31/8/2020 | Bispos alemães propõem redefinir o significado da palavra 'fertilidade' para incluir 'casais' do mesmo sexo


Com tradução e comentários de Henrique Sebastião – Frat. Laical São Próspero


QUERO GARANTIR AO LEITOR que nós detestamos veicular notícias deste tipo. Suspiramos e rezamos diariamente para que tenhamos boas novidades para anunciar. Mas a triste realidade é outra, a grande apostasia que precede o fim dos tempos me parece mesmo ter chegado e precisamos nos preparar com muita oração e penitência para reforçar a nossa Fé e a nossa fidelidade a Cristo: essas coisas serão cada vez mais necessárias.


No rastro do documento de trabalho do famigerado Sínodo da Amazônia, o documento “Caminho sinodal” dos bispos alemães a ser votado no próximo mês propõe algo que, se viesse a ser aprovado (não creio) seria uma grande desgraça para a Igreja: "redefinir o casamento", ampliando o conceito para algo que pode existir  de diversas outras formas (além da 'tradicional') de “viver o amor e a sexualidade”. Um documento de trabalho anterior, lançado no ano passado, havia feito alegações semelhantes, mas tal coisa nunca fora colocada em votação.


Note-se bem que só o precedente aberto – de se ousar colocar em votação uma ideia tão escabrosa e tão contrária à Fé da Igreja – já se configura em algo verdadeiramente gravíssimo. 


Em uma seção, o documento de quatro páginas afirma: “A abertura para a transmissão da vida não é decisiva para cada ato [sexual] individual, mas deve ser afirmada no curso geral de uma parceria vinculativa e de longo prazo”(!). Nada poderia ser mais contrário a tudo o que a Igreja ensinou desde o seu nascimento até os nossos dias. O Catecismo da Igreja Católica, por exemplo, refere-se à encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI, ensinando que “todo e qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto 'per se' à transmissão da vida”. E acrescenta:

Esta doutrina particular, exposta em numerosas ocasiões pelo Magistério, baseia-se na ligação inseparável, estabelecida por Deus, que o homem por sua própria iniciativa não pode romper, entre o significado unitivo e o seu significado procriador, ambos inerentes para o ato do casamento.


O documento tenta redefinir “o conceito de fertilidade” para incluir não apenas “a abertura para uma nova vida”, mas também a “uma dimensão social e pessoal”. Consequentemente, prossegue o texto, dizendo literalmente: “Todos os casais do mesmo sexo e outros casais que não conseguem dar à luz uma nova vida têm potencial para uma vida fértil”(!).

Além disso, baseando-se no princípio de que “a dignidade do homem é inviolável”, os redatores do documento “consideram a autodeterminação pessoal (...) é vivida na liberdade cristã como o princípio central de ordem para a formação da sexualidade humana. Isso significa que as pessoas podem dizer 'não' a ​​atos sexuais indesejados e 'sim' a um relacionamento com um parceiro responsável escolhido por si mesmo”.


O documento vai ainda mais longe: renega frontalmente o ensino católico de que um homem pode escolher apenas uma mulher, e vice-versa, para o matrimônio, para a formação da sexualidade. Em vez disso, diz: "Vemos o casamento como a forma preferida, mas não a única maneira de viver o amor e a sexualidade em um relacionamento"(!).


Onde a proposta principal fala do potencial de crescimento nas relações de amor, que parecem incluir as relações homossexuais, a alternativa enfatiza que “a revelação de Deus para as relações do casal humano prevê o casamento e a vida em fidelidade conjugal”. E ainda não é tudo.


“Honramos as diferentes orientações sexuais e identidades de gênero das pessoas, bem como suas relações de casal fiéis e exclusivas de longo prazo”, acrescenta o documento elaborado por bispos e para bispos supostamente católicos.


Se essa proposta for aceita, o caminho sinodal irá, conforme o herético documento, “em fidelidade à mensagem de Jesus do amor de Deus por todas as pessoas, desenvolver ainda mais o ensino e a prática da Igreja no trato com a sexualidade humana”.


Como fica claro, a alegação de que nem todo ato sexual deve ser aberto à vida pode ser interpretada de forma a incluir o uso de anticoncepcionais de toda espécie e também a masturbação. Os membros do caminho sinodal, incluindo todos os bispos e dezenas de membros leigos nomeados pelo Comitê Central dos Católicos Alemães e outras organizações, devem votar a linguagem do documento sobre sexualidade no dia 4 de setembro próximo. Rezemos e nos penitenciemos, irmãos e irmãs, pelo bem da Igreja!

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LifeSiteNews, 'German bishops propose redefining ‘fertility’ to include same-sex couples' disp. em:
lifesitenews.com/news/german-bishops-propose-redefining-fertility-to-include-same-sex-couples?utm_source=featured&utm_campaign=standard
Acesso 31/8/2020

Um comentário:

  1. Os alemães perderam o juízo?. Querem o que com isto?, estancar a perda dos fieis na igreja alemã para não perder o rico dinheiro que entram em seus cofres através daquele famigerado imposto que todos os alemães que se declaram pertencer a uma religião são obrigados a pagar, sendo assim, estes bispos, padres e leigos alemães querer trair o evangelho, entregar a alma para o diabo tudo por causa do dinheiro?.

    Triste é ver ainda que não somente o clero vem com estas palhaçadas, mas uma boa gama dos leigos católicos ainda compartilham estas porcarias, rezo para que sobre pelo menos um pequeno resto de fieis católicos na Alemanha, porque pelo que estou vendo infelizmente uma boa parte já foi ladeira abaixo.

    Esta mais que na hora de o Vaticano intervir, ou não irá, porque também usufrui dos ricos ganhos que a Igreja na Alemanha obtém, mesmo a contra gosto, de seus fiéis através do imposto de religião.

    Sidnei.

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