denota uma personalização que a Missa não comporta. A Missa nunca foi a Missa do padre, mas a Missa da Igreja!

Essa mentalidade impregnou tanto a liturgia que quando um Padre quer celebrar a Missa da Igreja, aquela do Missal Romano, é chamado de retrógrado. O respeito às normas litúrgicas agora é sinônimo de "opressão". A Missa pura e simples foi esvaziada para poder ser enchida pela ideologia da enxada, da faixa, do cartaz, da freira, do padre TL… A Missa se transformou… Virou manifestação e protesto contra o Governo e o Sistema e

• contra a Igreja;

• contra os padres;

• contra a fé católica de sempre;

• contra a liturgia de sempre.

Enfiaram bananeiras, berrantes, espeto de churrasco, cuia de chimarrão, pão de queijo, cachaça, coco, faca e facão, pipoca, balões e ervas de cheiro na Missa, enfiaram panos coloridos para todos os lados, colocaram mães de santo manuseando o turíbulo e leigos lendo preces seminus. 

Para essa CORJA, a Missa já deixou há muito tempo de ser o Sacrifício redentor de Cristo PRO MULTIS e se tornou só mais uma mesa para comensais na qual vale o discurso e não a fé, na qual o que importa é o que o homem diz aos seus iguais e não o que Deus diz ao homem.

Lembro-me de um professor contando, todo garboso, que certa feita utilizou-se de uma Adoração ao Santíssimo Sacramento para dar uma aula de teologia ao povo – aos seus moldes é claro – porque para ele aquela Hóstia era "pobre de significado".

Aquela Hóstia pobre…

tão pobre quanto o cocho de Belém;

tão pobre quanto a cama em Nazaré;

tão pobre quanto a casa de Pedro em Cafarnaum;

tão pobre quanto a casa de Lázaro em Betânia;

tão pobre quanto o coração do Filho de Deus.

Ela só pôde se tornar Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Cristo porque Ele se fez pobre!

Sua pobreza não comporta reduções, tampouco acréscimos desnecessários.

Ele é aquele que é e nada mais.

Mas, só para quem tem fé!

Aos meus irmãos padres um apelo: que nós diminuamos e que Ele apareça. Não somos o noivo, apenas amigos do noivo! Rezemos a Missa da Igreja, a Missa do Missal. Que Ele fale aos corações e às mentes, inclusive às nossas mentes e corações! Que Ele toque as vidas, inclusive as nossas. Que sua voz ecoe nas consciências, também nas nossas. Que toda a nossa Liturgia seja feita Por Cristo, Com Cristo e em Cristo ao Pai, na Unidade do Espírito Santo. Só isso. Se fizermos isso bem feito, teremos feito tudo o que nos compete nesta vida.

Ter religião é ser irracional?

ALGUNS AUTODENOMINADOS "racionalistas" argumentam que a religião é sempre irracional, na medida em que afirma que existe uma realidade além da razão e, logo, a sua própria base seria um tipo de fé cega. Há alguns anos, Alessandro Lima deu uma resposta bastante simples e didática a um de seus consulentes, na qual se baseia este nosso artigo.


    Você pode se autodeclarar "um racionalista", mas isso não faz com que as posições que você assume sejam razoáveis. Na verdade, apesar de todo esse discurso sobre razão contrária à fé cega, os racionalistas estão muitas vezes entre as pessoas mais irracionais.

    O Cristianismo afirma que existem verdades que vão além do poder da razão necessário para demonstrá-las, mas isso não significa que sejam irracionais. Existe uma diferença entre o que é irracional (aquilo que vai contra a razão) e o que é suprarracional (aquilo que está além da razão). Considere isto: as proposições da física quântica estão acima das habilidades racionais da maioria das pessoas que nunca estudaram a fundo as suas questões. Isso faz com que física quântica seja irracional? Não.

    Ou então pense nisso: conhecer tudo o que existe sobre ciência moderna está além das capacidade de qualquer ser humano. Por isso é que existem especialidades e especialistas: divide-se a coisa toda em partes e várias mentes que seriam incapazes, sozinhas, de compreender o todo, especializando-se cada um em uma dessas partes. Pois bem: nós não dizemos que a ciência é irracional porque a totalidade do conhecimento científico vai além do poder que uma pessoa tem para a conhecer.

    Em outras palavras, o fato de uma pessoa ser limitada naquilo que ela não compreende não significa que não possa existir algo além do que aquilo que ela compreende. Se passarmos do indivíduo para a raça humana como um todo, podemos dizer que um fato pode ser limitado para um homem, como criatura finita que é; isso, porém, não significa que algo que vá além daquilo que ela pode compreender não possa existir.

    O Cristianismo afirma possuir uma mensagem que ultrapassa o horizonte intelectual de um homem. Tal mensagem afirma que Deus – cuja existência, por sua vez, é cognoscível apesar das nossas habilidades racionais limitadas –, revelou coisas que vão além da nossa razão, mas que não conflitam com ela. Essa mensagem também afirma que a realidade conforme a conhecemos evidencia, embora não prove empiricamente, que as verdades transcendentais existem. Tanto o afirmar categórico que isso é real, quanto afirmar que não é real, são ambas posições irracionais.

    A partir da ótica cristã, o racionalismo é como um homem que possui o mapa da estrada, mas que, acreditando que o mapa é confiável da forma como foi retratado, conclui que apenas aquela imagem é real. O racionalista pensa que a estrada termina nos pontos em que o mapa não apresentam mais nenhuma estrada: esse é o racionalismo que provém de uma fé cega e que termina com a morte.

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Ref.:
LIMA. Alessandro.
A religião é irracional porque ela afirma que existe uma realidade além da razão?
disp. em:
https://veritatis.com.br/a-religiao-e-irracional-porque-ela-afirma-que-existe-uma-realidade-alem-da-razao/
Acesso 14/05/2023

Gírias do submundo no Enem é o de menos – a normalização do anormal


Por Carlos Ramalhete

VI TANTA BESTEIRA por aí, sobre a questão do Enem sobre a gíria do submundo hoje dito transgênero, que resolvi dar um pitaco.

Basta ler a pitomba da questão para ver que não se está cobrando conhecimento da gíria dos caras. Do mesmo modo, tampouco é aquilo um incentivo a aprendê-la, mesmo porque, quando a molecada sai do Enem, a última coisa que ela quer fazer é ampliar seu conhecimento da bibliografia citada.

Aquilo é parte de outro joguinho: a normalização do anormal. O objetivo da questão é simples e, a seu modo tão eficiente quanto a Globo exibir ad nauseam o Pablo Vitar; o que eles querem é "mostrar que é normal" aquele submundo, tratar a prostituição de pessoas com sérios problemas mentais (duvida? Vai dar uma volta no balcão da delegacia de uma área onde esses caras fazem ponto pra ver) como se fosse uma coisa tão absoluta e completamente natural quanto um rapaz se apaixonar por uma mocinha e querer passar o resto da vida com ela.

É a mesma política que faz com que não se tenha sequer tentado criar mecanismos de união civil que servissem para, por exemplo, duas irmãs solteironas que moram juntas, criando ao invés disso uma falsa equiparação entre relações sexuadas entre pessoas do mesmo sexo e a constituição de uma família que gera e cria as futuras gerações (e por isso merece proteção e reconhecimento por parte da sociedade, inclusive do Estado), no dito "casamento gay".

Os pobres prostitutos que falam aquelas gírias todas enquanto quebram garrafas e avançam para cima dos próprios companheiros com o gargalo-arma na mão, assim como as pessoas que têm amizades sexuadas com gente do mesmo sexo, são meras buchas de canhão. A bucha, para quem não sabe, é um monte de pano que se coloca entre a bala e a pólvora, servindo para dar pressão e propelir a bala para mais longe, caindo contudo toda queimada e gasta a poucos metros do cano. O que se deseja, ao incentivar esse tipo de coisa, é diminuir a força da normalidade dita burguesa [tanto que até já criaram o bizarro termo 'heteronormatividade' para dar a entender que no que se refere às relações sexuais nada, absolutamente nada pode ser considerado anormal, nem mesmo pedofilia ou zoofilia].

Isso porque, na sua ignorância, os neomarxistas tomam fenômenos naturais e que existiram desde sempre – e que sempre perdurarão em qualquer sociedade, como a constituição de uma unidade familiar – por meros fenômenos transitórios de uma sociedade burguesa em decadência, na qual temos o desprazer de viver. 

Eles tratam, assim, a constituição de família exatamente do mesmo modo como tratam, por exemplo, as cadernetas de poupança, o uso de terno ou outras roupas "de representação", etc. Estes, sim, fenômenos burgueses. Como eles querem "apressar a passagem da sociedade burguesa para a próxima etapa do desenvolvimento", na sua visão materialista dialética, os bocós incentivam a destruição de tudo o que identificam como "burguês". A família inclusive, a civilidade inclusive.

Ao apresentar com ares de normalidade ou mesmo de "cultura alternativa e mais genuína" – verdadeiros Bons Selvagens de Rousseau! – por exemplo a prostituição e os psicóticos, o alvo é a família. É um alvo negativo, não positivo. Quanto é alcançado o objetivo de bagunçar as relações familiares, como o divórcio o fez, como o sistema pelo qual o único dever de um pai é dar uns caraminguás todo mês para o bebê, os que foram usados como bucha de canhão são deixados de lado. Eles não têm valor intrínseco aos olhos dos neomarxistas frankfurtianos; só servem como arma. Como buchas de canhão, descartadas no próprio ato do tiro.

Na verdade – e isso é perfeitamente previsível e aceito pelos próprios neomarxistas como inevitável e até desejável – o efeito imediato desse tipo de campanha e apresentação é o crescimento, não a diminuição, dos maus-tratos aos que foram usados. O papel deles, na dialética neomarxista, é justamente serem gastos, serem descartáveis, para aumentar os conflitos sociais e assim apressar o fim (que os neomarxistas consideram inevitável e conducente a algo melhor. O prostituto, a pessoa com atração sexual pelo mesmo sexo, etc., servem apenas para desmanchar a família (o que aliás é impossível, por ela ser intrínseca à natureza humana; mas como as antas dos neomarxistas não acreditam em natureza humana, eles não entendem o óbvio); não se busca como um valor em si a equiparação da família de verdade com a convivência sexuada de pessoas do mesmo sexo, assim como não se busca como um valor em si que haja, sei lá, lojas de prostituição masculina nos shoppings. O papel "histórico", no delírio neomarxista, desse pessoal que estaria teoricamente sendo "prestigiado", é apenas confundir, irritar e, depois, ser jogado no lixo quando não for mais útil.

Assim, não se preocupe com a ideia de que o seu filho estaria aprendendo gírias de prostitutos; preocupe-se com o fato de que ele está sendo condicionado a achar que o anormal é normal, de que ele está sendo treinado para ver no desmanche da sociedade em que vive um "passo à frente". O problema é esse, bem mais que algumas palavrinhas esquisitas que nem sei se existem de verdade.

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Agora, no Brasil... sobre filmar aulas, dialeto travesti e pornografia nas escolas


FILMAR AULAS NÃO pode... Minha esposa é professora e, assim como diversos amigos que tenho, também professores, dizem que não se importariam em ter suas aulas filmadas (até para que se mostre a falta de educação de boa parte dos alunos e o desrespeito a que são submetidos diariamente). De fato, é um argumento invencível o de que só pode ter tanto pavor da ideia aqueles que porventura estejam usando da sala de aula para ensinar o que não devem. Por outro lado, colocar questão sobre dialeto secreto de travesti em Exame Nacional do Ensino Médio, aí pode, sem problemas. Afinal, ninguém quer ser taxado de "preconceituoso" ou "homofóbico", não é mesmo?

Polícia na Universidade para fiscalizar denúncia de crime eleitoral, não pode... Mas usar página institucional para propaganda política, trocar ementa do curso por militância "Elenão", criar polícia ideológica autointitulada "Ação antifascista" para perseguir quem votou em Bolsonaro, o novo Presidente da República democraticamente eleito, aí pode.

Alguns conservadores estão lidando com os movimentos de resistência ao totalitarismo psicopedagógico como se vivêssemos em uma pura normalidade que veio a ser perturbada por "polêmicas" como o Escola Sem Partido (quem leu?) e pelas denúncias que o STF veio a público para tentar deslegitimar.

A realidade dos fatos é outra. Vivemos sob o império do culto à devassidão. A escola real é aquela da qual seu filho de sete anos volta implorando para você não votar no Bolsonaro porque ele é contra os negros e é fascista; é aquela em que uma professora desvairada dá aula de educação sexual para crianças de nove anos e expõe suas próprias fotos no Facebook manipulando pênis de borracha e simulando sexo oral em alunos; é aquela em que você se depara com livros paradidáticos indicados pelo MEC em que há um conto no qual o pai resolve se casar com uma de suas filhas ('Enquanto o sono não vem', editora Rocco) ou em que há uma crônica que conta a história de uma criança que vai a um passeio no lago vê uma mulher fazendo sexo oral em um homem ('Nu de botas', de Antonio Prata).

Não há como combater tantos e tão graves abusos sem ferir a fina delicadeza dos nossos tempos, em que a maioria dos homens têm vergonha de ser o que é, de pessoas adultas que sofrem uma epidêmica síndrome coletiva de Peter Pan, querendo permanecer adolescentes a vida inteira; gente tão frágil que não suporta que nenhuma medida um pouquinho mais áspera seja tomada da parte dos que ainda se atrevem a entrar em campo para defender nossos valores sagrados e as nossas crianças, os nossos (verdadeiros) adolescentes e jovens contra a tara ideológica da esquerda.

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Honestidade intelectual: um apelo

Um texto necessário de Igor Andrade
(Frat. Laical S. Próspero)



'Diógenes procurando por um homem honesto', por Jacob Jordaens

ESCREVO COMO MERO professor de filosofia sobre este assunto tão importante nestes tempos: a honestidade intelectual. A honestidade é uma virtude muito admirada; quem é desonesto é visto com maus olhos por qualquer um – porém, muitos, infelizmente, pensam nela como algo meio material. Para o vulgo, ser honesto consiste somente em entregar o troco certo, pagar as contas em dia e não roubar os cofres públicos.

Essa honestidade é importante, mas venho falar de uma mais importante ainda (porque mais importante que a matéria é a alma, da qual a razão e o intelecto são parte).

O homem é repleto de preconceitos desde a infância, e a biologia nos ensina que é graças a estes preconceitos que chegamos, através da História, até este estado de permanência e perpetuação da espécie humana – a palavra “preconceito”, aqui, deve ser bem entendida como um conceito prévio que se formula sobre algo ou alguém antes de conhecê-lo e de formular de fato um conceito definitivo e adequado após conhecê-lo.

Ponha-se o leitor no lugar de um homem pré-histórico que vivia numa civilização tribal, nas matas, e ainda não modificara o meio ambiente. Sua casa rústica servia apenas de abrigo do frio, das feras e de outros homens. Ao longo das gerações, esta tribo passou por diversas turbulências: ataques de animais, guerras contra outras tribos por alimento, água, território, etc. Assim, formou-se no imaginário comum que tudo aquilo que não pertencesse à tribo oferecia uma ameaça aos seus membros. Isto é, a tribo formou um pré-conceito sobre tudo aquilo de que não tinham um conceito formado. Um rugido perto, para eles, com certeza era uma fera que os atacaria; um grito humano era sinal de perigo, e assim por diante.

Aclarada a importância dos pré-conceitos (que são como que uma proteção do desconhecido), falemos do problema que geram: a ignorância comum.

Ponha-se o leitor, uma vez mais, no lugar de um outro membro da mesma tribo, porém algumas gerações à frente. Sua tribo cresceu, houve contato com outras tribos, formaram-se alianças, instauraram-se castas, desenvolveram-se técnicas. Finalmente era possível conhecer o que estava fora da tribo. Porém, estavam tão arraigados os pré-conceitos históricos que todo aquele que quisera conhecer mais além da mera realidade local era tido como louco, imprudente, desocupado. O preconceito, quando necessário para o bem (como no caso supracitado), é útil, mas quando cessa sua necessidade, torna-se um impedimento para o aprendizado do homem.

Assim aconteceu com Tales, o pai da filosofia ocidental. Tales fora habitante de Mileto, região da atual Turquia, e era fascinado pelo céu e pela natureza. Foi o primeiro a buscar a arché, o princípio das coisas. Como ficava mais tempo olhando as estrelas do que fazendo negócios comerciais, os demais habitantes de Mileto diziam que era um inútil, que aquilo não tinha futuro e coisas semelhantes. Conta-se que, certa vez, andando pelos campos, Tales estava tão distraído buscando no céu uma explicação para a realidade que caiu no fundo de um poço e lá ficou o resto da noite, preso. Quando o encontraram, caçoaram dele, provavelmente dizendo que deixasse daquilo porque os deuses cuidavam de tudo e que não havia mais nada a saber além de transações comerciais. “Você é um inútil, Tales, uma vergonha para sua família e para nós, habitantes desta rica cidade”, provavelmente lhe disseram.

Para dar uma lição aos seus concidadãos, segundo a narrativa de Diógenes Laércio, teria Tales empreendido diversos cálculos e observações dos astros, chegando à conclusão de que, naquele ano, a colheita de azeitonas seria maior que o normal.

Comprou, então, todos os moinhos da região. “Tales enlouqueceu mesmo, está comprando moinhos fora de época de colheita”, provavelmente disseram muitos. Mas, quando chegou a época certa, com a superprodução de azeitonas, não tinham onde deixá-las, e então tiveram que pagar a Tales a quantia que ele bem exigiu para que usassem os seus moinhos, o que fez dele o homem mais rico da região.

Depois disso, Tales foi deixado em paz e tido por todos como sábio. O povo de Mileto reconheceu que seus preconceitos eram vãos e teve a honestidade intelectual de dizer “Tales, ajude-nos, você conhece mais a natureza do que nós. Por favor, ensine-nos o que sabe!”.

Esse é um exemplo de que o preconceito pode atrapalhar no conhecimento das coisas – e como é importante a honestidade intelectual. Tales fora o primeiro a conhecer melhor os astros, a geometria e a natureza de modo geral. Foi o primeiro do ocidente que postulou a imortalidade da alma (algo extremamente importante para as discussões sobre a dignidade humana nos tempos atuais); foi ele quem firmou paz entre Ciro e Mileto; foi ele quem por primeiro dividiu o ano em quatro estações e que almejou explicar o princípio das coisas.

Sua explicação não é das melhores (segundo ele, a água é o princípio de tudo e está presente em tudo), porém o mérito está não na resposta, mas no fato de ter feito a pergunta (qual é o princípio das coisas?).

Hoje em dia, vergonhosamente, vemos isso impregnado na forma mentis vulgar. Não há, no vulgo, a honestidade de dizer “não sei”. Ainda muito pior, parece que a “elite” intelectual também não sabe dizer “não sei” quando realmente não sabe alguma coisa.

Recentemente, o candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, participou de uma sabatina no programa "Roda Viva", da TV Cultura. Nenhum dos jornalistas que o entrevistou teve honestidade intelectual de conceder ao entrevistado o benefício da dúvida, algo como admitir para si que “talvez ele não seja tão ruim quanto eu penso”. Manteve-se a práxis preconceituosa marxista: "Se qualquer um disser algo que contrarie aquilo que eu penso sobre esses assuntos, com certeza é um 'burguês' que deve ser superado a qualquer custo pela dialética".

Que um marxista pense assim não é novidade alguma, pois seguem cegamente o seu profeta (Hegel), que anuncia seu deus: Marx, “aquele que salva”.

O problema é que, do outro lado, da parte da chamada “direita”, o modus operandi foi exatamente o mesmo. De toda a entrevista, o único acerto foi quando um jornalista disse que “Jesus também foi um refugiado”. E o que fez o pessoal da “direita”? Ignorou a narrativa bíblica (na qual dizem crer) e taxou o jornalista de idiota. Não nego que, de fato, aquele jornalista seja um idiota, mas a informação em questão é verdadeira, não podemos negar isto.

Na época em que Jesus nasceu, Judá era governada por um rei, Herodes (conivente com os romanos, mas rei); era um reino independente do Egito (que, embora província do Império Romano, era um país separado de Judá, com língua, cultura e leis diferentes), aonde a Sagrada Família buscou refúgio quando o Rei mandou matar todos os meninos com menos de um ano de idade. Assim, buscar refúgio em outro país tornam S. José, a Virgem Maria e Jesus Menino refugiados, e ponto final.

É evidente que o jornalista quis comparar a situação da Sagrada família à dos muçulmanos de hoje em dia (uma comparação totalmente absurda); assim, nesse caso específico, a melhor argumentação é a mais honesta, isto é, aquela que aponta para a verdade dos fatos: uma coisa não tem absolutamente nada a ver com outra, e o problema da migração em massa dos nossos tempos envolve uma série de graves problemas totalmente diversos e que nada tem a ver com o apresentado na narrativa evangélica. Mesmo assim, não podemos negar os fatos na tentativa de ter razão: só assim é que poderemos separar um fato da "forçação de barra" que se faz usando de um fato.

É preciso ter a honestidade intelectual para admitir erros, equívocos e acertos – nossos e de nossos opositores. Por suposto, honestidade intelectual não significa fazer crítica cega ao que comumente se tem por sabido. Crítica cega àquilo que já é conhecido não passa de petulância e de idiotice. 

Honestidade intelectual teve Sócrates, que reconheceu saber unicamente que nada sabia. Também a tiveram boa parte dos filósofos. Tiveram-na os Padres Capadócios, que deixaram claro que devemos estudar os pagãos, porque estes, embora tivessem errado quanto à religião, acertaram em muitos outros pontos. Honestidade intelectual teve Santo Tomás de Aquino, em cuja Suma Teológica diversas vezes citou muçulmanos (Avicena e Averróis), mostrando que eles também acertam. Honestidade intelectual teve Santo Agostinho, que publicou suas Retratações, obra na qual reconhece todos os erros filosóficos que cometera até então.

Tenhamos o bom senso de saber que não sabemos de tudo para que, antes de criticarmos o desconhecido, aprendamos e o conheçamos. Essa honestidade intelectual é o mínimo necessário para aprender – é a filha mais velha da Humildade. Saber que não se sabe é o primeiro passo para aprender.

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A vitória de Bolsonaro e a via dos cristãos


DEPOIS DE LONGOS DIAS, semanas e meses de tensão e muita guerra de nervos –, com direito a agressões, calúnias, a incessante divulgação de notícias falsas, ameaças, atentado e prenúncios de atentados –, e tudo o que de mais rasteiro, imoral e degradante o ser humano é capaz de conceber e produzir, chegamos, afinal, ao desfecho das eleições nacionais de 2018. Ufa!

Bolsonaro, como já disséramos, era a única alternativa possível aos católicos, por motivos óbvios: representava a única opção contra o criminoso, imoral e anticristão projeto de poder petista, arquitetado para se eternizar no governo do nosso país. Um projeto que foi, desgraçadamente, apoiado por uma grande quantidade de padres e bispos católicos, agindo debaixo das bênçãos da desmoralizada CNBB.

Todavia também não nos faltaram – graças ao Bom Pastor que nos prometeu que o Inferno jamais triunfará contra a sua verdadeira Igreja – honrados e dignos sacerdotes que se levantaram com firmeza e coragem em defesa do único candidato que, malgrado todos os seus muitos defeitos, posicionava-se como homem temente a Deus e a favor da família, da vida, das instituições tradicionais, das liberdades individuais, da propriedade privada, dos sãos valores pátrios – e contra o aborto, as ideologias perniciosas como a da "identidade de gênero", o controle social, a estatização de todos os meios de produção e a implantação do perverso bolivarianismo em nosso país. 

Ficou provado que, assim como o PT e o PC do B, também a CNBB (que até agora não saudou em nota pública o novo presidente democraticamente eleito, como sempre fez com Lula e Dilma) não representa o povo brasileiro. Assim como sucedeu na ocasião do plebiscito sobre o desarmamento (2005) e nos recentes debates sobre a maioridade penal, a conferência de bispos posicionou-se contra a vontade e os anseios da maioria do povo católico. Felizmente, não foram ouvidos, do mesmo modo como em 2015, quando não conseguiram adesão para a sua campanha de assinaturas para a reforma política. 

Faz-nos lembrar do que vaticinou Santo Atanásio de Alexandria, que passou 17 anos de sua vida exemplar no exílio, condenado por bispos hereges, ao escrever, de lá do longínquo século IV, sua eterna "Carta ao meu rebanho":

Ainda que os católicos fiéis à Tradição se reduzam a um punhado, são estes a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

Bravo! Os fiéis católicos – sacerdotes e leigos – triunfam. Mas não podem relaxar e desfrutar o sabor desse triunfo a não ser por um breve momento. O inimigo é formidável em persistência e não se deixa abater. Não foram capazes de esperar mais do que um mísero dia após o domingo da histórica eleição para dar vazão à sua frustração cheia de ódio e rancor: já começaram os protestos, a arruaça e o desrespeito à democracia nas mesmas velhas mentiras berradas a plenos pulmões em suas passeatas. Já o movimento "Povo sem medo" interrompe o trânsito da Avenida Paulista... "Povo"? Ora, mas foi o povo mesmo quem decidiu, pela via genuinamente democrática, escorraçar essas hostes do poder. 

De fato, é tragicômico que falem tão insistentemente em "democracia" quando não aceitam a escolha mais bela e exemplarmente democrática – por ser um fruto espontâneo da conscientização de um povo que tirou do ostracismo um homem simples e que mal sabe elaborar um belo discurso, porém honesto e que diz muito daquilo que queremos ouvir de um governante, que nos representa e é tão transparente quanto o mais fino cristal.

Fará um belo governo? Não sabemos. Decepcionará? Talvez. É um exemplo de cristão? Certamente que não, como já dissemos em outras oportunidades. Aliás, é muito difícil definir se ele é, afinal, católico ou protestante. Mas nós não votamos para Papa, e sim para o Presidente da República, e é certo que estamos diante de um homem que inegavelmente traz o valor da coragem, da humildade e de se posicionar sem meias palavras, qual  "Athanasius contra mundum", contra tudo e contra todos a favor daquilo que é certo. 

Mesmo sem apoio e sem tempo na TV, esse homem investiu obstinadamente e sem medo contra as velhas raposas da velha política, contra a militância estúpida da grande mídia de massa, contra a maior parte dos nossos "artistas" mais populares (e até artistas internacionais icônicos!), contra todos os principais veículos tradicionais de informação do país (que não se furtaram a falsear notícias contra ele) e até contra boa parte da mídia internacional (que lhe taxava com os mesmos rótulos claramente injustos que seus mais radicais adversários inventaram por aqui), contra uma gigantesca seita de professores que domina as nossas escolas e universidades, contra os bispos da CNBB, contra padres midiáticos... E, mesmo assim, mesmo com todos esses poderosos influenciadores de opinião trabalhando juntos, o bom senso venceu: num país cuja população majoritariamente se confessa cristã, a ideologia socialista-materialista foi defenestrada. Ladraram os cães, passou a caravana. 

Não, o povo verdadeiramente cristão não está órfão, ainda que muitos dos seus pastores tenham se bandeado para o lado dos lobos. Quantos testemunhos desesperados recebemos nós, que dirigimos um modesto apostolado, de fiéis católicos que se viram, forçados por suas consciências, a confrontar seus párocos que insistiam em fazer dos Altares sagrados palanques políticos! Mas não se deixaram confundir. O Deus de infinita misericórdia teve piedade de nós. 

Para ao futuro da Igreja no Brasil e o indisfarçável mal-estar que tomou conta das nossas paróquias, é impossível prever um desfecho. Particularmente, creio em um novo cisma, caso as coisas continuem a avançar da mesma maneira como hoje. Num artigo muito feliz, o polêmico e por vezes imprudente, porém necessário apostolado "Fratres in Unum" comparou a situação a "uma procissão em que o andor foi para um lado e o povo foi para o outro…" (leia). 

Sim, é verdade: avançando em direções opostas, cada um segue o seu rumo: os verdadeiros fiéis católicos, que amam a Cristo e se colocam sob a proteção de sua Mãe santíssima, procurando santificar as suas vidas, vão para um lado; para outro, vão os bispos insensatos que clamam contra uma "ditadura" imaginária, enquanto apoiam indiretamente as reais e concretas ditaduras socialistas, sanguinárias e anticristãs, ao redor do mundo de hoje. 

Perceberão esses príncipes da Igreja, algum dia, que abandonaram suas ovelhas? Que, enquanto fazem política, seus filhos erram, abandonados e confusos, desejando ardentemente por quem lhes pregue o autêntico Evangelho? Não notarão que as almas que lhes foram confiadas estão migrando aos milhões para as seitas, onde serão impiedosamente exploradas, até perderem totalmente a fé? Até quando os ungidos de Cristo escolherão servir como cabos eleitorais para os inimigos da vida, da família e do próprio Cristo? Quantos dentre eles entenderão que a grande apostasia já chega? Verão, porventura, os sinais dos tempos? Perceberão que os brasileiros quiseram, por temor a Deus e obedientes ao Evangelho, tomar um rumo oposto ao seu próprio? Regressarão ao bom Caminho e retomarão a verdadeira Fé da Igreja como sempre foi? 

Para essas questões cruciais, não temos as respostas. Mas sabemos que a Verdade liberta e que a oração dos justos pode muito. Reforcemos a cada dia o nosso pacto com a Verdade, que é Jesus Senhor, e peçamos aos Céus com fé inabalável. Nosso Senhor nos dá o poder de decisão e o direito de escolha: façamos uso desses dons preciosos com temor, com amor e com a sabedoria que Ele mesmo nos dá!

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Bolsonaro e o deus ex machina


Por Igor Andrade – Fraternidade Laical São Próspero

NASCIDO NO INTERIOR do Brasil, numa região pobre entre as regiões mais pobres, Enéas Carneiro trabalhou desde os nove anos para sustentar a família. Com esforço e dedicação raros, alcançou lugar de destaque no meio científico. O homem barbudo, formado em Medicina, Matemática e Física, foi professor de Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa, especializou-se em Cardiologia e ministrou aulas de Fisiologia e Semiologia Cardiovascular e publicou um livro – “O Eletrocardiograma” – estudado mundialmente.

Em meio ao caos da “redemocratização” do Brasil, logo após o chamado Regime Militar, Dr. Enéas Carneiro concorreu à presidência da república, mas perdeu. Seguiram-se após esse evento inúmeras tentativas para cargos políticos, no executivo e no legislativo.

Como pode um homem tão bem formado, referência mundial em um ramo científico, professor de  excelência, amante das ciências naturais e da Pátria, de origem popular e fama internacional, não ter reconhecida sua capacidade para gerir a nação e – ao contrário! – perder o cargo para outro barbudo, um bêbado semianalfabeto amante de uma ideologia antipatriótica?

Alguns poderiam dizer que “Lula era próximo do povo, mas o Enéas não” – e essa é uma infame falsidade que se prova com as seguintes perguntas: a maioria do povo trabalha (como Enéas) ou vive com dinheiro de sindicato (como Lula)? Qual deles amava o povo e a cultura nacional e qual amava mais uma ideologia globalizante, antinacional e inimiga dos homens individuais?

Além dessas respostas, que se olhe para o fim de ambos. O primeiro morreu no ostracismo, mas viveu honestamente, não se vendendo para ideais escusos; o outro viveu uma vida infame, queda preso e (queira a Providência) será esquecido pelo tempo e enterrado na vala comum dos hipócritas totalitários.

Ainda fica a pergunta inicial: o que houve? Houve que a política brasileira, que, desde que o Magnânimo fora expulso de seu trono, é, não a arte do bem comum, como ensinou Aristóteles, mas a arte do “parecer ser”. Porém, recentemente um raio de luz iluminou as trevas da política nacional. Desviamo-nos de nosso “destino” de miséria socialista pela ação de um “deus ex machina”, como dizia-se na antiguidade, um deus da máquina, cuja graça é a Internet. Fruto da mera ação humana ou da Providência agindo por meio dela, o fato é que a Internet deu a homens da linha de Enéas a visibilidade que lhes fora negada.

Da mesma estirpe de Dr. Carneiro, demorará para aparecer um homem no Brasil; contudo, apareceram alguns que possibilitarão este surgimento. Um deles é Jair Bolsonaro, que só tem a devida visibilidade por dois motivos: o primeiro é o fenômeno de loucura ideológica devida aos (des)governos gerados pela “redemocratização”; o segundo é o deus ex machina, a internet.

O conceito de “deus ex machina” surgiu no teatro grego. Geralmente, em uma peça teatral, quando o protagonista não tinha alternativas e se encontrava num “beco sem saída”, era assistido por um deus que o livrava da desgraça. Este deus era representado por alguém preso a uma máquina, daí o nome “deus da máquina”.

Numa conversa com um compadre, a imagem à que chegamos é a de um rio correndo em seu leito “normal”. O rio é a política corrupta imposta pelo Golpe da República que deságua na desgraça nacional. Homens da linha de Enéas estavam caminhando com um barco às margens deste rio, aparentemente tentando mudar a política pelo trabalho e pela honestidade – uma mosca branca no meio político nacional. A internet foi uma pedra enorme que caiu no leito deste rio, desviando seu curso justamente para o lado das moscas brancas.

Onde este rio desaguará, não se sabe. Por alguma ironia do destino, pode voltar novamente ao seu curso “normal” e desaguar ainda na desgraça nacional, ou pode mudar completamente seu curso e o nosso destino poderá ser um pouco mais ameno – ainda que nunca perfeito.


Fake news

Alguns anos após a explosão das redes sociais no Brasil (nomeadamente o Facebook e o WhatsApp), popularizadas por volta de 2011, surgiu uma nova expressão: "Fake News". Para aqueles que acompanham o famoso Olavo de Carvalho, este termo tornou-se conhecido em meados de 2016 (talvez antes), mas somente em 2018 as massas populares tomaram conhecimento deste conceito; paradoxalmente, através da grande mídia.

Notícias falsas são muito, mas muito anteriores à Internet. Além do desejo burguês em importar expressões estrangeiras, não há motivo para chamarmos de “fake news” aquilo que popularmente conhecemos por fofoca, diz-que-diz, mentira, intriga, difamação, mexerico, boato, balela e, finalmente, notícia falsa.

Por exemplo, que a proclamação da república teve respaldo popular é fake news, balela; que a Família Imperial era opulenta é fake news, puro boato; que os integralistas eram os “nazistas brasileiros” é fake news, difamação; que a intervenção militar de 64 não teve respaldo popular é fake news, notícia falsa [que os grupos comunistas que deram origem a essa intervenção queriam 'democracia', é outra fake news...].

Os maiores propagadores de notícias falsas não são recentes, mas os maus historiadores (na esmagadora maioria das vezes, ideólogos) e a grande mídia. Mais notícias falsas espalhou a Rede Globo do que qualquer internauta. Digo notícias falsas porque é falsa toda informação manipulada para este ou aquele lado.

Contudo, houve esta explosão de notícias falsas recentemente. A que se deve isso? À falta de confiança que as pessoas comuns têm na grande mídia, que anda de quatro à frente dos líderes totalitários – não só aqui, no Brasil de hoje, mas desde que o ídolo dos comunicadores começou a fazer propaganda nazista. Ele mesmo: Goebbels.

Acabar com esta tosca situação é tão fácil quanto se molhar no mar. Se cada um que recebe uma notícia fizer o simples trabalho de checar a fonte, findado será o problema. Basta fazer duas perguntas básicas: pergunte a si mesmo se isto que é noticiado pode ter acontecido; se a resposta for afirmativa, faça a segunda pergunta a quem te deu a notícia: de onde você tirou isto?

Com essas duas perguntas, as pessoas se libertarão de vez da grande mídia, que criou a “fact-checking” – outro nome importado pelo espírito de porco da classe média estúpida que ama farejar rabo gringo – que nada mais é que o simulacro de uma checagem de fatos. Ora, se você não tem capacidade de, por si mesmo, checar um mero fato, que capacidade terá de agir politicamente? Ater-se à grande mídia para checar um fato é agir como os caipiras da anedota popular que diz que dois compadres andavam quando avistaram algo na estrada. Um deles parou e disse: “Óia, uma bosta”, ao que o outro respondeu: “Num é bosta, não, cumpádi”. E ficaram ambos numa longa discussão de “é” ou “não é”, até que ambos comeram daquilo e concluíram: “É bosta memo, inda bem que nóis num pisô”.

É evidente, quando o objeto da notícia está fora do seu campo de conhecimento, é natural que se recorra à opinião de terceiros, desde que conheçam do assunto. Sobre economia, pergunta-se a um economista (ou mais), sobre medicina a um médico (ou mais), sobre matemática a um matemático (ou mais), e assim por diante, e não a quem é alheio ao tema.

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Igualitarismo, imoralidade, justiça e impiedade

Em uma fábrica de salsichas, exige o controle de qualidade que sejam feitas todas iguais

Pelo Revmo. Padre João Batista de A. Prado Ferraz Costa– Capela Santa Maria das Vitórias

AINDA PRÓXIMOS DO centenário da Revolução Comunista Russa e das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, desejaria registrar a publicação de duas obras muito boas que contribuem notavelmente para a compreensão do erro do igualitarismo, um dos erros espalhados pela Rússia comunista, conforme profetizou Nossa Senhora. 

Com efeito, o igualitarismo representa um atentado, que diria de inspiração satânica, contra a obra da criação. Deus estabeleceu uma ordem hierárquica no reino da criação. No reino mineral há minerais mais preciosos ou nobres e outros mais vis; igualmente no reino vegetal onde se veem, por exemplo, árvores mais nobres, como o carvalho e o cedro, e outras mais baixas. Assim também no reino animal. Nenhum criador de cavalo da raça manga-larga diria que um cavalo desta raça substitui perfeitamente a outro da mesma raça e muito menos pode ser substituído por um pangaré. Nenhum chefe de família, nenhum pai, dirá que um filho seu substitui a outro ou que sua mulher amada pode ser substituída por outra. Cada um é único e insubstituível com suas qualidades e defeitos próprios.

O que quero dizer é que igualdade plena só pode haver entre os artefatos humanos produzidos em série: um parafuso pode ser igual a outro e ser substituído por outro, uma fechadura pode ser trocada por outra igual que venha a ocupar o seu lugar e desempenhar perfeitamente sua função. Mas nas criaturas de Deus não há jamais igualdade.

O igualitarismo denunciado pelas obras que passarei a resenhar em seguida tem consequências perniciosas, produzindo um caos em todas as instituições sociais a partir da família, comprometendo o progresso cultural e sócio-econômico de toda uma civilização, na medida em que impede o desenvolvimento das qualidades e aptidões humanas que se encontram distribuídas pelo Criador de forma escalonada e harmoniosa, de maneira que cada criatura concorra para o bem comum. É por isto que Santo Agostinho diz: "Ubi enim nulla est invidentia, concors est differentia" (onde não há inveja a diferença gera a concórdia). E como não há sociedade sem autoridade, o igualitarismo, se não destrói a autoridade, ao menos lhe diminui o prestígio, o que a impede de coordenar as atividades e esforços de todos os membros da sociedade em prol do bem comum.

Uma das boas contribuições para entender os malefícios do igualitarismo no centenário da Revolução Comunista (que prometeu o paraíso da igualdade na terra e instaurou o pior regime de escravidão que jamais houve na história do mundo) é o livro Utopia igualitária – Aviltamento da dignidade humana, do Eng. Adolpho Lindenberg, publicado pela editora Ambientes e Costumes.

De leitura amena e rica de informações e conceitos, a referida obra trata do problema do igualitarismo em uma perspectiva, diria, histórico-sociológica, tantos são os exemplos tirados da história e do dia-a-dia. Recordando inicialmente a igualdade essencial entre os homens decorrente da mesma natureza humana, o autor em seguida desenvolve uma boa explicação das razões pelas quais as desigualdades acidentais são justas e benfazejas. O autor refuta um erro muito comum em nossos dias, segundo o qual a proximidade física entre ricos e pobres é fator de desunião e conflito. O Eng. Adolpho Lindenberg mostra que, pelo contrário, tal proximidade, quando bem concebida, promove a cooperação. E a título de ilustração recordo um fato da vida do grande pintor brasileiro Batista da Costa. Quando era menino pobre, retratava paisagens nos carreadores das fazendas no interior Estado do Rio de Janeiro. Um belo dia um fazendeiro passeando a cavalo encontrou o menino, reconheceu-lhe o talento e a partir de então tornou-se seu benfeitor. Depois que se tornou um artista afamado, Batista da Costa expressava ao benfeitor sua gratidão, presenteando-o com suas belas obras. É um exemplo de uma mentalidade nobre anti-igualitária que vê sempre no superior um benfeitor.

O autor se reporta também a grandes historiadores franceses que estudaram a fundo o Antigo Regime e mostraram como as desigualdades acidentais entre os homens, quando vividas em uma sociedade realmente cristã, não ferem mas sempre concorrem para o bem e aperfeiçoamento de toda a sociedade. O autor analisa como o igualitarismo moderno está destruindo a noção do respeito e da reverência devidos aos mais velhos e aos mestres que se sacrificaram pelas novas gerações. Explica também que defender a autoridade em nome da desigualdade entre os homens não significa defender um regime centralizado, autoritário e muito menos ainda totalitário. Para tanto, o autor explana muito bem o conceito de sociedade orgânica, traçando um paralelo entre a monarquia orgânica medieval e o regime absolutista centralizador. Na minha modesta opinião, poderia ter acrescentado que tal tendência à centralização só fez crescer após a Revolução Francesa como observa Alexis de Tocqueville em O Antigo Regime e a Revolução. Quem sabe, em uma desejável segunda edição, se acrescente esta observação além de uma revisão de alguns lapsos de digitação.

Vale assinalar que o Eng. Adolpho Lindenberg faz ver uma arguta relação de causa e efeito entre o igualitarismo e o ateísmo contemporâneo citando um teórico marxista francês. Com efeito, o igualitarismo, o sufrágio universal, o republicanismo revolucionário, a meu ver, sempre impediram que o homem visse a bondade de Deus no mistério da Encarnação do Verbo. Como um igualitarista poderá reconhecer o aniquilamento de um Deus que se faz homem? Achará que o Verbo Encarnado e ele são iguais.

Por fim, cumpre dizer que são saborosas as recordações do autor com relação a algumas personalidades marcantes que foram exemplos de autoridade moral depois de uma vida de servidos prestados à nação. O autor refere-se ao prestígio do Presidente Wenceslau Brás, à gratidão de toda uma cidade de que gozava a Professora Mimi (que golpeou com sua sombrinha um milico bajulador do Getúlio Vargas) e o respeito de que era cercado o Presidente Washington Luís Pereira de Sousa. deposto em 1930. De fato, as pessoas mais velhas testemunham como o melhor da sociedade paulistana acorreu ao Pacaembu em 1946 para saudá-lo quando o estadista retornou do exílio.

A outra obra que me parece recomendável para compreender o problema do igualitarismo é Le dérèglement moral de l’Occident, de Philippe Bénéton. Infelizmente, até o momento, conheço-a apenas por meio de uma entrevista concedida pelo autor à revista Valeurs Actuelles. Em uma perspectiva filosófica o autor disseca o igualitarismo, dizendo que a igualdade moderna é vazia de substância: “O outro é meu igual, não porque tenhamos em comum algo de substancial que nos distingue como seres humanos, mas porque nós não temos nada em comum senão a liberdade de não ter nada em comum. Os indivíduos são iguais porque eles são livres de ser diferentes e as diferenças não fazem a diferença (…) A orientação geral é clara: trata-se de despojar a natureza para guarnecer o cesto da vontade. Todos somos senhores. Nenhuma ordem criada, nenhuma natureza das coisas que fixe uma hierarquia nas maneiras de viver, nenhuma diferença de natureza que seja uma diferença significativa.”

Na mesma entrevista, Philippe Bénéton mostra o absurdo da nova ideologia dos direitos humanos: “Os direitos do homem tornaram-se essencialmente os direitos do indivíduo e esses direitos individuais multiplicaram-se. Não há, no fundo, senão duas categorias legítimas: o indivíduo e a humanidade. Desaparecem então os direitos do cidadão, os direitos da nação e os dos corpos intermediários (em particular os da família), entrementes a lista dos direitos não cessou e não cessa de crescer: direito ao aborto, à criança, à igualdade de gêneros, às diversas “orientações sexuais”

Desenvolvendo sua reflexão, Bénéton diz que o que mudou é o fundamento dos direitos: “Todos esses direitos novos podem basicamente ser agrupados em duas categorias: o direito à autonomia pessoal, o direito a não discriminação. Os princípios que os justificam são as novas versões da liberdade e da igualdade. Em consequência, os novos direitos estão no fundamento de uma nova moral que se substituiu por completo à moral tradicional. A moral das virtudes cede lugar à moral dos que podem tudo (la morale des ayants droit). Sirvam de exemplo as coisas da carne (empregando uma linguagem dos tempos obscuros): a falta não está mais na impureza, ela se encerra, confunde-se doravante com a violação dos direitos do outro. A libertinagem é uma excelente coisa contanto que nenhuma suspeita de desigualdade lance uma sombra sinistra sobre os entretenimentos que se deseja sejam os mais livres possível”.

E conclui Bénéton:
A consciência moral tende, pois, a confundir-se com a consciência jurídica. O permitido e o proibido delimitam o bem e o mal. O direito dos direitos do homem tornou-se nossa nova bússola. Por outro lado, ele é hoje um direito metapolítico que se impõe aos cidadãos sem que os cidadãos possam dizer sua palavra. Os juízes (na Europa, os juízes da Corte europeia dos direitos do homem) desempenham um papel chave em consonância com as minorias ativas. O pequeno número decide pelo grande número.

Como se vê pela análise do filósofo Philippe Bénéton, o  igualitarismo é um dos pilares da democracia totalitária moderna. Esta, baseada no igualitarismo, no individualismo e no relativismo, vem destruindo a sociedade orgânica tradicional. A família tradicional, instituída conforme o direito natural e divino pela união de um homem e de uma mulher para a propagação da espécie, está sacrificada nas aras dos direitos e garantias individuais. Não pode mais haver homens membros de uma família com história e glória próprias. Só pode haver indivíduos. Não pode haver mais cidadãos de uma república e muito menos ainda súditos de um reino. Só pode haver indivíduos representantes da humanidade, membros de uma república maçônica universal. É esta ideologia dos direitos humanos que está destruindo a Europa com a invasão de muçulmanos que conta com as bênçãos de Francisco I. É esta ideologia, tão bem denunciada por Philippe Bénéton, que influenciou o Vaticano II (Dignitatis Humanae sobre a liberdade religiosa e Gaudium et spes sobre a Igreja e o mundo contemporâneo) que está originando uma nova religião do igualitarismo que não reconhece mais a diferença entre o Criador e a criatura, não dá mais glória à Majestade Divina e zomba do Onipotente. Mas de Deus não se zomba.

A primeira parte das profecias de Fátima já se cumpriu ('A Rússia espalhará seus erros pelo mundo'). Aguardemos com fé e esperança o cumprimento da segunda parte: "Por fim, meu Imaculado Coração triunfará".

Anápolis, 29 de novembro de 2017


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Publicado em O FIEL CATÓLICO n.29
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