Conteúdo da Carta aberta aos Bispos da Igreja Católica acusando o Papa Francisco de heresia



– Semana Santa de 2019 –

Vossas Eminências, Vossas Beatitudes, Vossas Excelências,

Endereçamo-vos esta carta por duas razões: primeiro, acusar o Papa Francisco do delito canônico de heresia, e, segundo, para solicitar que tomeis as medidas necessárias para lidar com a grave situação de um Papa herético...

Tomamos esta medida como um último recurso para responder aos danos acumulados causados pelo Papa Francisco por suas palavras e ações ao longo de vários anos, que deram origem a uma das piores crises da história da Igreja Católica.

Estamos acusando o papa Francisco do delito canônico de heresia. Para que o delito canônico de heresia seja cometido, duas coisas devem ocorrer: a pessoa em questão deve duvidar ou negar, por palavras e/ou ações, alguma verdade divinamente revelada da fé católica que deve ser acreditada com o assentimento da fé divina e católica; e essa dúvida ou negação deve ser pertinente, isto é, deve ser feita com o conhecimento de que a verdade sendo duvidada ou negada foi ensinada pela Igreja Católica como uma verdade divinamente revelada que deve ser crida com o consentimento da fé, e a dúvida ou a negação deve ser persistente.

Embora acusar um Papa de heresia seja, naturalmente, um passo extraordinário que deve ser baseado em evidência, ambas essas condições foram comprovadamente cumpridas pelo Papa Francisco. Nós não o acusamos de ter cometido o delito de heresia em todas as ocasiões em que pronunciou publicamente uma verdade da fé; nós nos limitamos a acusá-lo de heresia pelas ocasiões em que ele tem negado publicamente verdades da fé e, em seguida, consistentemente agiu de uma forma que demonstra que descrê dessas verdades que negou...

→Ler as 20 páginas da Carta na íntegra←

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3 comentários:

  1. Olá. Boa noite.
    Primeiramente gostaria de agradecer pela manutenção do blog. O seu trabalho tem me esclarecido muitas dúvidas a respeito da Igreja. Nasci em lar protestante (neopentecostal) e há 1 ano e alguns meses, fui para a presbiteriana. Porém tenho buscado entender a Igreja Primitiva e me deparei com o Catolicismo. Seu blog está sendo uma luz para esclarecer tantas mentiras que ouvi a respeito da Igreja Católica. E cada vez mais vejo quantas mentiras me foram ditas por protestantes.

    Há pouco, li um post a respeito da Infabilidade Papal e (acho que) entendi que a Infabilidade é em questão de doutrina (peço perdão se estiver equivocada) mas os últimos posts a respeito das acusações de heresia contra o Papa Francisco me deixaram confusa. Seria possível esclarecer-me como o Papa é infalível em doutrina mas está sendo acusado de heresia?
    Não faço a pergunta para atacar mas porque, humildemente, realmente quero entender.

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    Respostas
    1. Entendo suas angústias perfeitamente, minha irmã. Se quiser, pode escolher algum nome para conversar conosco, mesmo que fictício, que facilite o nosso diálogo por aqui.

      Veja, se até nós, que somos católicos há tempos (muitos desde o nascimento) sentimo-nos confusos nestes tempos difíceis, imagine os que estão chegando à Igreja agora, querendo conhecer a doutrina dos Apóstolos que a ela foi confiada, pensando em se converter...

      A questão é essa, mesmo: se você leu aquele estudo específico, deve ter entendido que o Papa é infalível somente na condução espiritual da Igreja, isto é, ele não pode falhar naquilo que ensina em questões de doutrina, mas apenas quando o faz oficialmente, fazendo uso das Chaves que recebeu de Nosso Senhor, pelo carisma que lhe foi confiado pelo próprio Cristo.

      Mas essa infalibilidade não que dizer que todos os Papas são seres humanos impecáveis, que nunca erram, que só cumprem a Vontade de Deus, em tudo aquilo que dizem e fazem. Na verdade, na história da Igreja nós já tivemos Papas que foram grandes pecadores públicos.

      O Papa não é infalível quando dá uma entrevista, nem quando resolve fazer alguma declaração pública ou quando adota algum direcionamento pastoral.

      O Papa Francisco, até agora, não fez nenhuma declaração "Ex Cathedra", isto é, fazendo uso da autoridade que ele possui como sucessor de S. Pedro Apóstolo, que pudesse ser considerada herética. Essas acusações de heresia se referem às suas posturas e atos, por assim dizer, "particulares". Quando ele assinou o documento em conjunto com o Imã islâmico declarando que a diversidade das religiões é da vontade de Deus, sim, isto pode ser considerado uma heresia, algo que contraria aquilo que a Igreja sempre ensinou, desde o tempo dos Apóstolos até hoje. Mas ele não declarou isso "Ex-Cathedra", e para que isso aconteça são necessárias quatro condições:

      1- Que ele afirme que se pronuncia como Vigário de Cristo, usando o poder das Chaves que Cristo concedeu a Pedro;

      2- Tratando de Fé e Moral;

      3- Ensinando a toda a Igreja;

      4- Com o desejo e a intenção clara e manifesta de definir um problema, isto é, doutrinando, ensinando algo, e condenando explicitamente a quem ensine o contrário.

      Faltando uma dessas quatro condições, não se trata de um ensinamento infalível.

      Há muitos outros problemas que você terá que compreender, minha querida irmã. Não é fácil ser católico, hoje. Há muitos grandes sacerdotes e teólogos dignos que consideram que já estamos entrando nos últimos tempos. Mas tenha fé e persevere nos seus estudos e orações, porque temos a nosso favor a Promessa de Cristo: apesar das perseguições e da grande apostasia que virá, o Inferno não triunfará contra a verdadeira Igreja.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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Este não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário, conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.

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