A festa da Imaculada Conceição de Maria: origens e significados

A Imaculada Conceição de Maria por Antonio Cavallucci (1790)

NESTE DIA DE preceito, rogamos a nossa Mãe do Céu pelas almas e pelas intenções de todos os nossos leitores, irmãos em Cristo e amigos, para que interceda por nós junto a seu Filho e Nosso Senhor:


Estamos diante de um mistério; diante de um fato que excede nossa inteligência humana. Sim, o mistério não contradiz a razão humana, mas a excede.

O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido o Filho sem concurso de homem, mas por Obra e Graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que para nós são, – lamentavelmente, corriqueiros. – Refere-se, isto, sim, ao fato de Deus havê-la preservado da mancha com a qual todas as criaturas humanas nascem, a mancha herdada do Pecado cometido por Adão e Eva, que a Teologia chama Pecado original.

Pecado que se chama original não porque, a partir dele, nascemos todos como fruto do ato sexual. Original porque se refere à Origem de toda a humanidade, isto é, dos nossos primeiros pais, que a Bíblia chama (simbolicamente ou não) Adão e Eva.

As Sagradas Escrituras ensinam-nos que Deus criou o ser humano à sua Imagem e Semelhança. Não o fez por necessidade, – já que Deus se basta a Si mesmo, – mas num gratuito gesto de Amor.

Criado por amor, o ser humano estava destinado à plena e eterna festa de Comunhão com Deus. Uma Comunhão tão íntima e divina que o próprio Filho de Deus poderia dela participar sem nenhuma diminuição de sua Divindade.

Ora, para que viesse ao mundo o Filho de Deus Salvador, encarnado em forma humana, Deus escolheu desde antes do início dos tempos, uma mulher, e a para tal finalidade a fez santíssima, ou seja, adornada com qualidades e belezas do próprio Deus. Para Deus, imaginação e criação são uma mesma coisa.

Nossos primeiros pais, apesar de feitos à imagem e semelhança de Deus, eram criaturas e como criaturas dependiam do Criador. Sua liberdade era a plenitude da liberdade como criaturas. Adão e Eva pecaram, querendo passar da liberdade e santidade de criaturas à liberdade e santidade próprias do Criador, ou seja, quiseram igualar-se a Deus. Pecado de orgulho. Pecado de desobediência. Quiseram “ser como Deus” (Gn 3,5) e não como criaturas de Deus.

Consequências dramáticas dessa suprema prepotência de nossos primeiros pais: embora mantivessem a dignidade de Imagem e Semelhança de Deus, perderam, como diz São Paulo “a Graça da santidade original” (Rm 3,23); passaram a ter medo de Deus; perderam o equilíbrio de criaturas, ou seja, foram tomados pelas más inclinações e passaram a sentir em suas consciências a desarmonia e a tensão entre o bem e o mal, e a experiência da terrível necessidade de optar entre um e outro. "Entrou a morte na história da humanidade” (Rm 5,12).

Ora, os planos de Deus, ainda que as criaturas os reneguem ou se desviem deles, acabam se realizando. Aquela mulher imaginada/criada por Deus antes do Paraíso terrestre, para ser a Mãe do Filho em carne humana, estava isenta do pecado de Adão e Eva. Todavia há uma verdade de fé professada desde sempre pela Igreja que ensina com clareza que todas as criaturas humanas são redimidas, sem exceção, exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo. Ora, sabemos bem que Maria é uma criatura de Deus e não uma espécie "deusa" (somente na imaginação desvairada de certos inimigos da igreja esta absurda confusão seria possível). Por isso, também ela deveria ser, – como de fato foi, – redimida por Jesus Cristo, a um só tempo seu Filho e Senhor.

Teólogos discutiram durante séculos sobre como Maria poderia ter sido remida. Nunca, nenhum santo Padre duvidou da santidade de Maria, de sua vida puríssima, de seu coração inteiramente voltado para Deus, ou seja, de ser uma mulher “Cheia de Graça” (Lc 1,28). A razão de tanta convicção e de tanta certeza sempre foi a certeza e a convicção de que Deus Todo Poderoso, o Santo dos Santos, só poderia nascer de um vaso que fosse puríssimo. Ainda assim, mesmo que pudessem conceber Maria como Virgem Imaculada, haviam teólogos que não conseguiam entendê-la isenta do Pecado original. E estavam certos! Entre estes, que num primeiro momento encontraram difculdades em conceber a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, haviam inclusive santos, como São Bernardo, – justamente ele, autor de belíssimos textos sobre a Virgem Maria e sua maternidade divina.

Mas haviam teólogos favoráveis à aceitação da verdade da Imaculada Conceição de Maria, entre os quais o Bem-aventurado Duns Scotus, que argumentava assim: primeiro, sim, Deus podia criá-la sem mancha, porque "para Deus nada é impossível" (Lc 1,37); 2) convinha que Deus a criasse sem mancha, porque ela estava predestinada a ser a Mãe de Deus e, portanto, ter todas as qualidades que não afetasse de modo absolutamente nenhum a Dignidade suprema do Filho. Assim, Deus podia, e convinha; logo, Deus a criou isenta do Pecado original, ou seja, imaculada antes, durante e depois de sua conceição no seio de sua mãe.

No ano 1615 encontramos o povo de Sevilha, na Espanha, cantando pelas ruas alguns versos derivados do argumento de Duns Scotus: “Quis e não pôde? Não é Deus / Pôde e não quis? Não é Filho. / Digam, pois, que pôde e quis!”.


A Imaculada Conceição de Maria por Bartolomé Esteban Murillo (1661)

Também artistas entraram na procissão dos que louvavam e difundiam a devoção à Imaculada. Nenhum foi tão profícuo quanto o espanhol Murillo, falecido em 1682. A ele se atribuem nada menos que 41 diferentes quadros com o tema Imaculada Conceição, inconfundíveis, retratando sempre a Virgem assunta, cercada de anjos, quase sempre com a meia lua sob os pés, lembrando de perto a mulher descrita pelo Apocalipse (Ap 12,1). A lua, por variar tanto, é símbolo da instabilidade humana e das coisas passageiras. Maria foi sempre a mesma, sem nenhum pecado.

No entanto, escreve o papa Pio IX, era absolutamente justo que, como tinha um Pai no Céu, que os Serafins exaltam "Santo, Santo, Santo", o Unigênito tivesse também uma Mãe na Terra, em quem jamais faltasse o esplendor da santidade (Ineffabilis Dei, 31). Com efeito, essa doutrina se apossou de tal forma dos corações e da inteligência dos nossos antepassados que deles se fez ouvir uma singular e maravilhosa linguagem. Muitas vezes se dirigiram à Mãe de Deus como "toda santa", "inocentíssima", "a mais pura", "santa e alheia a toda mancha de pecado", etc.

Aos 8 de dezembro de 1854, o bem-aventurado papa Pio IX declarou verdade de fé a Conceição Imaculada de Maria:

Pela Inspiração do Espírito Santo Paráclito, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e para a propagação da religião católica, com a autoridade de Jesus Cristo, Senhor nosso, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e nossa, declaramos, promulgamos e definimos que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi preservada de toda mancha de pecado original, por singular graça e privilégio do Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e que esta doutrina está contida na Revelação Divina, devendo, portanto, ser crida firme e para sempre por todos os fiéis.
(Ineffabilis Dei, 42)


A Imaculada Conceição por Peter Paul Rubens (1627)

Há 161 anos foi proclamado o dogma, mas a devoção à Imaculada é muito mais antiga. Basta lembrar que a festa é conhecida pelo menos desde o século VIII. Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com solenidade a Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro de cada ano, e costumava cantar a Missa em sua honra aos sábados. Em 1476, o Papa Xisto IV adicionou a Festa ao Calendário Litúrgico da Igreja. Em 1484, Santa Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, fundou uma Ordem contemplativa de mulheres, conhecidas como Irmãs Concepcionistas, para venerar especialmente e difundir o privilégio mariano da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus.

Desde a proclamação do dogma, a festa da Imaculada Conceição passou a ser dia santo, de guarda ou preceito.

Em Roma, na Praça Espanha, para perenizar publicamente a declaração do dogma, levantou-se uma belíssima coluna entalhada, encimada por uma formosa estátua da Imaculada Conceição. Todos os anos, no dia 8 de dezembro à tarde, o Papa costuma ir à Praça, e com o povo romano e peregrinos reverenciar o privilégio da Imaculada Conceição da santíssima Virgem, privilégio este que deriva do maior de todos os seus títulos: Mãe do Filho de Deus, nosso Senhor e Salvador.

A coroação final e maravilhosa desta riquíssima história veio menos quatro anos após a proclamação do dogma, quando, em Lourdes, França, à menina Bernardete. Simples e analfabeta, ao ser agraciada com a visão da santíssima Virgem, perguntava insistentemente à visão quem era, até receber como resposta, cercada de terníssimo sorriso: “Eu sou a Imaculada Conceição” ('que soy era immaculada concepciou').

Não podemos esquecer que a imagem ou representação da padroeira de nossa  nação, chamada comumente Nossa Senhora Aparecida, é também uma Imaculada Conceição; por isso mesmo, seu título oficial é "Nossa Senhora da Conceição Aparecida".

Como é bonito, piedoso e comovente escutar o povo brasileiro cantando uníssono: "Viva a Mãe de Deus e nossa / sem pecado concebida! / salve, Virgem Imaculada, / ó Senhora Aparecida!"


_______
Fonte e ref. bibliográfica:
NEOTTI, Clarência, Frei OFM, artigo 'Imaculada Conceição da Maria – 150 anos de Proclamação do Dogma', disp. em
http://www.franciscanos.org.br/?page_id=5536#sthash.EZyE8fFg.dpuf
Acesso 8/12/015
• PERRY, Tim; KENDALL, Daniel SJ. The Blessed Virgin Mary. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 2013
www.ofielcatolico.com.br

9 comentários:

  1. Mais uma aula! Aprendi muito algumas coisas que eu sabeia mais ou menos.. rs

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  2. Outro fato interessando foi quando A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

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  3. Oh! Maria Santíssima nossa Mãe, protege cada vez mais esta revista O FIEL CATÓLICO !!!!!!!
    Abraços
    Urbano Medeiros e família
    MINAS GERAIS

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  4. Só um detalhe,

    Agostinho não cria na imaculada conceição de Maria - esta doutrina é totalmente ausente do período patrístico.

    Os Romanistas usam a citação abaixo a favor da imaculada conceição:

    Em seguida, ele enumera aqueles "que não só viveram sem pecados, mas são descritos como tendo levado uma vida santa, - Abel, Enoque, Melquisedeque, Abraão, Isaque, Jacó, Josué, filho de Nun, Finéias, Samuel, Natã, Elias, Jose, Eliseu, Miquéias, Daniel, Ananias, Azarias, Misael, Mordecai, Simão, José - aquele que desposou a Virgem Maria, João "E acrescenta os nomes de algumas mulheres, - Deborah, Anna, a mãe de Samuel, Judith, Esther, a outra Anna, filha de Fanuel, Elisabeth, e também a mãe de nosso Senhor e Salvador, sobre ela", diz ele," temos que admitir que por sua piedade, ela não tinha pecado. "Devemos excetuar a Santa Virgem Maria, em cujo caso, em respeito ao Senhor, não quero que haja qualquer outra questão, na medida em que o pecado está em discussão, uma vez que podemos saber que grande abundância da graça foi conferida a Ela para vencer o pecado em todos os sentidos, vendo que ela mereceu conceber e dar a luz àquele que certamente não cometeu pecado algum (Agostinho, sobre a natureza e a graça – Capítulo 42, contra Pelágio).

    Agostinho estava respondendo ao argumento de Pelágio, segundo o qual, muitos homens da bíblia conseguiram viver sem pecados. Agostinho responde excetuando apenas Maria, afirmando que ela não pecou. Mas disso se segue que Maria foi livre do pecado original? Não, Agostinho não colocou Maria como exceção neste caso. Observe a citação abaixo:

    É, portanto, um fato observado e estabelecido, que nenhum homem nascido de homem e mulher, isto é, por meio de união corporal, pode ser livre do pecado. Todo aquele que, de fato, está livre do pecado, é também livre de uma concepção e nascimento deste tipo. Além disso, conforme exposto no Evangelho segundo Lucas, ele diz: Não foi a coabitação com um marido que abriu os segredos do útero da Virgem; uma vez que foi o Espírito Santo que infundiu a semente imaculada em seu ventre não violado. Pois dos que nasceram de mulher, somente o Senhor Jesus é santo, na medida em que Ele não experimentou contato com a corrupção terrena, devido à novidade do Seu nascimento imaculado; Não, ele repeliu-o por sua majestade celestial (Agostinho, sobre a graça de Cristo e sobre o pecado original – capítulo 47).

    Ou seja, para Agostinho, nenhuma pessoa nascida de procriação natural - o caso de Maria - poderia ser livre do Pecado natural. Apenas Jesus estava livre, pois ele foi concebido pelo Espírito Santo. Vários escolásticos seguindo Agostinho defendiam posição parecida, maria viveu sem pecados, mas não foi livre do pecado original. Alguns Pais da Igreja mais tardios também defenderam que Maria não pecou, mas que ela foi santificada após o nascimento, antes de gerar Jesus Cristo. Porém, o testemunho patrístico majoritário é que Maria de fato cometeu pecados durante a vida, apenas de sempre te-la como um mulher exemplar.

    Não há como afirmar que Hipólito cria nesta doutrina também. A citação usada para isto é de caráter duvidoso, muitos estudiosos questionam a sua veracidade.

    Bruno

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    Respostas
    1. "Porém, o testemunho patrístico majoritário é que Maria de fato cometeu pecados durante a vida, apenas de sempre te-la como um mulher exemplar."

      Por favor, quem foram os padres patrísticos que afirmaram que Maria cometeu pecados durante a vida?.

      Sidnei

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    2. Pois é, Sidnei, resta saber quem foram esses Pais da Igreja contrários à Imaculada Conceição. Aliás, é perceptível a contradição presente no comentário de Bruno: Uma hora ele afirma que a doutrina é TOTALMENTE ausente no período patrístico, em outra afirma que o testemunho a favor é minoritário.
      Agora, e se SANTO Agostinho tiver realmente defendido que Nossa Senhora pecou ou foi concebida com pecado, isto diminui em alguma coisa a nossa fé? Claro que não, pois todos sabemos que os santos não são infalíveis e o próprio bispo de Hipona submetia em tudo as suas opiniões pessoais à Fé da Igreja, tendo inclusive afirmado que não creria em NSJC se não fosse pela Santa Igreja Católica.
      No mais, o que os supostos "romanistas" (que eu nem faço ideia do que são) falam ou deixam de falar não nos interessa, pois somos CATÓLICOS, com a Graça de Deus. A paz de NSJC!

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    3. Caro Bruno, o que me parece, é que o texto do cap 36, 42 da obra “De natura et gratia” de Santo Agostinho, foi usado na bula de definição dogmática da Imaculada Conceição da Virgem Maria, Ineffabilis Deus, do Papa Pio IX.
      No livro “A virgem Maria” - cem textos marianos de Santo Agostinho com comentários, da Paulus, mostra vários texto do Santo Bispo de Hipona, sobre a Imaculada Conceição.

      “Palavras de Juliano: Joviano é acusado de ser inimigo de Ambrosio mas se o compararmos a ti, ó Agostinho, ele até merece ser absorvido (...) Pois nega Joviano a virgindade de Maria no parto. E tu entregas Maria pela condição mesma de seu nascimento, ao poder do demônio.
      Palavra de Agostinho: Mui amável de tua parte quereres comparar-me a Joviano, com a intenção de provar que sou pior do que ele. Encanta-me receber, em companhia de Ambrosio, teu calunioso ultraje. Entristece-me, porém, ver-te enlouquecido. Dizes que sou pior do que Joviano, por ser maniqueu. O que vem a significar isso? Que, com Ambrosio, confesso a existência do pecado original, o qual tu, com Pelágio, negas? (...) Nós não atribuímos ao demônio poder algum sobre Maria, em virtude de seu nascimento, visto que a graça do nascimento veio a desfazer nela essa mesma condição”. (Opus imperfectum contra Iulianum IV, 122 - Patrologia Latina 45, 417)
      No texto acima lemos o Bispo de Hipona afirmar que a Virgem Maria nunca esteve sob o domínio do demônio, logo, Deus a criou imaculada!
      Faz-se necessário também, ler a Constituição Apostólica "Sollicitudo Omnium Ecclesiarum" do Papa Alexandre VII, SOBRE A IMACULADA CONCEPÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM, de 08 de dezembro de 1661. Texto muito interessante.

      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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    4. Santo Agostinho (Século III): “Devemos excluir a Santa Virgem Maria, a respeito da qual eu não gostaria de levantar qualquer questão quando o assunto é pecados, em honra ao Senhor, porque Dele sabemos qual abundância de graça para vencer o pecado em cada detalhe foi conferido a ela que teve o mérito de conceber e suportar aquele que, sem dúvida, não tinha pecado.” (Sobre a natureza ea graça, XXXVI).

      “A arca, que foi feita de madeira incorruptível (cf. Êx 15,10) era o Salvador. A arca simbolizava o tabernáculo de seu corpo, que era imune à decadência e não gerou nenhuma corrupção pecaminosa ... O Senhor não tinha pecado, porque em sua humanidade Ele foi formado a partir da madeira incorruptível, ou seja, da Virgem e do Espírito Santo, forrada dentro e fora como com o ouro mais puro da Palavra de Deus.” (Hipólito, no Salmo 22, citado por Teodoreto, Dialogo 1; PG 10:610, 864-5)

      Cristo é perfeito e nasceu sem pecado (Hb 4,15/ 2Pe 1,18-19)! Como poderia o Deus encarnado (Jo 1,14) nascer de uma pecadora? Pode do impuro sair o puro (Jó 14,4)? A resposta é não! Alguns afirmam em contra-ponto: ''entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista'' (Mt 11,11/ Lc 7,28). Mas o Filho de Deus nasceu de uma mulher (Gl 4,4-5), e não era meramente homem. O Verbo se fez carne (Jo 1,14) pelo poder do Espírito Santo (Lc 1,35) no ventre da Virgem Maria, sem a participação de homem algum (Lc 1,34). Maria é a Mãe do Filho de Deus (Lc 1,35), é a Mãe do Senhor (Lc 1,43). Lutero disse que é preciso meditar em nosso coração o que significa ser mãe de Deus. Ela é de fato a Sancta Dei Genetrix (Is 7,14/ Mt 1,21-23; 2,11/ Lc 1,43; 2,7/ Gl 4,4-5). Nesse artigo de fé eu creio! De resto, não adianta os protestantes anti-católicos (sic) tentarem falsificar a Patrística.

      Paz e Bem.
      ______________________

      NOTAS:

      http://caiafarsadosinimigosdaigreja.blogspot.com.br/2015/12/imaculada-conceicao-razao-logica.html

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/controversias/645-a-imaculada-conceicao-de-maria-nos-padres-ocidentais-e-orientais

      https://afeexplicada.wordpress.com/2011/09/24/por-que-a-mae-de-jesus-nunca-pecou/

      http://ocatequista.com.br/archives/10790

      https://igrejamilitante.wordpress.com/2012/10/21/os-evangelicos-nao-sao-contra-a-virgem-maria-imaculada-sao-contra-a-historia-do-cristianismo/

      http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com.br/2011/06/indice-das-mentiras-autor-fernando.html

      http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com.br/2015/03/os-pais-da-igreja-e-imaculada-conceicao.html

      http://www.veritatis.com.br/apologetica/maria-santissima/8040-os-padres-da-igreja-eram-contrarios-ao-dogma-da-imaculada-conceicao-

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/virgem-maria/568-sao-tomas-de-aquino-a-imaculada-conceicao-e-a-celeuma-protestante

      http://odiaboluteroeoprotestantismo.blogspot.com.br/2012/11/eusebio-o-pecado-nao-poupou-nem-mae-do.html

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/controversias/576-sao-cipriano-a-catedra-de-pedro-e-a-ilusao-protestante

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/controversias/569-sao-cipriano-pensava-como-um-protestante

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  5. lindíssimo texto. Salve Rainha concebida sem pecado original. Salve Rainha Santa Virgem Maria!!!

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